Quando surgiu nos EUA, em 2004, a rede de relacionamentos ORKUT, tornou-se a maior “febre” principalmente entre brasileiros. O site em questão viabiliza encontro de pessoas com interesses em comum, reencontro de antigos amigos, fóruns e comunidades focadas nas mais diversificadas temáticas e categorias,
sejam grupos musicais, arte e cultura, profissões, ideologias, gostos pessoais. O pior dos profissionais da área da psicologia também estão presentes no orkut divulgando serviços dos quais os mesmos não estão habilitados.
Para o desespero do GreenPeace, surgiram os grãos geneticamente modificados, conhecido como transgênicos (...mas essa não é minha área de conforto). Em relação à Classe dos Psicólogos brasileiros surge a nova praga virtual na área Científica: os “Psicólogos Transgênicos”.
Quem são os “psicólogos transgênicos virtuais”?
São uma espécie de recém-formados (e desinformados) com suas práticas psicológicas pra lá de duvidosas alterando e burlando qualquer Regulamento, Legislação imposta pelo Conselho Federal e Regional de Psicologia, sem um mínimo de responsabilidade ética e social. Geralmente montam páginas eletrônicas na Internet do dia pra noite, como por exemplo, blogs, hospedam seus sites em provedores gratuitos e/ou pagos e fazem sua divulgação e autopromoção pessoal em diversos fóruns do orkut, conhecido como o spam (mensagens publicitárias não solicitadas). É isso que esses “profissionais psicólogos transgênicos virtuais” estão fazendo sem a mínima noção de ética e bom senso. Afrontam Regimentos, Resoluções e o Código de Ética do Profissional Psicólogo. A grande parte deles são acadêmicos, recém-formados em Psicologia interessados na autopromoção pessoal.
“Psicólogos Transgênicos” costumam abrir, moderar e abrir tópicos em dezenas de comunidades, criam perfil FALSO no ORKUT promovendo seus blogs, sites pessoais e/ou serviços não qualificados prestados por eles. Os mesmos se cadastram em diversos fóruns, principalmente comunidades relacionados à problemas comportamentais, aonde é possível encontrar clientes em potencial, ou seja, esses “psicólogos” se aproveitam da fragilidade dos internautas participantes dos fórum para atendê-los online. Aliás, esses “profissionais” recebem sugestões de amigos e idéias aonde os mesmos possam divulgar seus blogs e sites pessoais sobre as orientações psicológicas online em fóruns sobre problemas amorosos, depressão, transtornos alimentares, principalmente fóruns de preconceitos religiosos e sociais. Isso é praxe!
É mais fácil identificarmos um “Psicólogo Transgênico” do que um grão geneticamente modificado escondido em sacas e toneladas de cargas... diga-se de passagem... as duas coisas fazem mal à sua saúde. Identificar um profissional de credibilidade do outro que é uma fraude, basta aprendermos separar o grão saudável do intragável.
Vamos aos fatos: essa terminologia “Psicólogos Transgênicos Virtuais” (ou “Psicólogos Piratas”) foi adotada para ajudar aos orkuteiros de plantão (freqüentadores do ORKUT) dos quais são as maiores vítimas desses “psicólogos”. Primeiramente nós psicólogos NÃO FAZEMOS PUBLICIDADE NO ORKUT, QUANTO MAIS SPAMS EM DIVERSOS FÓRUNS REFERENTES À PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE ORIENTAÇÃO PSICOLÓGICA ONLINE OU PRESENCIAL, MUITO MENOS MODERAMOS FÓRUNS VINCULADOS ÀS ORIENTAÇÕES PSICOLÓGIAS ONLINE.
Não é difícil achar “psicólogos” e aventureiros praticando orientações psicológicas online, orientação vocacional e terapias sexuais no orkut sem devida habilitação e Selo eletrônico de Credenciamento do Conselho Federal de Psicologia, seja dentro ou fora do ORKUT.
Alguns “psicólogos transgênicos” se intitulam “Doutores” para dar mais crédito à sua prestação de serviço do qual só possui título de graduação ou nem mesmo a conclusão da faculdade de psicologia exigida pelo MEC para exercer a Profissão de Psicólogo. Outros nem mesmo fazeram faculdade de psicologia e estão se beneficiando (e muito) da prática ilegal.
Devido a impunidade dos sites que prestam tais serviços ilegais de psicologia, a tendência dos serviços de orientação online já é banalizado devido a falta de fiscalização e demora no processo para punição desses “Psico-Transgênicos”. Existem diversos blogs e sites de procedência duvidosa que fazem suas autopromoções pessoais e publicidades ilegais no ORKUT, deturpando a profissão Psicologia. Psicólogo não faz autopromoção e não presta serviços por meios de scraps no ORKUT, muito menos abrem comunidades na rede de relacionamentos. ORKUT é entretenimento. Não é ambiente de trabalho muito menos setting terapêutico.
Quero frisar que não é ilegal a participação de psicólogos em comunidades, nem a aquisição de perfil na rede de relacionamentos do Orkut. A falta de ética está na autopromoção pessoal por meio de spam em comunidades, bem como a habilitação de perfis falsos.
Com tantos “psicólogos transgênicos” espalhados no orkut, logo teremos clientes reais (embora virtuais) desacreditados na qualidade da prestação de serviços de psicologia no Brasil, e o pior: ao invés de obtermos melhoras na qualidade de vida da população inseridos na cibercultura, vamos obter “melhoras e resultados terapêuticos transgênicos”. Essas pragas de “psicólogos transgênicos” plantadas nos hectares cibernéticos são (e serão) uma epidemia nas veias da Rede Mundial de Computadores unidos na depredação da qualidade dos serviços de orientações psicológicas online realizados por profissionais competentes a título nacional e por que não dizer a título mundial? Já que estamos falando de um mundo sem fronteiras.
Se algum “psicólogo” divulgar serviços de orientação psicológica online no orkut, em fóruns e comunidade com a prática de spam, desconfie... ou melhor... denuncie!
Uma coisa é certa: quem planta vento, colherá tempestade e no mínimo um processo ético.
Autor: Márcio Roberto Regis (CRP 08/10156)
Editor-Chefe do Portal de Psicologia Atlaspsico
Bacharel e Psicólogo formado pela Universidade Tuiuti do Paraná
Email: atlaspsico@atlaspsico.com.br – cel.: 41.9917.4556
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Marco Aurélio Ferraz: "Rompendo Silêncios: alunos especiais narram suas histórias"
(...)
Costurado pela analogia ao mar e seus mistérios, navego no
movimento de idas e vindas, sem um porto estável onde aportar.
A Nau dos Insensatos que inspirou a introdução do referido projeto, é descrita por Michel Foucault em “A História da Loucura” (1961) e tem o mesmo sentido que as Naus dos loucos ou insensatos da Idade Média, “navios que carregavam insanos em
busca da razão”, um estranho barco que deslizava pelos rios e mares, levando uma carga insana, partia sem um rumo definido. Os tripulantes embarcavam em uma viagem sem fim, flutuando num mar sem fim, sem bordas, sem ancoragem.
Os alunos das escolas especiais, diferente dos loucos da Idade Média, foram nomeados Portadores de Necessidades Educativas Especiais e estão sendo “convidados” a embarcarem em uma Nau, em sentido metafórico, para um lugar pré-determinado, a escola regular, e, como os insensatos do início da modernidade, não escolheram partir nesta viagem, o convite para essa travessia foi feito por estranhos.
Ao chegar neste novo lugar, a escola regular, talvez sejam recebidos como estrangeiros, pois seu jeito de comunicar- se e aprender, são distintos. Alguns deles com seus corpos marcados são mais diferentes que os diferentes daquele lugar.
Com os estudos, tenho observado que o movimento dos alunos com deficiência mental, entre os fenômenos da inclusão e exclusão na escola regular e/ou na escola especial, tem tido visibilidade. É notório o aumento da clientela. Observando dados da vida escolar dos alunos, percebo que sua vida escolar é repleta de momentos onde os fracassos aparecem em destaque, obscurecendo de alguma forma as pequenas conquistas.
Por fazer parte como professor deste universo, considero fundamental explicitar as trajetórias pelas quais tem passado a Educação Especial e destacar suas crises na perspectiva de compreender as especificidades com as quais nos
deparamos no ato de educar como na atual conjuntura em que os educadores especiais mobilizam-se para discutir o futuro da escola especial, diante da concretização de algumas ações do Ministério da Educação através da Secretaria de Educação Especial.
Considero um momento importante para expor o trabalho que venho desenvolvendo em três escolas: uma escola especial, uma escola regular com um processo de discussão quanto a inclusão de alunos com Necessidades Educativas Especiais, bastante avançado e com um número considerável de alunos já incluídos e uma escola onde funciona uma Sala de Integração e Recursos.
Não pretendo apresentar novas verdades, pois acredito que elas não existam, mas refletir sobre novas perspectivas que os Estudos Culturais permitem para tratar um tema tão importante como é a inclusão, vista neste projeto sob a ótica dos próprios alunos.
Inspirado pelas idéias de Michel Foucault, permito-me identificar esses alunos com os chamados anormais, considerando a busca insistente de colocá-los em uma determinada norma que os capture, que lhes normatize, para com isso conduzi-los à
normalidade.
Pronunciado no Collége de France, de janeiro a março de 1975, o curso sobre “Os Anormais” dá continuidade às análises que Michel Foucault consagrou a partir de 1970, aprofundando questões como saber, poder, normalização e biopoder. É a partir
de múltiplas fontes, jurídicas e médicas, entre outras, que Foucault aborda o problema desses indivíduos “perigosos” que no século XIX eram chamados de “anormais”, destacando a formação de um saber e de um poder de normalização. A partir dessa
discussão poderia dizer que esses eram os indivíduos que de uma forma ou outra escapavam a uma norma, porém, eram capturados por outras, considerando que ninguém escapa a norma. Segundo o mesmo autor são três as figuras principais de caracterização dos anormais: os monstros, os incorrigíveis e os onanistas.
Sendo assim o indivíduo considerado anormal é aquele que segundo o referido autor deriva-se ao mesmo tempo da exceção jurídico-natural do monstro das multidões, dos incorrigíveis, detidos pelos aparelhos de adestramento, e do universal secreto das sexualidades infantis.
Na lógica de uma reflexão atual sobre a sociedade e o princípio de exclusão, ainda percebendo o quanto os discursos dos alunos da Escola Especial, estão envoltos nestas lógicas, reporto-me a época da alta Idade Média, na oposição razão e loucura. “O louco é aquele cujo discurso não pode circular como o dos outros”. Hoje os alunos com necessidades educativas especiais, poderiam ser facilmente comparados aos loucos da Idade Média, pois o olhar a eles lançado ainda é de estranheza, ainda é preciso romper as barreiras do silêncio, das palavras ingênuas, para que os mesmos possam ter na expressão desses discursos, as suas idéias compreendidas.
Pode ocorrer que sua palavra seja considerada nula e não seja acolhida, não tendo verdade nem importância, não podendo testemunhar na justiça, não podendo autenticar um ato ou um contrato, não podendo nem mesmo no sacrifício da missa, permitir a transubstanciação e fazer do pão um corpo; pode ocorrer também, em contrapartida, que se lhe atribua, por oposição a todas as outras, estranhos poderes, o de dizer uma verdade escondida, o de pronunciar o futuro, o de enxergar com toda ingenuidade aquilo que a sabedoria dos outros não pode perceber. (Focault.1970. p.11)
Apesar de considerar que o conceito de loucura aproxima-se muito mais da Doença Mental do que da Deficiência Mental, este termo é utilizado no texto como elemento de costura no resgate histórico das posições tomadas, em nome da normalidade, o que de fato aproximaria os indivíduos aqui estudados das duas
vertentes.
Em “A História da loucura” por exemplo, Foucault revela a trajetória dos muitos séculos, durante os quais a palavra do louco não era ouvida e se ouvida, o era com ouvido que a filtrava como dotada de uma razão ingênua ou astuciosa. O primeiro passo no estudo independência da condição da deficiência e doença mental ocorreu noinício do Século XIX, quando se estabeleceu a diferenciação entre idiotia e a loucura. Existe uma tendência mundial de estar reconhecendo o termo Doença Mental como transtorno Mental e Deficiência Mental como deficiência intelectual como um discurso diferente, do lugar de quem poderia exercer uma razão mais razoável do que a das pessoas razoáveis. Por volta do século XVIII a palavra dos loucos passa aser o mecanismo pelo qual era reconhecida sua própria loucura, então o que era dito é observado como e por que era dito, essa palavra passa a fazer a diferença.
A escolha de pesquisar alunos com deficiência mental é fruto da minha experiência na Escola Municipal Especial, onde a ênfase de atendimento se dá para este tipo de aluno. Essa escolha também se deve por verificar que os campos de pesquisa na educação inclusiva, tanto para alunos cegos quanto para surdos ou superdotados, tem se dado em um outro patamar de discussão devido se estar, na maioria das vezes, lidando com situações onde as constituições cognitivas estão preservadas, o que de certa forma não é o caso dos alunos com deficiência mental.
A pesquisa está fundamentada no princípio de que a partir de situações em que mais do que ouvir as vozes dos alunos, será necessário permitir o aparecimento da pluralidade dos discursos e do conjunto de enunciados que poderão ser evidenciados,
trazendo consigo um certo número de efeitos de poder Apesar de ser uma discussão importante quanto ao processo de inclusão, na
dissertação não aponto o interesse da busca de um lugar para os incluídos, mas um espaço de autoria. No desenvolvimento da pesquisa os alunos envolvidos entram como co-autores, pois me emprestam relatos de suas histórias de escolaridade, e é a partir
delas que estou compondo um conjunto de textos que analisados dentro de metodologias que consideram os diversos discursos que lhes dão sentido, posso apresentar algumas certezas, mas muito distantes de serem consideradas verdades, por dois motivos: um por que toda verdade pode ser relativizada quando atravessada pela cultura, principalmente em nossa linha de pesquisa em Estudos Culturais e outro por que as certezas que apresento, são indicadores de possibilidade para pesquisa que desenvolvo.
Nas observações realizadas, no trabalho com alunos da escola especial, tenho percebido que a comunicação, é um processo importante nas relações escolares.
Verifiquei que nas diversas situações, que envolvem os alunos, sempre esses tiveram algo para ser dito, seja em gestos, pequenas vocalizações, através de desenhos ou com a própria fala.
As situações cotidianas levam-me a perceber melhor que processos de comunicação incompreendidos, desencadeiam problemas e conflitos entre os alunos, professores, funcionários e famílias. Na maioria das vezes esclarecidas através de um
desenho, gestos ou falas. Questões que exigem a armação de cenas de escuta, através das quais realizamos importantes aprendizagens. O exercício da constituição de espaços
de fala na escola, fizeram-me refletir sobre a necessidade de ouvir os alunos no processo de inclusão.
A inclusão tem sido foco de discussão em diversos fóruns, com a participação de educadores, legisladores, famílias e outras tantas pessoas interessadas pelo assunto. No entanto passei a observar que faltava nestes fóruns a fala dos alunos. Tal situação
começou a fazer parte de minhas inquietações, perguntava-me: por que os alunos não são chamados a falar?. Será pela crença de que por serem deficientes mentais suas opiniões seriam teoricamente desprovidas de certa racionalidade, o que tornaria de
imediato sua fala sem sentido? Por essa fala não estar inscrita, em um padrão de normalidade, estaria em uma outra ordem do discurso, que não a esperada por quem faz as leis? Se considerarmos que há então um discurso capaz de contribuir para a qualificação do processo de inclusão, como dar visibilidade a este discurso? Alguns pontos de convergência me levam a estruturar minhas abordagens levando em consideração a importância e imergir no interior das relações escolarizadas
dos envolvidos na pesquisa, vivenciar o cotidiano de suas relações com a escola e com o processo de inclusão, para através da escuta dos discursos e enunciados, retornar a minha perspectiva de pesquisador, utilizando para isto a possibilidade de registro a
partir das histórias da vida escolar e principalmente dos discursos dos alunos. Refiro-me aos relatos que já tenho recolhido durante o processo de escrita, onde desenhos dos alunos são como subsídios. Para aqueles que já tiveram experiências no Ensino regular, é proposto que desenhem a escola de onde vieram e a escola especial, fazendo comentários sobre os desenhos, falas muito significativas têm acompanhado esses desenhos o que tem definido, de certa forma a necessidade de anexá-los ao projeto e
conseqüentemente justifica usá-los como ilustração no pôster a ser apresentado.
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Coquetel de vitamina B pode 'retardar' Alzheimer, diz estudo
Estudo mostra que pacientes com indicativos de demência se beneficiaram de composto vitamínico.
Da BBC
imprimir Um novo estudo publicado na revista especializada "Public Library of Science One" sugere que altas doses de vitaminas B podem reduzir pela metade o ritmo do encolhimento do cérebro em pessoas com alguns sinais de Alzheimer.
O encolhimento do cérebro é um dos sintomas da debilidade cognitiva leve que pode ser um dos indicadores iniciais de demência.
Os pesquisadores da Universidade de Oxford, na Grã-Bretanha, afirmam que a descoberta pode ser um passo importante na busca por formas de retardar os efeitos do Alzheimer.
De acordo com especialistas, o resultado da pesquisa é importante, mas são necessários mais estudos.
Declínio mental
A pesquisa avaliou 168 pacientes que sofriam, em algum nível, do declínio mental conhecido como debilidade cognitiva leve.
A condição - marcada por pequenos lapsos de memória e problemas de linguagem - vai além do que é considerado "normal" no processo de envelhecimento e pode ser um indicativo do desenvolvimento de Alzheimer ou outras formas de demência.
Metade dos voluntários recebeu um comprimido diário contendo níveis de ácido fólico, vitamina B6 e B12 acima da dose diária recomendada. A outra metade recebeu um placebo.
Depois de dois anos, os pesquisadores mediram o ritmo de encolhimento do cérebro dos pacientes.
O cérebro de uma pessoa com mais de 60 anos encolhe, em média, a um ritmo de 0,5% ao ano. O cérebro das pessoas que sofrem de debilidade cognitiva leve encolhe a um ritmo duas vezes mais rápido. Nos pacientes de Alzheimer, este ritmo chega a 2,5% ao ano.
A equipe de pesquisadores de Oxford concluiu que, em média, o encolhimento do cérebro dos pacientes que tomaram o complemento vitamínico ocorreu a um ritmo 30% mais lento.
Em alguns casos, este ritmo chegou a ser mais do que 50% mais lento, fazendo com que sua atrofia cerebral fosse equivalente a de uma pessoa sem qualquer debilidade cognitiva.
'Protegendo o cérebro'
Algumas vitaminas B - ácido fólico, vitamina B6 e B12 - controlam os níveis da substância conhecida com homocisteína no sangue. Altos níveis de homocisteína são associados ao encolhimento mais rápido do cérebro e ao Alzheimer.
Os autores do estudo sugerem que os efeitos da vitamina B sobre os níveis de homocisteína ajudaram a reduzir o ritmo de encolhimento do cérebro.
Segundo o autor do estudo, David Smith, os resultados foram mais significativos do que os cientistas esperavam.
"É um efeito maior do que o previsto", disse ele.
"Essas vitaminas estão fazendo algo pela estrutura do cérebro - estão protegendo-a, e isso é muito importante porque precisamos proteger o cérebro para evitar o Alzheimer."
Smith afirmou, no entanto, que são necessárias mais pesquisas para determinar se as altas doses de vitamina B realmente evitam o desenvolvimento de Alzheimer em pacientes com debilidade cognitiva leve.
As vitaminas B são encontradas normalmente em vários alimentos, inclusive carne, peixe, ovos e verduras.
Especialistas, no entanto, afirmam que ninguém deve sair tomando doses mais altas do que as recomendadas depois deste estudo, já que também há outros riscos para a saúde.
fonte:http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2010/09/coquetel-de-vitamina-b-pode-retardar-alzheimer-diz-estudo.html
Da BBC
imprimir Um novo estudo publicado na revista especializada "Public Library of Science One" sugere que altas doses de vitaminas B podem reduzir pela metade o ritmo do encolhimento do cérebro em pessoas com alguns sinais de Alzheimer.
O encolhimento do cérebro é um dos sintomas da debilidade cognitiva leve que pode ser um dos indicadores iniciais de demência.
Os pesquisadores da Universidade de Oxford, na Grã-Bretanha, afirmam que a descoberta pode ser um passo importante na busca por formas de retardar os efeitos do Alzheimer.
De acordo com especialistas, o resultado da pesquisa é importante, mas são necessários mais estudos.
Declínio mental
A pesquisa avaliou 168 pacientes que sofriam, em algum nível, do declínio mental conhecido como debilidade cognitiva leve.
A condição - marcada por pequenos lapsos de memória e problemas de linguagem - vai além do que é considerado "normal" no processo de envelhecimento e pode ser um indicativo do desenvolvimento de Alzheimer ou outras formas de demência.
Metade dos voluntários recebeu um comprimido diário contendo níveis de ácido fólico, vitamina B6 e B12 acima da dose diária recomendada. A outra metade recebeu um placebo.
Depois de dois anos, os pesquisadores mediram o ritmo de encolhimento do cérebro dos pacientes.
O cérebro de uma pessoa com mais de 60 anos encolhe, em média, a um ritmo de 0,5% ao ano. O cérebro das pessoas que sofrem de debilidade cognitiva leve encolhe a um ritmo duas vezes mais rápido. Nos pacientes de Alzheimer, este ritmo chega a 2,5% ao ano.
A equipe de pesquisadores de Oxford concluiu que, em média, o encolhimento do cérebro dos pacientes que tomaram o complemento vitamínico ocorreu a um ritmo 30% mais lento.
Em alguns casos, este ritmo chegou a ser mais do que 50% mais lento, fazendo com que sua atrofia cerebral fosse equivalente a de uma pessoa sem qualquer debilidade cognitiva.
'Protegendo o cérebro'
Algumas vitaminas B - ácido fólico, vitamina B6 e B12 - controlam os níveis da substância conhecida com homocisteína no sangue. Altos níveis de homocisteína são associados ao encolhimento mais rápido do cérebro e ao Alzheimer.
Os autores do estudo sugerem que os efeitos da vitamina B sobre os níveis de homocisteína ajudaram a reduzir o ritmo de encolhimento do cérebro.
Segundo o autor do estudo, David Smith, os resultados foram mais significativos do que os cientistas esperavam.
"É um efeito maior do que o previsto", disse ele.
"Essas vitaminas estão fazendo algo pela estrutura do cérebro - estão protegendo-a, e isso é muito importante porque precisamos proteger o cérebro para evitar o Alzheimer."
Smith afirmou, no entanto, que são necessárias mais pesquisas para determinar se as altas doses de vitamina B realmente evitam o desenvolvimento de Alzheimer em pacientes com debilidade cognitiva leve.
As vitaminas B são encontradas normalmente em vários alimentos, inclusive carne, peixe, ovos e verduras.
Especialistas, no entanto, afirmam que ninguém deve sair tomando doses mais altas do que as recomendadas depois deste estudo, já que também há outros riscos para a saúde.
fonte:http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2010/09/coquetel-de-vitamina-b-pode-retardar-alzheimer-diz-estudo.html
domingo, 29 de agosto de 2010
Evan Perry - Garoto Interrompido
"NUNCA É TARDE DEMAIS"
(Evan Perry)
Sempre que tenho acesso a um programa cultural excelente, fico desolado de pensar que poucas pessoas terão a mesma chance.
Continuarão a ver as bobagens TVGlobais numa Índia de pastiche.
No caso, um documentário da HBO-HD chamado GAROTO INTERROMPIDO (Boy Interrupted), EUA, 2008.
A história real de um inteligente garoto rico de Nova Iorque, portador da doença que antigamente se chamava PSICOSE MANÍACO-DEPRESSIVA e hoje se chama Doença Bipolar. Há poucos anos sequer se reconhecia que esta doença existia em crianças.
Depois de uma traumática vida de internamentos e remédios, aos 15 anos se suicida.
A mãe DANA PERRY é diretora de cinema e o pai também trabalha na indústria de filmes. Ela é a diretora do documentário, feito com um vasto acervo da vida do personagem.
Um filme enormemente sensível, num tema hiperdelicado e feito por pessoas de grande tato e coragem.
A morte de um filho adolescente nestas circunstâncias é um dos eventos mais dolorosos que algum ser humano pode viver.
Encontrar forças prá continuar, entender o inexplicável ato e dividir com os outros tudo isto, é um grande exercício de sentimento.
O filme nunca foi lançado no Brasil, prá variar. É uma produção HBO, que tem apresentado uma série de documentários de tirar o chapéu.
As fotos são de divulgação do filme.
" Conversar... realmente ajuda.
Um dos principais problemas de doença mental e suicídio é a relutância em falar sobre eles. Como se fossem uma deficiência de caráter e não uma doença verdadeira, como na realidade é."
de uma entrevista com a mãe e diretora do filme DANA PERRY,
do site de divulgação do filme.
POR José Carlos Cordeiro Freire
(Evan Perry)
Sempre que tenho acesso a um programa cultural excelente, fico desolado de pensar que poucas pessoas terão a mesma chance.
Continuarão a ver as bobagens TVGlobais numa Índia de pastiche.
No caso, um documentário da HBO-HD chamado GAROTO INTERROMPIDO (Boy Interrupted), EUA, 2008.
A história real de um inteligente garoto rico de Nova Iorque, portador da doença que antigamente se chamava PSICOSE MANÍACO-DEPRESSIVA e hoje se chama Doença Bipolar. Há poucos anos sequer se reconhecia que esta doença existia em crianças.
Depois de uma traumática vida de internamentos e remédios, aos 15 anos se suicida.
A mãe DANA PERRY é diretora de cinema e o pai também trabalha na indústria de filmes. Ela é a diretora do documentário, feito com um vasto acervo da vida do personagem.
Um filme enormemente sensível, num tema hiperdelicado e feito por pessoas de grande tato e coragem.
A morte de um filho adolescente nestas circunstâncias é um dos eventos mais dolorosos que algum ser humano pode viver.
Encontrar forças prá continuar, entender o inexplicável ato e dividir com os outros tudo isto, é um grande exercício de sentimento.
O filme nunca foi lançado no Brasil, prá variar. É uma produção HBO, que tem apresentado uma série de documentários de tirar o chapéu.
As fotos são de divulgação do filme.
" Conversar... realmente ajuda.
Um dos principais problemas de doença mental e suicídio é a relutância em falar sobre eles. Como se fossem uma deficiência de caráter e não uma doença verdadeira, como na realidade é."
de uma entrevista com a mãe e diretora do filme DANA PERRY,
do site de divulgação do filme.
POR José Carlos Cordeiro Freire
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
DIA DO PSICÓLOGO
O profissional de psicologia é, como o próprio nome da teoria sugere, um conhecedor da mente humana. A palavra deriva do grego e significa psyche (mente ou alma) e logos (conhecimento), ou seja, "ciência da alma": sua definição mais antiga. Tudo começou com os filósofos, os primeiros a fazer especulações em relação a problemas psicológicos, em busca de respostas sobre a natureza da alma e de sua relação com o corpo. Daí o costume de se dizer que a filosofia é a mãe da psicologia ou que os filósofos foram os precursores dos psicólogos.
Hoje, a definição da psicologia é outra e cabe ao psicólogo "estudar os fenômenos da mente e do comportamento do homem com o objetivo de orientar os indivíduos a enfrentar suas dificuldades emocionais e ajudá-los a encontrar o equilíbrio entre a razão e a emoção".
O objeto de estudo do psicólogo é o comportamento humano e o seu principal objetivo é compreender o homem.
Apesar desse intuito de compreensão não ser uma característica somente do profissional de psicologia - temos também o antropólogo, o sociólogo e o economista procurando o mesmo -, fica visível que estes dão ênfase, sobretudo, aos grupos e sociedades, enquanto aquele se fixa no indivíduo.
Isto também não significa que o psicólogo só veja o indivíduo em separado, fora do coletivo, mas sim que enxerga o homem como a unidade do grupo.
Veja algumas das divisões desse estudo:
- psicologia da personalidade - ocupa-se dos diagnósticos e desenvolvimento das personalidades.
- psicologia social - estuda o comportamento dos indivíduos dentro do grupo.
- psicologia comparativa - compara o comportamento animal com o do homem.
- psicologia do desenvolvimento - avalia as mudanças que acontecem com o indivíduo.
- psicologia experimental - analisa os fenômenos psicológicos com fenômenos naturais, em condições monitoradas em laboratório.
- psicologia clínica - tratamento das neuroses e demais problemas psíquicos.
Para quem anda pensando em seguir essa profissão, alguns conhecimentos podem ajudar a se definir na escolha. Uma delas é saber sobre o seu futuro campo de atuação, ou seja, onde e como poderá trabalhar.
O psicólogo pode atuar não apenas em consultórios, mas ainda em escolas, dando orientação vocacional; em empresas, participando de processos de seleção de funcionários; em hospitais, atendendo a pacientes e seus familiares; e mesmo na área de pesquisa, avaliando perfil do consumidor.
Também pode trabalhar como psicólogo esportivo, preparando os atletas emocionalmente, ou como psicólogo educacional, auxiliando pais e professores a solucionar problemas de aprendizagem.
O campo é bem amplo. A psicologia jurídica é outra área desse universo de opções. Como psicólogo jurídico, você vai acompanhar processos de adoção ou de violência a menores ou, em caso de presídios, avaliar os detentos.
Seja qual for a sua escolha, o importante é saber que você vai estar lidando com pessoas em seus sentimentos, medos e desejos. E que isto requer muito cuidado.
O curso de psicologia vai dar a você, nos períodos iniciais, uma visão dos diferentes aspectos da psicologia: história, teoria e principais correntes.
Também haverá aulas enfocando matérias sobre saúde, como neurologia, por exemplo.
Mais adiante é que o aluno vai se deparar com as disciplinas profissionalizantes e optativas, como pedagogia do excepcional, problemas de aprendizagem e orientação vocacional. Nesse momento, é a hora de optar por uma área de especialização.
No caso de quem pretende clinicar, o estágio é obrigatório, mas todos, uma vez formados, deverão se registrar no Conselho Regional de Psicologia.
O curso tem duração de quatro anos, para o bacharelado, e cinco, para quem deseja ainda a formação clínica, para atendimento em consultório.
Fonte: IBGE Teen
Hoje, a definição da psicologia é outra e cabe ao psicólogo "estudar os fenômenos da mente e do comportamento do homem com o objetivo de orientar os indivíduos a enfrentar suas dificuldades emocionais e ajudá-los a encontrar o equilíbrio entre a razão e a emoção".
O objeto de estudo do psicólogo é o comportamento humano e o seu principal objetivo é compreender o homem.
Apesar desse intuito de compreensão não ser uma característica somente do profissional de psicologia - temos também o antropólogo, o sociólogo e o economista procurando o mesmo -, fica visível que estes dão ênfase, sobretudo, aos grupos e sociedades, enquanto aquele se fixa no indivíduo.
Isto também não significa que o psicólogo só veja o indivíduo em separado, fora do coletivo, mas sim que enxerga o homem como a unidade do grupo.
Veja algumas das divisões desse estudo:
- psicologia da personalidade - ocupa-se dos diagnósticos e desenvolvimento das personalidades.
- psicologia social - estuda o comportamento dos indivíduos dentro do grupo.
- psicologia comparativa - compara o comportamento animal com o do homem.
- psicologia do desenvolvimento - avalia as mudanças que acontecem com o indivíduo.
- psicologia experimental - analisa os fenômenos psicológicos com fenômenos naturais, em condições monitoradas em laboratório.
- psicologia clínica - tratamento das neuroses e demais problemas psíquicos.
Para quem anda pensando em seguir essa profissão, alguns conhecimentos podem ajudar a se definir na escolha. Uma delas é saber sobre o seu futuro campo de atuação, ou seja, onde e como poderá trabalhar.
O psicólogo pode atuar não apenas em consultórios, mas ainda em escolas, dando orientação vocacional; em empresas, participando de processos de seleção de funcionários; em hospitais, atendendo a pacientes e seus familiares; e mesmo na área de pesquisa, avaliando perfil do consumidor.
Também pode trabalhar como psicólogo esportivo, preparando os atletas emocionalmente, ou como psicólogo educacional, auxiliando pais e professores a solucionar problemas de aprendizagem.
O campo é bem amplo. A psicologia jurídica é outra área desse universo de opções. Como psicólogo jurídico, você vai acompanhar processos de adoção ou de violência a menores ou, em caso de presídios, avaliar os detentos.
Seja qual for a sua escolha, o importante é saber que você vai estar lidando com pessoas em seus sentimentos, medos e desejos. E que isto requer muito cuidado.
O curso de psicologia vai dar a você, nos períodos iniciais, uma visão dos diferentes aspectos da psicologia: história, teoria e principais correntes.
Também haverá aulas enfocando matérias sobre saúde, como neurologia, por exemplo.
Mais adiante é que o aluno vai se deparar com as disciplinas profissionalizantes e optativas, como pedagogia do excepcional, problemas de aprendizagem e orientação vocacional. Nesse momento, é a hora de optar por uma área de especialização.
No caso de quem pretende clinicar, o estágio é obrigatório, mas todos, uma vez formados, deverão se registrar no Conselho Regional de Psicologia.
O curso tem duração de quatro anos, para o bacharelado, e cinco, para quem deseja ainda a formação clínica, para atendimento em consultório.
Fonte: IBGE Teen
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
COMPORTAMENTO
Criança pode escolher ser menino ou menina? Veja o que os especialistas dizem
Comportamento da celebridade-mirim Shiloh Jolie-Pitt chama a atenção
ANELISE ZANONI | anelise.zanoni@zerohora.com.br
Assim que veio ao mundo, Shiloh foi recebida por flashes. Estampou capa de revistas, teve o semblante comparado com os pais e desfilou, ao lado da mãe, modelitos de vestidos e sapatinhos de boneca.
Primeira filha legítima dos atores Angelina Jolie e Brad Pitt, a menina se transformou agora no centro de um polêmico debate: aos quatro anos, quer ser um menino.
O desejo de usar calça jeans masculina, camisetões e bermudas — justificado pela famosa mãe como um gosto próprio da pequena, que, segundo ela, "pensa que é como os irmãos" — foi acatado. Hoje, Shiloh é confundida com o irmão mais novo quando está na rua, porque teve o cabelo cortado e se veste como um guri.
— Alimentar essa vontade da criança pode revelar a perturbação da identidade sexual dos próprios pais. O transtorno de gênero pode afetar diversas áreas da vida da menina e trazer problemas futuros, como quadros de depressão e dificuldade de interação social — explica o psicanalista gaúcho Roberto Barberena Graña, especializado em crianças e adolescentes.
As possíveis consequências na vida de uma criança que vive um gênero oposto ao seu (masculino ou feminino) são explicadas por questões sociais. Desde que nascem, ou quando estão na barriga da mãe, os bebês são inseridos em uma categoria definida: menino ou menina. É quando todos o classificam de acordo com a biologia e passam a comprar roupas com cor relacionada ao sexo e brinquedos diferenciados. A criança fica acostumada com esses conceitos e é tratada de acordo com o gênero que tem. Mas, quando decide ser diferente e assumir outro gênero, uma série de mudanças ocorre a sua volta.
— A distinção entre homem e mulher é básica para a compreensão de nós mesmos enquanto seres humanos. Ela regula o modo como os indivíduos são tratados, os papéis que desempenham na sociedade e as expectativas sobre o modo de se comportar e se sentir — afirma a professora de Educação da Universidade de Londres Carrie Paechter, autora do livro Meninos e Meninas (Artmed, 192 páginas).
Ela explica que, nos anos iniciais, a família é a base para o desenvolvimento da compreensão infantil do que homens e mulheres, meninos e meninas fazem e de como essas atividades podem variar de acordo com o sexo de cada um. Crianças menores demonstram tendência à generalizações e tiram conclusões sobre o masculino e o feminino a partir daquilo que enxergam — é possível que Shiloh, por exemplo, veja com encanto o mundo que cerca os irmãos.
Os pais, entretanto, não precisam se preocupar se o filho gosta de brincar com bonecas ou se a menina prefere se divertir com carrinhos ou espadas. A preferência só se torna preocupante se for corriqueira, obsessiva, diz Graña.
— Os pais participam mais ou menos ativamente na produção do transtorno. O comportamento compulsivo deve ser bem observado, e o incentivo leva à construção de um problema maior, ligado ao lado social e ao desenvolvimento da criança. Se os padrões puderem ser analisados precocemente, é possível corrigi-los — afirma Graña.
Pulando de um lado para outro
Sexo é trabalho da genética, gênero se constrói. Para que os dois andem em harmonia na vida de uma criança, é preciso ter identidade de homem ou de mulher e perceber os símbolos e significados do que é masculino e feminino.
Só que, quando sexo e gênero se contrapõem para a criança, uma série de desafios surge, principalmente na vida dos pais.
Para o psicanalista Roberto Barberena Graña, autor do livro Transtornos da Identidade de Gênero na Infância (Editora Casa do Psicólogo, 282 páginas), o caso de Shiloh, por exemplo, pode estar ocorrendo devido a uma a distorção na matriz familiar do gênero. Ou seja, uma lacuna na identidade sexual do pai ou da mãe (ou dos dois) ou nas gerações passadas da família pode contribuir para o desejo da menina de ser e se vestir como um guri.
— Ela vive, com certeza, um momento pré-transexual, o que poderá evoluir para o transexualismo adulto — explica o especialista.
É importante dar liberdade para a criança escolher suas roupas e brinquedos. Entretanto, segundo Graña, quando há compulsão por algo do sexo oposto, há transtorno, que pode afetar áreas do desenvolvimento e trazer dificuldade de interação social, estado de retraimento, quadros de depressão, tentativa de suicídio infantil (ligada principalmente a acidentes domésticos), psicose, problemas na sala de aula, agitação e hiperatividade.
Para evitar os reflexos, ele indica a busca de um profissional para fazer uma avaliação mais precisa. Quanto mais cedo, melhor.
— Aos dois ou três anos, os pais já podem observar algum transtorno e buscar ajuda. Quanto mais precoce o diagnóstico, melhor a evolução clínica. O ideal é não esperar até a puberdade — avalia o especialista.
Os sinais mais comuns são o desejo compulsivo e repetitivo por atividades, brinquedos e roupas do sexo oposto. Meninos que desejam sempre vestir as roupas da mãe ou das irmãs, que se encantam por maquiagens, gurias que não querem saber das bonecas ou que preferem usar cuecas e brigam para não usar as roupas de menina, merecem ser observadas com mais atenção, diz o psicanalista.
ZERO HORA - MEU FILHO
Comportamento da celebridade-mirim Shiloh Jolie-Pitt chama a atenção
ANELISE ZANONI | anelise.zanoni@zerohora.com.br
Assim que veio ao mundo, Shiloh foi recebida por flashes. Estampou capa de revistas, teve o semblante comparado com os pais e desfilou, ao lado da mãe, modelitos de vestidos e sapatinhos de boneca.
Primeira filha legítima dos atores Angelina Jolie e Brad Pitt, a menina se transformou agora no centro de um polêmico debate: aos quatro anos, quer ser um menino.
O desejo de usar calça jeans masculina, camisetões e bermudas — justificado pela famosa mãe como um gosto próprio da pequena, que, segundo ela, "pensa que é como os irmãos" — foi acatado. Hoje, Shiloh é confundida com o irmão mais novo quando está na rua, porque teve o cabelo cortado e se veste como um guri.
— Alimentar essa vontade da criança pode revelar a perturbação da identidade sexual dos próprios pais. O transtorno de gênero pode afetar diversas áreas da vida da menina e trazer problemas futuros, como quadros de depressão e dificuldade de interação social — explica o psicanalista gaúcho Roberto Barberena Graña, especializado em crianças e adolescentes.
As possíveis consequências na vida de uma criança que vive um gênero oposto ao seu (masculino ou feminino) são explicadas por questões sociais. Desde que nascem, ou quando estão na barriga da mãe, os bebês são inseridos em uma categoria definida: menino ou menina. É quando todos o classificam de acordo com a biologia e passam a comprar roupas com cor relacionada ao sexo e brinquedos diferenciados. A criança fica acostumada com esses conceitos e é tratada de acordo com o gênero que tem. Mas, quando decide ser diferente e assumir outro gênero, uma série de mudanças ocorre a sua volta.
— A distinção entre homem e mulher é básica para a compreensão de nós mesmos enquanto seres humanos. Ela regula o modo como os indivíduos são tratados, os papéis que desempenham na sociedade e as expectativas sobre o modo de se comportar e se sentir — afirma a professora de Educação da Universidade de Londres Carrie Paechter, autora do livro Meninos e Meninas (Artmed, 192 páginas).
Ela explica que, nos anos iniciais, a família é a base para o desenvolvimento da compreensão infantil do que homens e mulheres, meninos e meninas fazem e de como essas atividades podem variar de acordo com o sexo de cada um. Crianças menores demonstram tendência à generalizações e tiram conclusões sobre o masculino e o feminino a partir daquilo que enxergam — é possível que Shiloh, por exemplo, veja com encanto o mundo que cerca os irmãos.
Os pais, entretanto, não precisam se preocupar se o filho gosta de brincar com bonecas ou se a menina prefere se divertir com carrinhos ou espadas. A preferência só se torna preocupante se for corriqueira, obsessiva, diz Graña.
— Os pais participam mais ou menos ativamente na produção do transtorno. O comportamento compulsivo deve ser bem observado, e o incentivo leva à construção de um problema maior, ligado ao lado social e ao desenvolvimento da criança. Se os padrões puderem ser analisados precocemente, é possível corrigi-los — afirma Graña.
Pulando de um lado para outro
Sexo é trabalho da genética, gênero se constrói. Para que os dois andem em harmonia na vida de uma criança, é preciso ter identidade de homem ou de mulher e perceber os símbolos e significados do que é masculino e feminino.
Só que, quando sexo e gênero se contrapõem para a criança, uma série de desafios surge, principalmente na vida dos pais.
Para o psicanalista Roberto Barberena Graña, autor do livro Transtornos da Identidade de Gênero na Infância (Editora Casa do Psicólogo, 282 páginas), o caso de Shiloh, por exemplo, pode estar ocorrendo devido a uma a distorção na matriz familiar do gênero. Ou seja, uma lacuna na identidade sexual do pai ou da mãe (ou dos dois) ou nas gerações passadas da família pode contribuir para o desejo da menina de ser e se vestir como um guri.
— Ela vive, com certeza, um momento pré-transexual, o que poderá evoluir para o transexualismo adulto — explica o especialista.
É importante dar liberdade para a criança escolher suas roupas e brinquedos. Entretanto, segundo Graña, quando há compulsão por algo do sexo oposto, há transtorno, que pode afetar áreas do desenvolvimento e trazer dificuldade de interação social, estado de retraimento, quadros de depressão, tentativa de suicídio infantil (ligada principalmente a acidentes domésticos), psicose, problemas na sala de aula, agitação e hiperatividade.
Para evitar os reflexos, ele indica a busca de um profissional para fazer uma avaliação mais precisa. Quanto mais cedo, melhor.
— Aos dois ou três anos, os pais já podem observar algum transtorno e buscar ajuda. Quanto mais precoce o diagnóstico, melhor a evolução clínica. O ideal é não esperar até a puberdade — avalia o especialista.
Os sinais mais comuns são o desejo compulsivo e repetitivo por atividades, brinquedos e roupas do sexo oposto. Meninos que desejam sempre vestir as roupas da mãe ou das irmãs, que se encantam por maquiagens, gurias que não querem saber das bonecas ou que preferem usar cuecas e brigam para não usar as roupas de menina, merecem ser observadas com mais atenção, diz o psicanalista.
ZERO HORA - MEU FILHO
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
NOVO BLOG DA PSI VESP 6 ° FASE
QUEM TIVER INTERESSE PELA LEITURA E ENTENDIMENTO DO LIVRO "A HISTÓRIA DA LOUCURA" DE Michel Foucault
Entre no nosso BLOG:
http://psicologia-historiadaloucura.blogspot.com/
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terça-feira, 10 de agosto de 2010
A pensar fundo na questão, eu diria que ler devia ser proibido
Afinal de contas, ler faz muito mal às pessoas: acorda os homens para realidades impossíveis, tornando-os incapazes de suportar o mundo insosso e ordinário em que vivem. A leitura induz à loucura, desloca o homem do humilde lugar que lhe fora destinado no corpo social. Não me deixam mentir os exemplos de Don Quixote e Madame Bovary. O primeiro, coitado, de tanto ler aventuras de cavalheiros que jamais existiram meteu-se pelo mundo afora, a crer-se capaz de reformar o mundo, quilha de ossos que mal sustinha a si e ao pobre Rocinante. Quanto à pobre Emma Bovary, tomou-se esposa inútil para fofocas e bordados, perdendo-se em delírios sobre bailes e amores cortesãos.
Ler realmente não faz bem. A criança que lê pode se tornar um adulto perigoso, inconformado com os problemas do mundo, induzido a crer que tudo pode ser de outra forma. Afinal de contas, a leitura desenvolve um poder incontrolável. Liberta o homem excessivamente. Sem a leitura, ele morreria feliz, ignorante dos grilhões que o encerram. Sem a leitura, ainda, estaria mais afeito à realidade quotidiana, se dedicaria ao trabalho com afinco, sem procurar enriquecê-la com cabriolas da imaginação.
Sem ler, o homem jamais saberia a extensão do prazer. Não experimentaria nunca o sumo Bem de Aristóteles: o conhecer. Mas para que conhecer se, na maior parte dos casos, o que necessita é apenas executar ordens? Se o que deve, enfim, é fazer o que dele esperam e nada mais?
Ler pode provocar o inesperado. Pode fazer com que o homem crie atalhos para caminhos que devem, necessariamente, ser longos. Ler pode gerar a invenção. Pode estimular a imaginação de forma a levar o ser humano além do que lhe é devido.
Além disso, os livros estimulam o sonho, a imaginação, a fantasia. Nos transportam a paraísos misteriosos, nos fazem enxergar unicórnios azuis e palácios de cristal. Nos fazem acreditar que a vida é mais do que um punhado de pó em movimento. Que há algo a descobrir. Há horizontes para além das montanhas, há estrelas por trás das nuvens. Estrelas jamais percebida. É preciso desconfiar desse pendor para o absurdo que nos impede de aceitar nossas realidades cruas.
Não, não dêem mais livros às escolas. Pais, não leiam para os seus filhos, pode levá-los a desenvolver esse gosto pela aventura e pela descoberta que fez do homem um animal diferente. Antes estivesse ainda a passear de quatro patas, sem noção de progresso e civilização, mas tampouco sem conhecer guerras, destruição, violência. Professores, não contem histórias, pode estimular uma curiosidade indesejável em seres que a vida destinou para a repetição e para o trabalho duro.
Ler pode ser um problema, pode gerar seres humanos conscientes demais dos seus direitos políticos em um mundo administrado, onde ser livre não passa de uma ficção sem nenhuma verossimilhança. Seria impossível controlar e organizar a sociedade se todos os seres humanos soubessem o que desejam. Se todos se pusessem a articular bem suas demandas, a fincar sua posição no mundo, a fazer dos discursos os instrumentos de conquista de sua liberdade.
O mundo já vai por um bom caminho. Cada vez mais as pessoas lêem por razões utilitárias: para compreender formulários, contratos, bulas de remédio, projetos, manuais etc. Observem as filas, um dos pequenos cancros da civilização contemporânea. Bastaria um livro para que todos se vissem magicamente transportados para outras dimensões, menos incômodas. E esse o tapete mágico, o pó de pirlimpimpim, a máquina do tempo. Para o homem que lê, não há fronteiras, não há cortes, prisões tampouco. O que é mais subversivo do que a leitura?
É preciso compreender que ler para se enriquecer culturalmente ou para se divertir deve ser um privilégio concedido apenas a alguns, jamais àqueles que desenvolvem trabalhos práticos ou manuais. Seja em filas, em metrôs, ou no silêncio da alcova... Ler deve ser coisa rara, não para qualquer um.
Afinal de contas, a leitura é um poder, e o poder é para poucos.
Para obedecer não é preciso enxergar, o silêncio é a linguagem da submissão. Para executar ordens, a palavra é inútil.
Além disso, a leitura promove a comunicação de dores, alegrias, tantos outros sentimentos... A leitura é obscena. Expõe o íntimo, torna coletivo o individual e público, o secreto, o próprio. A leitura ameaça os indivíduos, porque os faz identificar sua história a outras histórias. Torna-os capazes de compreender e aceitar o mundo do Outro. Sim, a leitura devia ser proibida.
Ler pode tornar o homem perigosamente humano.
[Guiomar de Grammon, In: PRADO, J. & CONDINI, P. (Orgs.). A formação do leitor: pontos de vista. Rio de Janeiro - Argus, 1999. pgs.71-73.]
Ler realmente não faz bem. A criança que lê pode se tornar um adulto perigoso, inconformado com os problemas do mundo, induzido a crer que tudo pode ser de outra forma. Afinal de contas, a leitura desenvolve um poder incontrolável. Liberta o homem excessivamente. Sem a leitura, ele morreria feliz, ignorante dos grilhões que o encerram. Sem a leitura, ainda, estaria mais afeito à realidade quotidiana, se dedicaria ao trabalho com afinco, sem procurar enriquecê-la com cabriolas da imaginação.
Sem ler, o homem jamais saberia a extensão do prazer. Não experimentaria nunca o sumo Bem de Aristóteles: o conhecer. Mas para que conhecer se, na maior parte dos casos, o que necessita é apenas executar ordens? Se o que deve, enfim, é fazer o que dele esperam e nada mais?
Ler pode provocar o inesperado. Pode fazer com que o homem crie atalhos para caminhos que devem, necessariamente, ser longos. Ler pode gerar a invenção. Pode estimular a imaginação de forma a levar o ser humano além do que lhe é devido.
Além disso, os livros estimulam o sonho, a imaginação, a fantasia. Nos transportam a paraísos misteriosos, nos fazem enxergar unicórnios azuis e palácios de cristal. Nos fazem acreditar que a vida é mais do que um punhado de pó em movimento. Que há algo a descobrir. Há horizontes para além das montanhas, há estrelas por trás das nuvens. Estrelas jamais percebida. É preciso desconfiar desse pendor para o absurdo que nos impede de aceitar nossas realidades cruas.
Não, não dêem mais livros às escolas. Pais, não leiam para os seus filhos, pode levá-los a desenvolver esse gosto pela aventura e pela descoberta que fez do homem um animal diferente. Antes estivesse ainda a passear de quatro patas, sem noção de progresso e civilização, mas tampouco sem conhecer guerras, destruição, violência. Professores, não contem histórias, pode estimular uma curiosidade indesejável em seres que a vida destinou para a repetição e para o trabalho duro.
Ler pode ser um problema, pode gerar seres humanos conscientes demais dos seus direitos políticos em um mundo administrado, onde ser livre não passa de uma ficção sem nenhuma verossimilhança. Seria impossível controlar e organizar a sociedade se todos os seres humanos soubessem o que desejam. Se todos se pusessem a articular bem suas demandas, a fincar sua posição no mundo, a fazer dos discursos os instrumentos de conquista de sua liberdade.
O mundo já vai por um bom caminho. Cada vez mais as pessoas lêem por razões utilitárias: para compreender formulários, contratos, bulas de remédio, projetos, manuais etc. Observem as filas, um dos pequenos cancros da civilização contemporânea. Bastaria um livro para que todos se vissem magicamente transportados para outras dimensões, menos incômodas. E esse o tapete mágico, o pó de pirlimpimpim, a máquina do tempo. Para o homem que lê, não há fronteiras, não há cortes, prisões tampouco. O que é mais subversivo do que a leitura?
É preciso compreender que ler para se enriquecer culturalmente ou para se divertir deve ser um privilégio concedido apenas a alguns, jamais àqueles que desenvolvem trabalhos práticos ou manuais. Seja em filas, em metrôs, ou no silêncio da alcova... Ler deve ser coisa rara, não para qualquer um.
Afinal de contas, a leitura é um poder, e o poder é para poucos.
Para obedecer não é preciso enxergar, o silêncio é a linguagem da submissão. Para executar ordens, a palavra é inútil.
Além disso, a leitura promove a comunicação de dores, alegrias, tantos outros sentimentos... A leitura é obscena. Expõe o íntimo, torna coletivo o individual e público, o secreto, o próprio. A leitura ameaça os indivíduos, porque os faz identificar sua história a outras histórias. Torna-os capazes de compreender e aceitar o mundo do Outro. Sim, a leitura devia ser proibida.
Ler pode tornar o homem perigosamente humano.
[Guiomar de Grammon, In: PRADO, J. & CONDINI, P. (Orgs.). A formação do leitor: pontos de vista. Rio de Janeiro - Argus, 1999. pgs.71-73.]
sábado, 7 de agosto de 2010
A arqueologia da alienação
por Fernando F. Nicolazzi
A História da loucura é o primeiro grande texto de Foucault; sua tese de doutoramento que tomou seu tempo durante quase toda a segunda metade da década de 50Trata-se de uma parte de sua prática nos trabalhos em clínicas psiquiátricas motivados por uma grande curiosidade sobre os princípios da psicologia. Tomado pela crítica como um ícone da anti-psiquiatria, é neste livro que nasce, em seu pensamento, a noção de arqueologia.
A arqueologia da alienação é o conceito que lhe permitiu tratar do "grau zero na história da loucura", ou seja, não daquilo que foi pensado sobre ela, mas daquelas que foram as condições de possibilidade para um pensamento sobre a loucura. Direcionando seu olhar a uma região de vazio, isto é, "uma região, sem dúvida, onde se trataria mais dos limites do que da identidade de uma cultura", Foucault quer "interrogar uma cultura sobre suas experiências limites (o que significa) questioná-la, nos confins da história, sobre um dilaceramento que é como o nascimento mesmo de sua história" . Em outras palavras: a arqueologia de 1961 é o que permite ouvir, no silêncio do tempo, a instauração originária do que são os limites de uma cultura, que lhe dão seus contornos e que definem, por assim dizer, as condições de sua historicidade: a arqueologia é o estudo de história naquilo que é ausência da história.
Mas de que forma se dá esta pesquisa que, por se colocar abaixo da história, não permite a utilização dos instrumentos da historiografia tradicional? Foucault é enfático: "não se trata de uma história do conhecimento, mas dos movimentos rudimentares de uma experiência". Deste modo, "fazer a história da loucura quererá então dizer: fazer um estudo estrutural do conjunto histórico" daquilo que constituiu a experiência da loucura na época clássica (séculos XVII-XVIII) – noções, instituições, conceitos científicos, práticas sociais, etc. Ainda que mais tarde, como veremos, Foucault reagirá ferozmente contra aqueles que o inseriram no estruturalismo, a linguagem utilizada por ele se deve, sobretudo, ao ambiente francês dos anos 50 e 60, de Barthes, Lacan, Lévi-Strauss e Althusser.
O que é certo, porém, é a peculiaridade do estudo estrutural realizado por ele. Muito diferente da pesquisa das estruturas sociais que desconsidera os eventos históricos como não significativos historicamente, na história da loucura os acontecimentos têm papel fundamental. Se Braudel afirmara em relação aos acontecimentos que, "para além de seu clarão, a obscuridade permanece vitoriosa", onze anos depois, para Foucault, os eventos pontuais se libertam de seu caráter obscuro e, com toda sua visibilidade, vão assumir uma função simbólica preponderante, pois que evidenciam a superfície cultural em relação a qual uma experiência da loucura toma lugar. Assim, discorrendo sobre a onda de internamento de mendigos, vagabundos, alienados, miseráveis que ocorreu na Europa no século XVII, a significação, quer espacial quer temporal, do internamento é vislumbrada a partir de datas de referência: em "1656, decreto da fundação, em Paris, do Hospital Geral"; "nos países de língua alemã, é o caso da criação das casas de correção, as Zuchthäusern (1620)"; "na Inglaterra, as origens da internação são mais distantes (...) um ato de 1575 prescreve a construção de houses of correction". A recorrência a datas significativas (um édito real, a construção de um hospital, um texto científico) é uma constante no livro. No entanto, os acontecimentos não significam isoladamente, e, em certos momentos, eventos de superfície não atingem as grandes estruturas. Portanto, "por trás da crônica da legislação (...), são essas estruturas que se tem de estudar".
A arqueologia, na relação que, enquanto estudo estrutural, mantém entre acontecimento e estrutura, se pretende algo além da mera "crônica das descobertas ou de uma história das idéias": define-se como a descrição "do encadeamento das estruturas fundamentais da experiência, a história daquilo que tornou possível o próprio aparecimento de uma psicologia". Aparecimento que encontra sua visibilidade em determinados acontecimentos significativos; acontecimentos que obedecem ao movimento temporal de estruturas históricas.
O surgimento da psicologia é visto como a ocorrência de um fato cultural motivado, sobretudo, por uma experiência da loucura. Roberto Machado e, seguindo-o, André Queiroz atribuem a esta "experiência fundamental" um caráter originário das figuras da loucura, para o primeiro, e, para o segundo, uma certa continuidade trans-histórica que impossibilitaria uma descontinuidade absoluta na história das percepções da loucura. O posicionamento arqueológico é, portanto, não um simples método historiográfico, mas o lugar onde é preciso se colocar para analisar aquilo que é um pouco anterior à história, que é mesmo sua condição de possibilidade: uma continuidade muda e fundamental que faz ecoar as figuras históricas da loucura.
Finalmente, por ser originária de uma certa história, a experiência da loucura está além do próprio saber sobre ela e, por conseguinte, do próprio sujeito que conhece: ela se encontra no nível da simples percepção, anterior à tomada de consciência: "o medo diante da loucura, o isolamento para o qual ela é arrastada, designam, ambos, uma região bem obscura onde a loucura é primitivamente sentida – reconhecida antes de ser conhecida – e onde se trama aquilo que pode haver de histórico em sua verdade imóvel". Se a história pode, realmente, ser feita por sujeitos que a conhecem, ela nasce ali mesmo onde não há sujeito de conhecimento, onde o perceptivo impera anterior ao cognitivo, onde o medo se sobrepõe ao saber, aonde, enfim, só uma arqueologia pode dirigir seu olhar e, de fato, vislumbrar uma história.
As Histórias de Michel Foucault
Fernando F. Nicolazzi
Mestrando - UFRGS
teobaldorios@hotmail.com
A História da loucura é o primeiro grande texto de Foucault; sua tese de doutoramento que tomou seu tempo durante quase toda a segunda metade da década de 50Trata-se de uma parte de sua prática nos trabalhos em clínicas psiquiátricas motivados por uma grande curiosidade sobre os princípios da psicologia. Tomado pela crítica como um ícone da anti-psiquiatria, é neste livro que nasce, em seu pensamento, a noção de arqueologia.
A arqueologia da alienação é o conceito que lhe permitiu tratar do "grau zero na história da loucura", ou seja, não daquilo que foi pensado sobre ela, mas daquelas que foram as condições de possibilidade para um pensamento sobre a loucura. Direcionando seu olhar a uma região de vazio, isto é, "uma região, sem dúvida, onde se trataria mais dos limites do que da identidade de uma cultura", Foucault quer "interrogar uma cultura sobre suas experiências limites (o que significa) questioná-la, nos confins da história, sobre um dilaceramento que é como o nascimento mesmo de sua história" . Em outras palavras: a arqueologia de 1961 é o que permite ouvir, no silêncio do tempo, a instauração originária do que são os limites de uma cultura, que lhe dão seus contornos e que definem, por assim dizer, as condições de sua historicidade: a arqueologia é o estudo de história naquilo que é ausência da história.
Mas de que forma se dá esta pesquisa que, por se colocar abaixo da história, não permite a utilização dos instrumentos da historiografia tradicional? Foucault é enfático: "não se trata de uma história do conhecimento, mas dos movimentos rudimentares de uma experiência". Deste modo, "fazer a história da loucura quererá então dizer: fazer um estudo estrutural do conjunto histórico" daquilo que constituiu a experiência da loucura na época clássica (séculos XVII-XVIII) – noções, instituições, conceitos científicos, práticas sociais, etc. Ainda que mais tarde, como veremos, Foucault reagirá ferozmente contra aqueles que o inseriram no estruturalismo, a linguagem utilizada por ele se deve, sobretudo, ao ambiente francês dos anos 50 e 60, de Barthes, Lacan, Lévi-Strauss e Althusser.
O que é certo, porém, é a peculiaridade do estudo estrutural realizado por ele. Muito diferente da pesquisa das estruturas sociais que desconsidera os eventos históricos como não significativos historicamente, na história da loucura os acontecimentos têm papel fundamental. Se Braudel afirmara em relação aos acontecimentos que, "para além de seu clarão, a obscuridade permanece vitoriosa", onze anos depois, para Foucault, os eventos pontuais se libertam de seu caráter obscuro e, com toda sua visibilidade, vão assumir uma função simbólica preponderante, pois que evidenciam a superfície cultural em relação a qual uma experiência da loucura toma lugar. Assim, discorrendo sobre a onda de internamento de mendigos, vagabundos, alienados, miseráveis que ocorreu na Europa no século XVII, a significação, quer espacial quer temporal, do internamento é vislumbrada a partir de datas de referência: em "1656, decreto da fundação, em Paris, do Hospital Geral"; "nos países de língua alemã, é o caso da criação das casas de correção, as Zuchthäusern (1620)"; "na Inglaterra, as origens da internação são mais distantes (...) um ato de 1575 prescreve a construção de houses of correction". A recorrência a datas significativas (um édito real, a construção de um hospital, um texto científico) é uma constante no livro. No entanto, os acontecimentos não significam isoladamente, e, em certos momentos, eventos de superfície não atingem as grandes estruturas. Portanto, "por trás da crônica da legislação (...), são essas estruturas que se tem de estudar".
A arqueologia, na relação que, enquanto estudo estrutural, mantém entre acontecimento e estrutura, se pretende algo além da mera "crônica das descobertas ou de uma história das idéias": define-se como a descrição "do encadeamento das estruturas fundamentais da experiência, a história daquilo que tornou possível o próprio aparecimento de uma psicologia". Aparecimento que encontra sua visibilidade em determinados acontecimentos significativos; acontecimentos que obedecem ao movimento temporal de estruturas históricas.
O surgimento da psicologia é visto como a ocorrência de um fato cultural motivado, sobretudo, por uma experiência da loucura. Roberto Machado e, seguindo-o, André Queiroz atribuem a esta "experiência fundamental" um caráter originário das figuras da loucura, para o primeiro, e, para o segundo, uma certa continuidade trans-histórica que impossibilitaria uma descontinuidade absoluta na história das percepções da loucura. O posicionamento arqueológico é, portanto, não um simples método historiográfico, mas o lugar onde é preciso se colocar para analisar aquilo que é um pouco anterior à história, que é mesmo sua condição de possibilidade: uma continuidade muda e fundamental que faz ecoar as figuras históricas da loucura.
Finalmente, por ser originária de uma certa história, a experiência da loucura está além do próprio saber sobre ela e, por conseguinte, do próprio sujeito que conhece: ela se encontra no nível da simples percepção, anterior à tomada de consciência: "o medo diante da loucura, o isolamento para o qual ela é arrastada, designam, ambos, uma região bem obscura onde a loucura é primitivamente sentida – reconhecida antes de ser conhecida – e onde se trama aquilo que pode haver de histórico em sua verdade imóvel". Se a história pode, realmente, ser feita por sujeitos que a conhecem, ela nasce ali mesmo onde não há sujeito de conhecimento, onde o perceptivo impera anterior ao cognitivo, onde o medo se sobrepõe ao saber, aonde, enfim, só uma arqueologia pode dirigir seu olhar e, de fato, vislumbrar uma história.
As Histórias de Michel Foucault
Fernando F. Nicolazzi
Mestrando - UFRGS
teobaldorios@hotmail.com
quinta-feira, 1 de julho de 2010
ESTUPRO EM FLORIANÓPOLIS POR MENORES
ENQUANTO TRABALHAMOS ESTAMOS CRENTES QUE NOSSOS FILHOS ESTÃO BEM GUARDADOS E AMPARADOS NUMA ESCOLA QUE ACREDITAMOS SER SEGURA. NOSSOS FILHOS ESTÃO A CADA DIA FAZENDO NOVAS AMIZADES E CONSTRUINDO SUA HISTÓRIA. INOCENTES ATÉ PROVAREM AO CONTRÁRIO. E NESTA LINHA DE PENSAMENTO, QUE QUERO RELATAR SOBRE ESTA VIOLÊNCIA OCORRIDA NESTA CIDADE TÃO PROVINCIANA QUE É FLORIANÓPOLIS.
TUDO ACONTECEU A UM MÊS, MAS AS NOTÍCIAS CHEGARAM SOMENTE AGORA. A REALIDADE, OS FATOS SÃO APURADOS, E UMA MENOR DE 13 ANOS É ESTUPRADA POR 2 OU 3 GAROTOS DE 14 ANOS, EM PLENA BEIRA MAR NORTE, NUM APTO LUXUOSO, DE FAMILIA RICA E TRADICIONAL DA CIDADE. SÃO GRANDES OS INDÍCIOS DE DROGAS. SÃO GRANDES OS INDÍCIOS DE CRUELDADE SOFRIDOS PELA MENINA, VÍTIMA POR QUALQUER QUE SEJA A RAZÃO DESTA ESTAR LÁ. SEJA POR OPÇÃO, SEJA POR INDUÇÃO. A FRIEZA E A AÇÃO EM SI, LEVANTAM MUITAS QUESTÕES: COMO ESTES ADOLESCENTES CHEGAM A UM NÍVEL DE LOUCURA TAMANHA A PONTO DE QUASE MATAR UMA GAROTA INDEFESA? FALTA DE PUDOR? MÁ EDUCAÇÃO? IMATURIDADE? VAGABUNDAGEM? TESÃO? OU "DOENÇA"?
SÃO ESTES OS PONTOS A SEREM DISCUTIDOS AQUI NESTE BLOG. POIS O COLÉGIO EM SI, NÃO TEM QUALQUER CULPA SOBRE ESTE EPISÓDIO. ELE É MERO EXPECTADOR, ASSIM COMO NÓS. A FAMÍLIA SIM, TEM RESPONSABILIDADES SOBRE OS ATOS COMETIDOS POR ESTES DELINQUENTES JUVENIS. SÃO RESPONSÁVEIS POR NÃO PERCEBEREM ALGO ERRADO COM SEUS FILHOS, FAZEREM VISTA GROSSA, SEREM PERMISSIVOS QUANDO ESTES APRONTAM NA ESCOLA OU EM CASA. PASSAR A MÃO NA CABEÇA NÃO AMENIZA NADA, MAS SIM POTENCILIZA AQUILO QUE ESTÁ GUARDADO DENTRO DA MENTE, SEJA DE UM MANÍACO PERVERSO, SEJA DE UM SOCIOPATA, SEJA DE QUALQUER PSICOPATOLOGIA. É BOM ENTENDER QUE TRANSTORNOS PSICOLÓGICOS EXISTEM EM TODAS AS IDADES. E POR ISTO, TEMOS QUE NOS ATENTAR PARA OS SINAIS DESTES DISTÚRBIOS, QUE COMEÇAM A SER APARENTES AINDA NA INFÂNCIA.COMO PERCEBER? FÁCIL. VOCÊ SABE QUANDO PESSOAS NÃO AGEM DE FORMA "NORMAL" OU SEJA, NÃO ACOMPANHAM O COMPORTAMENTO ACEITO SOCIALMENTE. POSSUEM ANORMALIDADES. SÃO DIFERENTES. COMO TRATAR? PROCURAR UM PROFISSIONAL QUE INICIE UM TRATAMENTO, SEJA MEDICAMENTOSO, SEJA TERAPÊUTICO, SEJAM AMBOS.O QUE NÃO SE PODE É TAPAR OS OLHOS E ESPERAR QUE A PRÓXIMA VÍTIMA SEJA ALGUÉM A QUEM AMAMOS OU CONHECEMOS. TEMOS QUE PEDIR JUSTIÇA E RIGOR NAS INVESTIGAÇÕES. A IMPUNIDADE NÃO PODE SER LEMBRADA NESTE EPISÓDIO. POIS SE ASSIM FOR, TEREMOS MUITOS ESTUPROS E MUITOS ASSASSINATOS POR VIR NESTA CIDADE. DA FORMA COMO ESTES ADOLESCENTES ESTÃO CAMINHANDO, NÃO SERÁ DIFERENTE. MUITA VIOLÊNCIA EM SEUS ATOS E PALAVRAS, MUITA COMPETITIVIDADE ENTRE BURGUESIAS, MUITA FACILIDADE NESTA ERA GLOBALIZADA, MUITA FALTA DE RESPEITO COM O OUTRO, MUITA COISA RUIM FAZENDO PARTE DESTE UNIVERSO ADOLESCENTE.
ESPERO QUE A ESCOLA E A FAMÍLIA CONSIGAM ULTRAPASSAR ESTA BARREIRA DIFUSA QUE EXISTE ENTRE AMBAS, PARA JUNTAS TRABALHAREM EM PROL DESTAS CRIANÇAS, FUTURO DE NOSSA NAÇÃO.A ESCOLA COMO FACILITADORA DE CONFLITOS E OBSERVADORA DE DISFUNÇÕES E A FAMÍLIA, COMO SUPORTE EMOCIONAL E COSNTRUTOR DE VALORES.
ENFIM, A PSICOLOGIA, QUE A CADA DIA SE TORNA MAIS IMPRESCINDÍVEL NA VIDA DAS PESSOAS, DEVERIA SER MAIS RESPEITADA COMO PROFISSÃO, VISTO SEU GRANDE BENEFÍCIO NOS RESULTADOS E SEUS TRATAMENTOS.
SOBRE O CASO:
NÃO PROCUREM SABER NOMES, E SIM PROCUREM FAZER JUSTIÇA. JÁ SABEMOS QUE EXISTE UMA VÍTIMA, E ISTO JÁ "BASTA"!!!!
TUDO ACONTECEU A UM MÊS, MAS AS NOTÍCIAS CHEGARAM SOMENTE AGORA. A REALIDADE, OS FATOS SÃO APURADOS, E UMA MENOR DE 13 ANOS É ESTUPRADA POR 2 OU 3 GAROTOS DE 14 ANOS, EM PLENA BEIRA MAR NORTE, NUM APTO LUXUOSO, DE FAMILIA RICA E TRADICIONAL DA CIDADE. SÃO GRANDES OS INDÍCIOS DE DROGAS. SÃO GRANDES OS INDÍCIOS DE CRUELDADE SOFRIDOS PELA MENINA, VÍTIMA POR QUALQUER QUE SEJA A RAZÃO DESTA ESTAR LÁ. SEJA POR OPÇÃO, SEJA POR INDUÇÃO. A FRIEZA E A AÇÃO EM SI, LEVANTAM MUITAS QUESTÕES: COMO ESTES ADOLESCENTES CHEGAM A UM NÍVEL DE LOUCURA TAMANHA A PONTO DE QUASE MATAR UMA GAROTA INDEFESA? FALTA DE PUDOR? MÁ EDUCAÇÃO? IMATURIDADE? VAGABUNDAGEM? TESÃO? OU "DOENÇA"?
SÃO ESTES OS PONTOS A SEREM DISCUTIDOS AQUI NESTE BLOG. POIS O COLÉGIO EM SI, NÃO TEM QUALQUER CULPA SOBRE ESTE EPISÓDIO. ELE É MERO EXPECTADOR, ASSIM COMO NÓS. A FAMÍLIA SIM, TEM RESPONSABILIDADES SOBRE OS ATOS COMETIDOS POR ESTES DELINQUENTES JUVENIS. SÃO RESPONSÁVEIS POR NÃO PERCEBEREM ALGO ERRADO COM SEUS FILHOS, FAZEREM VISTA GROSSA, SEREM PERMISSIVOS QUANDO ESTES APRONTAM NA ESCOLA OU EM CASA. PASSAR A MÃO NA CABEÇA NÃO AMENIZA NADA, MAS SIM POTENCILIZA AQUILO QUE ESTÁ GUARDADO DENTRO DA MENTE, SEJA DE UM MANÍACO PERVERSO, SEJA DE UM SOCIOPATA, SEJA DE QUALQUER PSICOPATOLOGIA. É BOM ENTENDER QUE TRANSTORNOS PSICOLÓGICOS EXISTEM EM TODAS AS IDADES. E POR ISTO, TEMOS QUE NOS ATENTAR PARA OS SINAIS DESTES DISTÚRBIOS, QUE COMEÇAM A SER APARENTES AINDA NA INFÂNCIA.COMO PERCEBER? FÁCIL. VOCÊ SABE QUANDO PESSOAS NÃO AGEM DE FORMA "NORMAL" OU SEJA, NÃO ACOMPANHAM O COMPORTAMENTO ACEITO SOCIALMENTE. POSSUEM ANORMALIDADES. SÃO DIFERENTES. COMO TRATAR? PROCURAR UM PROFISSIONAL QUE INICIE UM TRATAMENTO, SEJA MEDICAMENTOSO, SEJA TERAPÊUTICO, SEJAM AMBOS.O QUE NÃO SE PODE É TAPAR OS OLHOS E ESPERAR QUE A PRÓXIMA VÍTIMA SEJA ALGUÉM A QUEM AMAMOS OU CONHECEMOS. TEMOS QUE PEDIR JUSTIÇA E RIGOR NAS INVESTIGAÇÕES. A IMPUNIDADE NÃO PODE SER LEMBRADA NESTE EPISÓDIO. POIS SE ASSIM FOR, TEREMOS MUITOS ESTUPROS E MUITOS ASSASSINATOS POR VIR NESTA CIDADE. DA FORMA COMO ESTES ADOLESCENTES ESTÃO CAMINHANDO, NÃO SERÁ DIFERENTE. MUITA VIOLÊNCIA EM SEUS ATOS E PALAVRAS, MUITA COMPETITIVIDADE ENTRE BURGUESIAS, MUITA FACILIDADE NESTA ERA GLOBALIZADA, MUITA FALTA DE RESPEITO COM O OUTRO, MUITA COISA RUIM FAZENDO PARTE DESTE UNIVERSO ADOLESCENTE.
ESPERO QUE A ESCOLA E A FAMÍLIA CONSIGAM ULTRAPASSAR ESTA BARREIRA DIFUSA QUE EXISTE ENTRE AMBAS, PARA JUNTAS TRABALHAREM EM PROL DESTAS CRIANÇAS, FUTURO DE NOSSA NAÇÃO.A ESCOLA COMO FACILITADORA DE CONFLITOS E OBSERVADORA DE DISFUNÇÕES E A FAMÍLIA, COMO SUPORTE EMOCIONAL E COSNTRUTOR DE VALORES.
ENFIM, A PSICOLOGIA, QUE A CADA DIA SE TORNA MAIS IMPRESCINDÍVEL NA VIDA DAS PESSOAS, DEVERIA SER MAIS RESPEITADA COMO PROFISSÃO, VISTO SEU GRANDE BENEFÍCIO NOS RESULTADOS E SEUS TRATAMENTOS.
SOBRE O CASO:
NÃO PROCUREM SABER NOMES, E SIM PROCUREM FAZER JUSTIÇA. JÁ SABEMOS QUE EXISTE UMA VÍTIMA, E ISTO JÁ "BASTA"!!!!
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