quinta-feira, 17 de abril de 2008

A PALAVRA
Pablo Neruda

...Sim, senhor, tudo o que queira, mas são as palavras as que cantam, as que sobem e baixam... Posterno-me diante delas... Amo-as, uno-me a elas, persigo-as,mordo-as, derreto-as... Amo tanto as palavras... As inesperadas... As que avidamente a gente espera, espreita até que de repente caem... Vocábulos amados... Brilham como pedras coloridas, saltam como peixes de prata, são espuma, fio, metal, orvalho... Persigo algumas palavras... São tão belas que quero coloca-las todas em meu poema...

Agarro-as no vôo, quando vão zumbindo, e capturo-as, limpo-as, aparo-as, preparo-me diante do prato, sinto-as cristalinas, vibrantes, ebúrneas, vegetais, oleosas, como frutas, como algas, como ágatas, como azeitonas...E então as revolvo, agito-as, bebo-as, sugo-as, trituro-as, adorno-as, liberto-as... Deixo-as como estalactites em meu poema, como pedacinhos de pedra polida, como carvão, como restos de um naufrágio, presentes da onda... Tudo está na palavra... Uma idéia inteira muda porque uma palavra mudou de lugar ou porque outra sentou como uma rainha dentro de uma frase que não a esperava e que a obedeceu...

Têm sombra, transparência, peso, plumas, pêlos, têm tudo o que se lhes foi agregando de tanto vagar pelo rio, de tanto transmigrar de pátria, de tanto ser raízes...São antiqüíssimas e recentíssimas. Vivem no féretro escondido e na flor apenas desabrochada... Que bom idioma o meu, que boa língua herdamos dos conquistadores torvos...

Estes andavam a passos largos pelas tremendas cordilheiras, pelas Américas encrespadas, buscando batatas, butifarras, feijõezinhos, tabaco negro, ouro, milho, ovos, frutos, com aquele apetite voraz que nunca mais se viu no mundo... Tragavam tudo: religiões, pirâmides, tribos, idolatrias iguais às que eles traziam em suas grandes bolsas... Por onde passavam a terra ficava arrasada...

Mas caíam das botas dos bárbaros, das barbas, dos elmos, das ferraduras, como pedrinhas, as palavras luminosas que permaneceram aqui resplandecentes... o idioma. Saímos perdendo... Saímos ganhando... Levaram o ouro e nos deixaram o ouro... Levaram tudo... e nos deixaram tudo... Deixaram-nos as palavras.

(“Confesso que Vivi” – Ed. Rio de Janeiro: Difel, 1980. p. 51-2)

domingo, 13 de abril de 2008

Festa da sala!




PESSOAS SUPER ANIMADAS!!!!

Katia

DIFERENÇA VÍRUS E BACTÉRIA

Qual é a diferença entre os vírus e as bactérias?

São muitas, as diferenças entre os vírus e as bactérias. Os vírus são conhecidos por serem os organismos mais simples e pequenos. Eles são 10 a 100 vezes mais pequenos que as bactérias. A maior diferença entre os vírus e as bactérias, é que os vírus necessitam de um hospedeiro vivo para crescerem - como uma planta ou um animal – para se multiplicarem, enquanto a maioria das bactérias podem crescer em superfícies mortas.Ao contrario das bactérias, que atacam o corpo como soldados numa batalha campal, os vírus são lutadores guerrilheiros. Eles não atacam tanto como infiltram. Eles literalmente invadem as células humanas e viram o seu material genético da célula a seu favor para se reproduzirem.Além do mais, as bactéria transportam toda a maquinaria necessária para o seu crescimento e multiplicação, enquanto os vírus contem principalmente a informação para tal, por exemplo, o ADN ou o RNA, é empacotado numa proteína e/ou capsula proteica. Os vírus arreiam a maquinaria da célula hospedeira para se reproduzirem. Num sentido, os vírus não estão verdadeiramente "vivos," mas são essencialmente informação (ADN ou RNA) que flutua, até eles encontrarem um hospedeiro adequado para viverem.
Baseado no site: http: //iastatefoodservice.custhelp.com

sábado, 12 de abril de 2008

Pessoal,
Indico um site muito legal a ser usado principalmente nas aulas de anatomia.
www.ocorpohumano.com.br
Espero que gostem
Leticia

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Tudo de bom para você Alessandra!!!



Pessoal!!! A Alessandra está nos deixando, mas não significa que perdemos uma colega de turma, e sim, ganhamos momentos muito legais em sala, que ficarão registrados em nossa memória!
...em cada minuto uma escolha...em cada escolha um resultado...em cada resultado uma experiência...experimentar é VIVER! Zibia M.Gasparetto


Não somos apenas o que pensamos ser. Somos mais; somos também, o que lembramos e aquilo de que nos esquecemos; somos as palavras que trocamos, os enganos que cometemos, os impulsos a que cedemos,“sem querer“. Sigmund Freud





Ale, seja Feliz e siga seu CORAÇÃO!!!





Katia Mafra


OI PESSOAL;

EM PRIMEIRO LUGAR, GOSTARIA DE AGRADECER TODO O CARINHO QUE TIVERAM COMIGO.
QUANDO EU DECIDI FAZER ESTE CURSO, EU ESTAVA COMPLETAMENTE CERTA DO QUE EU QUERIA; MAS COM O PASSAR DESTE POUCO TEMPO EU DESCOBRI QUE NÃO ESTAVA TÃO CERTA ASSIM.
PENSEI MUITO ANTES DE TOMAR UMA DECISÃO, BASTANTE MESMO ACHEI QUE IRIA CONSEGUIR SUPERAR ESTA DIFICULDADE, CHEGUEI ATÉ A CONVERSAR PARTICULARMENTE COM ALGUMAS AMIGAS DE SALA, MAS INFELIZMENTE ESSE MEU MEDO INTERIOR FOI MAIOR.
NÃO SEI SE É MAIS DIFÍCIL SENTIR MEDO OU ASSUMIR O MEDO QUE SENTIMOS.
EU NÃO TENHO PALAVRAS PARA EXPRESSAR A MINHA GRATIDÃO POR VOCES, MUITO OBRIGADA DE CORAÇÃO.
QUERO DEIXAR O MEU AGRADECIMENTO EM ESPECIAL PARA KÁTIA E PARA A GABRIELA ME AJUDARAM BASTANTE NA CONVERSA QUE TIVEMOS.
EU NÃO QUERO ME DESPEDIR DESTA SALA MARAVILHOSA, GOSTARIA DE MANTER CONTATO COM TODAS, SEMPRE QUE DER DAREI UMA PASSADINHA NA FACUL PARA MATARMOS A SAUDADE.
EU SÓ POSSO AGRADECER E PEDIR DESCULPAS POR DESAPONTÁ-LAS (OS).
E QUE DEUS ESTEJA COM TODAS EM TODAS AS FASES DESTA JORNADA.
AMO VOCÊS.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Evento - ATC_livre

Mesa-Redonda: "Discutindo Habermas na Atualidade
"Prof. Dr. Delamar Volpato Dutra (PPGF/UFSC)
Prof. Dr. Alexandre Fernandez Vaz (PPGE/UFSC)
Prof. Dr. Ralph Ings Bannell (PPGE/PUCRJ)
Prof. Dr. Amarildo Luiz Trevisan (PPGE/UFSM)
Profa. Dra. Nadja Hermann (PPGE/PUCRS)
Prof. Dr. Alessandro Pinzani (PPGF/UFSC)
Data: 15/04/2008
Horário: 18h e 30 min
Local: sala 618, PPGE/CE/UFSC

Evento - ATC_ livre (quem puder ou quiser)

Defesa de Tese da Doutoranda Rita Oenning da Silva: “Superar no Movimento: Etnografia de performances de Pirráias em Recife e mais além”,
Data: 29 de abril de 2008, às 14 horas no Mini-Auditório do CFH/UFSC.
Banca Examinadora:Drª Esther Jean Langdon (UFSC - Orientadora)Dra Suzanne Oakdale (Univ. of New México UNM/USA - Co-orientadora)Dr Hélio Raymundo.Santos Silva (Fiocruz/Viva Rio-RJ)Dra Rose Satiko Gitirana Hikiji (PPGAS/USP)Dra Sônia Weidner Maluf (PPGAS/UFSC)Dra Vânia Cardoso (PPGAS/UFSC)Dr Scott Head (University of Texas at Austin, EUA - Suplente)Dr Theóphilos Rifiotis (PPGAS/UFSC - Suplente)

Evento - ATC_ Livre (Para quem quiser ou puder)

Defesa de Dissertação da Mestranda America Larrain González
Tema: “O Negócio da Arte e da Cultura: para uma Antropologia do Festival de Dança de Joinville”
Data: 11 de abril de 2008, às 9:30 horas no Mini-auditório do CFH.
Banca Examinadora:Dr. Rafael José de Menezes Bastos (UFSC– Orientador)Dr. Ruben George Oliven (UFRGS)Drª Esther Jean Langdon (PPGAS/UFSC) Dr. Marnio Teixeira Pinto (PPGAS/UFSC - Suplente)



A T C ORIENTADA

REFERENTE AO QUESTIONÁRIO RESPONDIDO EM SALA:
SOMENTE 19 ALUNAS RESPODERAM O QUESTIONÁRIO.

REF:
ÓTIMO BOM REGULAR RUIM PÉSSIMO
WORD - 2 9 6 2 1
EXEL - 5 4 6 4
POWER POINT- 2 7 4 5
INTERNET E- MAIL- 7 9 1 2
SITE DE BUSCA - 6 8 2 1 2

O AGENDAMENTO DESTA AULA DEVE SER FEITA NA BIBLIOTECA, PEÇAM PARA A NOVA REPRESENTANTE A LÉIA PARA VERIFICAR UM DIA OK.

Revista Psicologia e Profissão

Segue o link da Revista Psicologia e Profissão.
Esta revista possui conteúdos científicos.
Link: http://pepsic.bvs-psi.org.br/scielo.php?script=sci_issues&pid=1414-9893&lng=pt&nrm=iso

o mito da caverna

O SÍMBOLO DA CAVERNA


Arquétipo do útero materno, a caverna figura nos mitos de origem, de renascimento e de iniciação de numerosos povos.
Sob a designação genérica de caverna, incluímos igualmente as grutas e os antros, se bem que não haja sinomínia perfeita entre essas palavras. Entendemos por caverna um lugar subterrâneo, ou rupestre, de teto abobadado, mais ou menos afundado na terra ou na montanha e mais ou menos escuro; o antro seria uma espécie de caverna mais sombria e mais profunda, situada bem no fundo de uma anfractuosidade, sem abertura direta para a luz do dia; entretanto, excluímos o covil, guarida de animais selvagens ou de bandidos, cujo significado nada mais é do que uma forma corrupta do símbolo.
Nas tradições iniciáticas gregas, a caverna representa o mundo. A caverna pela qual Ceres descera aos Infernos, à procura de sua filha, foi chamada de mundo. (Servius, Sur lês Bucoliques, 111,105). Para Platão, esse mundo é um lugar de ignorância, de sofrimento e de punição, onde as almas humanas são encerradas e acorrentadas pelos deuses como se estivessem dentro de uma caverna. Imagina, pois, homens, diz Platão em A República (livro VII, 514, ab) ao descrever o famoso mito, que vivem numa espécie de morada subterrânea em forma de caverna que tem, ao longo de toda sua fachada, uma entrada a abrir-se amplamente para o lado da luz; no interior dessa morada esses homens estão, desde a infância, acorrentados pelas pernas e pelo pescoço, de modo a permanecerem sempre no mesmo lugar, a não verem o que estiver diante deles e incapazes, por outro lado, por causa da corrente que lhes sujeita a cabeça, de gira-la circularmente. Quanto à luz, a única que lhes chega é a que provém de um fogo que arde por trás deles, no alto e longe. Para Platão, esta é a situação dos homens na terra. A caverna é a imagem deste mundo. A luz indireta que ilumina suas paredes provém de um sol invisível; mas indica o caminho que a alma deve seguir a fim de encontrar o bem e a verdade: a subida para o alto e a contemplação daquilo que existe no alto representam o caminho da alma para elevar-se ao lugar inteligível. Em Platão, o simbolismo da caverna implica portanto uma significação não apenas cósmica, mas também ética ou moral. A caverna e seus espetáculos de sombras ou de fantoches representam esse mundo de aparências agitadas, do qual a alma deve sair para contemplar o verdadeiro mundo das realidades – o mundo das Idéias.
Numerosas cerimônias de iniciação começam com a passagem do postulante para dentro de uma caverna ou fossa: é a materialização do regressus ad uterum (retorno ao útero) definido por Mircea Eliade. Esse era especialmente o caso ritual de Elêusis (MAGE ,286) no qual, sendo a lógica simbólica rigorosamente descrita nos fatos, os iniciados eram acorrentados dentro da gruta; dali deviam conseguir escapar para alcançar a luz. Já nas cerimônias religiosas instituídas por Zoroastro, um antro representava o mundo (MAGE, 287): Zoroastro foi quem primeiro consagrou em homenagem a Mitra um antro natural, regado por fontes, coberto de flores e de folhagens. Esse antro representava a forma de mundo criado por Mitra... Inspirando-se nessas crenças pictóricas, e depois deles Platão, chamaram o mundo de antro e de caverna. Com efeito, em Empédocles, as forças uqe conduzem as almas dizem: Viemos para debaixo desse antro coberto por um teto (Porfírio, Do antro das Ninfas, 6-9). Plotino comenta esse simbolismo nos seguintes termos: A caverna para Platão, assim como o antro para Empédocles, significa, ao que me parece, o nosso mundo, onde a caminhada em direção à inteligência representa para a alma a libertação de seus laços e a ascenção para fora da caverna (Plotino, Enéadas, IV, 8,1) Segundo uma opinião mais mística, Dionísio é, ao mesmo tempo, o guardião do antro e aquele que liberta o rpisioneiro ao romper suas correntes: Como o iniciado é um Dionísio, na realidade é ele mesmo quem se mantém aprisionado no começo e ele mesmo quem se liberta no final; ou seja, segundo a interpretação de Platão e Pitágoras, a alma é mantida em prisão por suas paixões e liberada pelo Nous, e.e., pelo pensamento (MAGE, 290-291)
Como se vê, toda a tradição grega une estreitamente o simbolismo metafísico e o simbolismo moral: a construção de um eu harmonioso faz-se à imagem de um cosmo harmonioso.
Entretanto, em face dessa interpretação ergue-se o outro aspecto simbólico da caverna, o mais trágico dos aspectos. O antro, cavidade sombria, região subterrânea de limites invisíveis, temível abismo, que habitam e de onde surgem os monstros, é um símbolo do inconsciente e de seus perigos, muitas vezes inesperados. O antro de Trofônio, muito célebre entre os Antigos, pode efetivamente ser considerado como um dos mais perfeitos símbolos do inconsciente. Trofônio, rei de uma pequena província e ilustre arquiteto, construiu, com a ajuda de seu irmão, Agamedes, o templo de Apolo em Delfos. Depois, como o rei Hirieu os houvesse encarregado de construir um edifício para guardar seus tesouros, eles abriram uma passagem secreta a fim de roubar essas riquezas; percebendo a manobra, Hirieu armou uma armadilha e Agamedes foi apanhado. Ao não conseguir liberta-lo e não querendo ser reconhecido através dos traços fisionômicos do irmão, Trofônio cortou-lhe a cabeça no intuito de leva-la consigo. No mesmo instante, porém, foi submerso nas entranhas da terra. Anos mais tarde, a Pítia (sacerdotisa de Apolo), consultada para por fim a uma terrível seca, recomenda que se dirijam a Trofônio, cuja morada ficava dentro de um antro no fundo de um bosque. A resposta do rei-arquiteto foi favorável e, desde então, a morada do oráculo foi uma das mais freqüentadas. Mas só se podia consulta-lo depois de atravessar os mais assutadores obstáculos. Uma seqüência de vestíbulos subterrâneos e de grutas levava à entrada de uma caverna, que se abria como uma cova fria, medonha e negra. O consulente descia até ali por uma escada, que terminava numa outra cova, cuja abertura era muito estreita. O consulente introduzia primeiro os pés, depois o corpo, que passava com grande dificuldade; depois, era a queda rápida e precipitada no fundo do antro. Quando voltava, vinha com a cabeça para baixo e os pés para cima, puxado muito rapidamente no sentido inverso, com o auxílio de uma máquina invisível. Durante todo o percurso, segurava doces de mel, que o impediam de tocar na máquina e lhe permitiam acalmar as serpentes que costumavam infestar esses lugares. A permanência no antro podia durar um dia e uma noite. Os incrédulos jamais tornavam a ver a luz do dia. Os crentes às vezes ouviam o oráculo; de volta à superfície, sentavam-se num banco denominado Mnemósine (deusa da Memória) e evocavam as terríveis impressões sofridas, que os deixariam marcados pelo resto da vida. Era comum dizer-se das pessoas graves e tristes: Ela consultou o oráculo de Trofônio.
O complexo de Trofônio que matou o próprio irmão para não ser reconhecido como culpado, é o das pessoas que renegam as realidades de seu passado a fim de nelas sufocar um sentimento de culpabilidade; mas o passado, gravado no fundo de seu ser, não desaparece por isso; continua a tormenta-las sob toda espécie de metamorfose (serpentes, etc...), até o momento em que elas aceitam trazer esse passado à luz do dia, façam com que ele saia do antro e o reconheçam como algo que lhes pertence. A caverna simboliza a exploração do eu interior, e, mais particularmente, do eu primitivo, recalcado nas profundezas do inconsciente. Apesar das diferenças evidentes que os separam, pode-se estabelecer uma aproximação entre o fratricídio de Trofônio e o de Caim, ao matar Abel. A marca imemorial do assassinato habita o inconsciente e ilustra-se através da imagem de um antro.
A caverna também é considerada como um gigantesco receptáculo de energia, mas de uma energia telúrica e de modo algum celeste. Por isso ela sempre desempenhou (e ainda desempenha) um papel nas operações mágicas. Templo subterrâneo, a caverna guarda as lembranças do período glaciário, verdadeiro segundo nascimento da humanidade. É propícia às iniciações, ao sepultamento simulado, às cerimônias que circundam a imposição do ser mágico. Simboliza a vida latente que separa o nascimento obstétrico dos ritos da puberdade. Põe em comunicação o primitivo com as potências ctonianas (divindades que residem no interiro da terra) da morte e da germinação.
...
(Dicionário de Símbolos – Jean Chevalier; Alain Gheerbrant. P 213)

quarta-feira, 9 de abril de 2008

RACIONALISMO - História da Psicologia




Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

O racionalismo é a corrente filosófica que iniciou com a definição do raciocínio que é a operação mental, discursiva e lógica. Este usa uma ou mais proposições para extrair conclusões se uma ou outra proposição é verdadeira, falsa ou provável. Essa era a idéia central comum ao conjunto de doutrinas conhecidas tradicionalmente como racionalismo.

Definição de método científico de análise lógica segundo René Descartes:
"O racionalismo pode consistir em considerar a razão como essência do real, tanto natural quanto histórico. Sustenta a primazia da razão, da capacidade de pensar, de raciocinar, em relação ao sentimento e à vontade, pressupondo uma hierarquia de valores entre as faculdades psíquicas; ou a posição segundo a qual somente a análise lógica ou a razão pode propiciar desta forma o desenvolvimento da análise científica, do método matemático, que passa a ser considerado como instrumento puramente teórico e dedutivo, que prescinde de dados empíricos, aplicados às ciências físicas que levaram a uma crescente fé na capacidade do intelecto humano para isolar a essência no real e ao surgimento de uma série de sistemas metafísicos fundados na convicção de que a razão constitui o instrumento fundamental para a compreensão do mundo, cuja ordem interna, aliás, teria um caráter racional".

Conforme descrito acima, da obra de Descartes, o conjunto de aptidões em função das quais os indivíduos aprendem mais rapidamente novas informações e se revelam mais eficientes no manejo e aproveitamento adequado de conhecimentos já armazenados por meio de aprendizados anteriores e empíricos, estes podem fazer com que através da análise lógica se descubram processos ou sistemas mais rapidamente pelo método lógico e matemático, ao invés do método empírico, pois o empirismo leva em conta a tentativa e erro, enquanto que o método lógico e a análise crítica levam às respostas necessárias minimizando a necessidade do experimentalismo prático. Esta visão chamada de cartesiana alterou e acelerou as descobertas científicas.