quarta-feira, 17 de dezembro de 2008


FELIZ NATAL E PRÓSPERO ANO NOVO!!!!

QUE 2014 NOS RESERVE SOMENTE COISAS BOAS COM MUITA SAÚDE E PAZ!!!

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

PESSOAL!!!!

PODÍAMOS COMBINAR UM CHURRASCO PARA NOS VER NAS FÉRIAS????
BJOS E SAUDADES...

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Casar-se de novo


Meus amigos separados não cansam de perguntar como consegui ficar casado 30 anos com a mesma mulher. As mulheres sempre mais maldosas que os homens, não perguntam à minha esposa como ela consegue ficar casada com o mesmo homem, mas como ela consegue ficar casada comigo. Os jovens é que fazem as perguntas certas, ou seja, querem conhecer o segredo para manter um casamento por tanto tempo. Ninguém ensina isso nas escolas, pelo contrário.
Não sou um especialista do ramo, como todos sabem, mas dito isso, minha resposta é mais ou menos a que segue: Hoje em dia o divórcio é inevitável, não dá para escapar. Ninguém agüenta conviver com a mesma pessoa por uma eternidade. Eu, na realidade já estou em meu terceiro casamento - a única diferença é que casei três vezes com a mesma mulher. Minha esposa, se não me engano está em seu quinto, porque ela pensou em pegar as malas mais vezes que eu.
O segredo do casamento não é a harmonia eterna. Depois dos inevitáveis arranca-rabos, a solução é ponderar, se acalmar e partir de novo com a mesma mulher. O segredo no fundo é renovar o casamento e não procurar um casamento novo. Isso exige alguns cuidados e preocupações que são esquecidos no dia-a-dia do casal. De tempos em tempos, é preciso renovar a relação. De tempos em tempos é preciso voltar a namorar, voltar a cortejar, seduzir e ser seduzido.
Há quanto tempo vocês não saem para dançar?
Há quanto tempo você não tenta conquistá-la ou conquistá-lo como se seu par fosse um pretendente em potencial?
Há quanto tempo não fazem uma lua-de-mel, sem os filhos eternamente brigando para ter a sua irrestrita atenção?
Sem falar dos inúmeros quilos que se acrescentaram a você depois do casamento. Mulher e marido que se separam perdem 10 kg em um único mês - por que vocês não podem conseguir o mesmo? Faça de conta que você está de caso novo. Se fosse um casamento novo, você certamente passaria a freqüentar lugares novos e desconhecidos, mudaria de casa ou apartamento, trocaria seu guarda-roupa, os discos, o corte de cabelo, a maquiagem. Mas tudo isso pode ser feito sem que você se separe de seu cônjuge.
Vamos ser honestos: ninguém agüenta a mesma mulher ou o mesmo marido por trinta anos com a mesma roupa, o mesmo batom, com os mesmos amigos, com as mesmas piadas. Muitas vezes não é a sua esposa que está ficando chata e mofada, é você, são seus próprios móveis com a mesma desbotada decoração. Se você se divorciasse, certamente trocaria tudo, que é justamente um dos prazeres da separação.
Quem se separa se encanta com a nova vida, a nova casa, um novo bairro, um novo circuito de amigos. Não é preciso um divórcio litigioso para ter tudo isso. Basta mudar de lugares e interesses e não se deixar acomodar. Isso obviamente custa caro e muitas uniões se esfacelam porque o casal se recusa a pagar esses pequenos custos necessários para renovar um casamento. Mas se você se separar sua nova esposa vai querer novos filhos, novos móveis, novas roupas e você ainda terá a pensão dos filhos do casamento anterior. Não existe essa tal "estabilidade do casamento" nem ela deveria ser almejada (muitas vezes é confundida com "acomodação", o que é cruel...). O mundo muda, e você também, seu marido, sua esposa, seu bairro e seus amigos. A melhor estratégia para salvar um casamento não é manter uma "relação estável", mas saber mudar junto. Todo cônjuge precisa evoluir: estudar, aprimorar-se, interessar-se por coisas que jamais teria pensado em fazer no inicio do casamento. Isso é necessário também no trabalho, porque não na própria família? É o que seus filhos fazem desde que vieram ao mundo. Portanto descubra a nova mulher ou o novo homem que vive ao seu lado, em vez de sair por aí tentando descobrir um novo interessante par. Tenho certeza que seus filhos os respeitarão pela decisão de se manterem juntos e aprenderão a importante lição de como crescer e evoluir unidos apesar das desavenças.
Brigas e arranca-rabos sempre ocorrerão: por isso de vez em quando é necessário casar-se de novo, mas tente fazê-lo sempre com o mesmo par.

Arnaldo Jabor

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

GESTALT


Pessoal,
Vejam nesta matéria da Veja o lindo exemplo de uma intervenção gestáltica no campo da aflição de um aluno da Especialização em GT do Instituto Müller-Granzotto, nosso caro Neomar Cézar.
Resgate emocional
O psicólogo Neomar Cezar tem passado os últimos dias conversando com vítimas da enchente que estão em abrigos de Blumenau e cidades próximas. Sem se identificar, ele se aproxima das pessoas e inicia uma conversa. Seu método é fazer com que seus interlocutores valorizem aquilo que não foi perdido - familiares ou bens materiais. “Se a pessoa só olha para trás, para o que se foi, dificilmente conseguirá reconstruir a vida”, explica.
No início de cada conversa, Cezar geralmente escuta histórias de muita dor, com uma longas listas de coisas destruídas e de pessoas desaparecidas. Quando é informado de que algo sobreviveu à tragédia, ele começa a fazer perguntas. Ficou uma geladeira? Dá para voltar a usar? De que cor é? Cabe bastante coisa? A mesma estratégia vale para pessoas. O irmão que sobreviveu trabalha com o quê? Vai encontrá-lo nos próximos dias? Do que ele gosta? Nesse momento o tom da conversa muda e a pessoa começa a perceber que ainda há pelo que viver, pelo que lutar, um ponto para o recomeço de suas vidas. “Muitos ainda não se deram conta de que sobreviveram. Não perceberam que há coisas que permaneceram e continuarão no futuro”, diz Cezar.
Na opinião do psicólogo, o trabalho é mais bem-sucedido com as pessoas que estão acostumadas com enchentes – caso da maioria dos moradores de Blumenau. Mais complicada é a situação dos que nunca vivenciaram uma tragédia. “Moradores de Luiz Alves relataram que ouviram um estrondo e correram para o morro. Quando chegaram lá, viram as árvores caindo na direção deles. Estavam completamente perdidos. Nunca passaram por algo assim, não sabiam o que fazer”, diz. Cezar e duas colegas de profissão fundaram o grupo “Do Luto há vida”. Os três trabalham atualmente como voluntários em Blumenau.

Abraço a todos

Rosane e Marcos

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

SAUDADE

oie pessoal!!!
como vcs estão???
to com muita saudade.... desculpa não aparecer...
vamos marcar pra sair e nos encontrar... bater um papo...
bom, é isso
só estou invadindo pra dizer que ainda estou viva.. que estou bem e com saudadesss

um beijão
se cuidem nesse final de semestre

terça-feira, 25 de novembro de 2008

INFORMAÇÃO IMPORTANTE DO PROFESSOR RAFAEL VILLARI

Caros colegas,

Creio que esta informação é de interesse de todos.

http://md.zartana.com/dmm/ph/J08nq9FH888x

Muito obrigado,

Rafael Villari
Coordenador do Curso de Psicologia
Faculdade Estácio de Sá de Santa Catarina - FESSC(48) 3381.8047
O Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social convida para o próximo encontro dos Diálogos Transversais em Antropologia"Literatura e antropologia: interseções e fronteiras"
Apresentação: Oscar Calávia (NESSI)
Debatedor: Scott Head (GESTO)
Quinta-feira, 27 de novembro de 2008
18h30m
Mini-Auditório do CFH –UFSC-

Rafael Andrés Villari

domingo, 23 de novembro de 2008

"A psicanálise não promete a felicidade"

Entrevista com Charles Melman

por Ronaldo Soares

O psicanalista francês Charles Melman foi um dos colaboradores mais próximos de Jacques Lacan (1901-1981), o principal herdeiro de Sigmund Freud na França. Melman chegou ao Rio de Janeiro nesta quinta-feira, dia 24, e participa na manhã de sexta do seminário "E o que é que ele quer, o psicanalista?", realizado no Hotel Glória. No final da tarde autografa seu novo livro, A Prática Psicanalítica Hoje. Antes de viajar, concedeu por telefone a seguinte entrevista ao repórter Ronaldo Soares, da sucursal carioca de VEJA.

Veja — Por que a psicanálise vem perdendo terreno para terapias que prometem resultados imediatos?
Melman — Porque ela não busca nenhum tipo de cura, não se propõe a isso. Está, portanto, na contramão da medicina, cuja história é rica em experiências baseadas na cura, com métodos variados. Alguns desses métodos, até pelos efeitos de sugestão, não são ineficazes. Mas é preciso saber se nós preferimos os métodos fundados sobre a sugestão ou se consideramos que é melhor privilegiar a livre atitude e o pensamento de cada pessoa, e assim estimular nela sua autonomia de julgamento. Nos períodos de crise moral, como o atual, proliferam os métodos que prometem a cura. Aos que escolhem esse caminho, só me resta desejar boa sorte.

Veja — Além de espaço, a psicanálise perdeu prestígio?
Melman — Ela perdeu prestígio junto aos intelectuais, porque os que se inspiram em Freud não conseguiram dar prosseguimento de forma válida e original ao trabalho dele. Desse vazio surge a impressão de que Freud está ultrapassado. A última contribuição realmente original ao pensamento de Freud foi dada por Lacan, que já morreu há quase 30 anos (em 1981). Ele deixou ainda muito por fazer para que possamos dar conta das mudanças que estamos presenciando.

Veja — O senhor concorda que há uma excessiva utilização de psicotrópicos atualmente?
Melman — A saúde hoje é algo que se calcula em bilhões de dólares. É compreensível e até inevitável que os laboratórios estimulem o alto consumo de medicamentos como os antidepressivos. A França, por exemplo, tornou-se um grande consumidor desses produtos justamente em virtude das ações que os representantes dos laboratórios desenvolvem junto aos consultórios médicos. A questão é que a hiper-medicalização contém muito mais riscos do que vantagens. No caso das crianças, por exemplo, isso fica evidente. Sobretudo no que diz respeito ao uso precoce, recomendado pelos laboratórios, de neurolépticos (inibidores das funções psicomotoras). Esses medicamentos vêm sendo usados nas crianças para tratar distúrbios de personalidade ou para combater problemas como insônia ou falta de apetite, entre outras coisas. Trata-se de algo absolutamente condenável, com implicações nefastas tanto sobre o desenvolvimento quanto sobre o estado físico da criança. Outra conseqüência grave da hiper-medicalização é a predisposição do indivíduo para desenvolver dependência química. Primeiro, de remédios. Mas em seguida, possivelmente, de produtos fora do mercado legal. Com isso, poderemos chegar ao ponto em que a dependência vai parecer uma situação absolutamente normal, porque em muitos casos terá começado na infância.

Veja — O Prozac e as idéias de Freud podem conviver harmoniosamente?
Melman — Eles vivem juntos. Às vezes de maneira harmoniosa e outras, não. No primeiro caso, devemos lembrar que Freud sempre pensou que o processo psíquico tinha um suporte neuro-hormonal. Ele esperava que a ciência descobrisse esse processo. Produtos como o Prozac agem sobre esses mecanismos neuro-hormonais e podem, então, levar a uma modificação do comportamento. Outra abordagem que mostra essa harmonia é lembrar que todos nós, assim como o próprio Freud na juventude, já sonhamos com a existência de uma panacéia de medicamento que dariam conta de todas as dores e todas as dificuldades. O Prozac se apresenta um pouco assim. Mas — e é aí que a harmonia desaparece — será que devemos apostar num procedimento que vai tratar o conjunto dos problemas psíquicos pelas drogas? Ou devemos continuar a levar em conta, primeiramente, a livre escolha do sujeito e, em segundo lugar, o próprio papel do corpo? Nesse sentido, um produto como o Prozac desencadeia um curto-circuito.

Veja — Como assim?
Melman — Dou um exemplo. Digamos que surja amanhã uma droga que, agindo sobre os centros cerebrais, produza um prazer sexual bem superior ao que se pode obter com o corpo. O que vamos preferir? Isso ou um acesso ao prazer sexual que continua a passar pelo corpo, mesmo não tendo a mesma qualidade do que pode ser proporcionado pela droga que atua diretamente sobre o cérebro? Eis o tipo de questão que se coloca com o uso do Prozac.

Veja — Para que serve a psicanálise nos dias de hoje, quando se pode contar com tantos recursos destinados a proporcionar bem-estar psíquico?
Melman — A psicanálise permite a você se debruçar sobre os problemas reais e incontornáveis da existência. Não sobre os problemas ligados a sua infância, ao seu meio social, às neuroses em geral que interromperam seu desenvolvimento psicológico. Ela não propõe uma cura de dificuldades que são próprias da vida social, como as ligadas à vida do casal, à relação entre pais e filhos, etc. Mas permite colocar essas dificuldades em seus devidos lugares e, ao mesmo tempo, tratá-las de outra forma. A psicanálise não terá jamais a pretensão de prometer a felicidade. Mas também não a proibirá a ninguém. Ela convidará cada um a buscar o que pode ser a felicidade para si.

Veja — Quem procura psicanálise atualmente?
Melman — Fico surpreso quando constato que, se há uma clientela interessada e engajada na psicanálise hoje em dia, é a dos jovens dos 18 aos 30 anos. Eles não procuram a psicanálise pelo fato de reprimirem seus desejos, mas principalmente porque não sabem o que desejam. É uma situação totalmente original em relação a Freud. Antes, a pessoa recorria à psicanálise porque não ousava realizar seus desejos. Hoje, principalmente no caso dos jovens, é por não saber o que desejar.

Veja — A que o senhor atribui essa mudança?
Melman — Nossos jovens foram criados em condições que promovem a busca rápida do prazer máximo e sem obrigações. É o meio social que propõe a eles essa maneira de agir em sociedade. O problema é que o tratamento dispensado ao desejo produz situações de dificuldades para os jovens. E isso os leva ao divã.

Veja — Que situações são essas?
Melman — Muitos jovens encontram dificuldade para desenvolver plenamente uma vida sexual. Parece paradoxal, porque hoje em dia o sexo é muito acessível. Mas na verdade essa facilidade leva à busca de uma vida sexual sem compromisso, que proporcione um prazer ocasional, como o cinema, a bebida ou a dança. Há aí uma mudança interessante, talvez uma tentativa de se proteger em relação ao compromisso que uma vida sexual pode evocar. A idéia é aproveitar sem se engajar, mas isso impõe uma questão: eles aproveitam plenamente? Esse é o fenômeno que chamei de nova economia psíquica. Ele é fundado sobre o princípio da busca imediata de prazer máximo, sem freios nem restrições. Esses momentos de prazer, que proporcionam uma satisfação profunda, são vividos mas não organizam a existência, nem o futuro. Ou seja, a existência é feita de uma sucessão de momentos sem nenhuma projeção no futuro, de momentos que podem desaparecer porque não terão continuidade. Isso é novo. E é o que está por trás do sucesso do mundo virtual proporcionado pela internet.

Veja — Por que o mundo virtual é tão atraente?
Melman — Porque é lúdico. É um mundo coerente com a maneira de viver dos jovens, não exige engajamento nem compromisso. Ali qualquer um pode viver uma série de vidas sucessivas sem nenhum compromisso definitivo. As pessoas querem se distanciar da realidade não porque ela seja assustadora ou sem-graça, mas porque ela implica sempre um limite. Além disso, a realidade requer uma identidade, um objetivo mais ou menos claro na vida, ao passo que esses exercícios virtuais não pressupõem nenhuma identidade, nenhuma perspectiva e ainda derrubam todos os limites, incluindo os do pudor e da polidez.

Veja — Por que atualmente os casamentos não duram? A vida a dois ficou inviável com o novo arranjo social que igualou os papéis do homem e da mulher?
Melman — Pelos padrões vigentes na sociedade atual, nos é recomendado ao longo da vida renovar os objetos dos quais nos servimos. Trocar de carro, de tapetes, de mobília, etc. As relações afetivas acabaram seguindo esse mesmo princípio, dos objetos descartáveis. Elas não resistem a esse apetite de rejuvenescimento e renovação da sociedade contemporânea.

Veja — Freud explica as famílias atuais?
Melman — Não acredito. Assistimos hoje a um acontecimento que talvez não tenha precedente na história, que é a dissolução do grupo familiar. Pela primeira vez a instituição familiar está desaparecendo, e as conseqüências são imprevisíveis. Fico surpreso que os sociólogos e antropólogos não se interessem muito por esse fenômeno. Nesse processo, podemos constatar que o papel de autoridade do pai foi definitivamente demolido. Antes, o menino tinha na figura do pai um rival e um modelo. Um rival que despertava nele o gosto pela competição, e um modelo na busca do prazer sexual. Já para a menina, tratava-se de um homem em quem ela procurava se completar. Hoje, com o declínio da figura paterna, nossos jovens podem estar menos propensos a batalhar pelo sucesso, a estabelecer um ideal de vida e até a descobrir o gosto pelo sexo. Nesse caso, a droga proporciona satisfações mais fáceis.

Veja — É por isso que o consumo de drogasnão pára de crescer?
Melman — Eu diria que o apelo das drogas é tornar a existência cada vez mais virtual. Dito de outra forma, as drogas afastam as contingências da realidade. Trata-se de uma outra maneira de celebrar a virtualidade, diferente da proporcionada pela internet. As drogas permitem uma aventura psíquica, momentânea, uma trip, que supostamente não teria outras conseqüências.

Veja — Como a psicanálise vê as fobias na sociedade atual, que vive sob ameaças concretas, decorrentes de problemas ambientais e da escalada do terrorismo, por exemplo? É possível viver sem medo?
Melman — Pode parecer um paradoxo, mas isso acrescenta pimenta à existência, esse sentimento de que vivemos constantemente ameaçados. É um reencontro com os grandes medos antigos, os medos milenares, ligados a uma suposta proximidade do fim do mundo. O que é dramático é que hoje não se trata apenas de uma crença imaginária, mas sim de algo muito mais grave do que isso. Criamos armas de destruição em massa, por exemplo. Não sei se é possível nem se seria positivo acabar com o medo na sociedade. Ele, de certa forma, é um fator de proteção do sujeito, permite saber quem é o inimigo.

Veja — Como entra a religião nesse arsenal de enfrentamento das angústias humanas?
Melman — A religião sempre foi bem-sucedida em dar soluções às angústias do homem, porque consegue explicar o que é esperado de cada um. Explica o lugar da pessoa no mundo e o papel que ela tem a desempenhar. Freud dizia que a força da religião reside no fato de que ela responde às perguntas que ninguém mais pode responder. Em nome disso, muitos se sacrificam inclusive financeiramente, doando uma parte significativa de seu salário para garantir que um ser superior vai livrá-lo das ameaças trazidas por suas falhas. Isso é muito visível em um certo número de religiões novas, como as neopentecostais. Desse fenômeno, que vocês conhecem bem no Brasil, posso citar como exemplo a Igreja Universal do Reino de Deus. Fui assistir a um culto deles e fiquei muito impressionado. Estive numa catedral, acho que em Recife, produzida exatamente como a Disneylândia de Orlando, com jogos de luzes bem feitos e pastores que fazem o estilo rapazes bonitos e simpáticos. O prazer que o público tinha em cantar e dançar junto, em subir no altar para dar dinheiro, era incrível. E eram pessoas pobres, claro.

Veja — Freud marcou o pensamento no século 20. Ele sobrevive ao século 21?
Melman — Não tenho certeza. O mundo caminha na direção oposta à proposta pela psicanálise. Os remédios e, mais recentemente, os avanços da neurociência, permitem ações diretas sobre os processos cerebrais, deixando em segundo plano a subjetividade. Então a vida psíquica, e eu sou pessimista nesse aspecto, corre o risco de ser cada vez menos determinante sobre o destino de cada um. Freud chegou a escrever que um dia a ciência estaria em condições de quantificar, de isolar as substâncias responsáveis pelos eventos psíquicos. Mas os que estudam o cérebro não estão interessados em Freud.
fonte: veja online

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Culpa branca, festa africana e socialismo

07 Novembro 2008
por Contardo Calligaris

Quando o comediante faz uma piada sobre os negros, os brancos riem com 10 segundos de atraso. Esperam para ver se os negros riem antes
O COMIC STRIP Live, na segunda avenida entre as ruas 81 e 82, é um dos melhores endereços de Manhattan para quem gosta de "stand-up comedy" o espetáculo de um ator só metralhando suas piadas, sem poupar ninguém (ainda menos o público). Passaram pelo palco do Comic Strip, quando ainda não eram conhecidos, Jerry Seinfield e Eddie Murphy.É cedo para que Barack Obama seja objeto de gozação, mas pensei no Comic Strip ao ler comentários sobre a mudança que a eleição de Obama traria às relações entre brancos e negros.As pesquisas qualitativas mostram que, para a grande maioria da população branca, a cor da pele de Obama não foi um critério relevante.Não por isso é o caso de decretar o fim do preconceito racial. Mas um componente do preconceito foi abalado: a culpa dos brancos, que foi, se não lavada, no mínimo seriamente aliviada pela eleição de terça-feira.Poucos dias antes da eleição, estive no Comic Strip. Note-se que, em regra, o humor nova-iorquino ridiculariza as diferenças que convivem na cidade: irlandeses, italianos, porto-riquenhos, mexicanos e hispânicos em geral, russos, judeus ortodoxos etc., todos passam por brutais caricaturas. Paradoxalmente, a minoria que é mais poupada é a afro-americana, como se, nesse caso, a piada corresse o risco de parecer racista. É o efeito da culpa branca.Exemplo. Um dos comediantes, naquela noite, brincou com "o atraso da risada branca": quando ele (hispânico) faz uma piada sobre os negros, os brancos riem com dez segundos de atraso. Não é que não entendam, mas eles só se autorizam a rir após verificar que os negros na platéia estão mesmo achando engraçado e rindo. Quem sabe, depois de Obama, brancos e negros possam rir ao mesmo tempo.Na terça-feira, nos vilarejos do Quênia, havia pessoas reunidas ao redor da televisão, esperando para saber se "um queniano" seria presidente dos EUA. Pode ser que hoje essas pessoas estejam festejando como uma vitória olímpica de um atleta de sua nação. Na verdade, eles poderiam encontrar inspiração diferente na eleição de Obama. Explico.Em outubro, no "New York Times", Nicholas Kristoff contou que o pai queniano de Barak Obama pertence à tribo Luo, uma minoria discriminada no Quênia. O colunista concluía: "A piada amarga na África Oriental é que um Luo tem mais chances de se tornar presidente nos Estados Unidos do que no Quênia".Poucos dias antes da eleição, uma entrevistadora de televisão leu a Joe Biden (vice-presidente na chapa do Obama) uma citação famosa de Marx: "De cada um segundo suas capacidades, a cada um segundo suas necessidades"; logo ela perguntou se o candidato Obama não era marxista. Biden, quando entendeu que não se tratava de piada, caiu na gargalhada. O fato é que um dos espantalhos agitados pela campanha de McCain foi a idéia de que Obama fosse um socialista ou um comunista. Afinal, ele quer redistribuir riqueza, não quer?A estratégia não funcionou. Os americanos, desta vez, votaram por esperança e não por medo. Além disso, impostos progressivos, ligados à renda, não incomodam a classe média dos EUA, que, ao contrário, gostaria de ver mais dinheiro destinado à melhoria de infra-estrutura e serviços públicos.Seja como for, socialista ou não, Obama foi, de fato, eleito com o apóio dos grandes sindicatos, que ele será levado a fortalecer. Ontem, na rua 34, uma banca vendia "buttons" de Obama especificando que eles eram "Union Made in the USA", ou seja, fabricados nos EUA por trabalhadores que pertencem ao sindicato.Ao lado dessa banca, um vendedor de DVD colocava seus heróis numa mesma coluna: Obama, Martin Luther King, Lumumba, Fidel Castro, Gandhi e Che Guevara.Depois dizem que Obama não é um cara de esquerda...
Esta é a última crônica de Nova York. Volto para São Paulo.

sábado, 25 de outubro de 2008

LINDEMBERG JOGOU PARA A TORCIDA

JORGE FORBES ESPECIAL PARA A FOLHA

São Paulo, quinta-feira, 23 de outubro de 2008

NADA MAIS SEGURO que prever o passado, não há erro. O Brasil de tantos técnicos de futebol quantos torcedores, revelou-se esses dias com igual número de técnicos de segurança, de paixão e de loucura. O caso Eloá exige. Parece ser insuportável simplesmente não entender, enfrentar o impacto não só da violência mas também o da surpresa e da estranheza. Podemos julgar uma ação por seus princípios, ou por suas conseqüências. No caso, frente à morte, o que importa é a conseqüência, mais que os princípios: Eloá morreu, logo, houve um erro. O fato de sabermos que houve um erro quer dizer que necessariamente ele poderia ter sido evitado? É o que gostaríamos que fosse, mas a resposta é não; há sempre um imponderável, podemos melhorar os acertos, mas não garanti-los. Isso posto, vamos lá. A mídia indaga se a mídia errou. Boa pergunta. Dizia o filósofo Gaston Bachelard que aquele que pergunta sabe a resposta. Vamos refletir pelo mais óbvio: se você quiser mudar a atitude de alguém, convencê-lo do seu erro, possibilitar uma revisão de suas certezas, você vai marcar um encontro em um barzinho, em uma mesa de canto, ou no palco do Teatro Municipal, em dia de platéia lotada? Claro, no barzinho. Ali, você poderá ouvir à exaustão o seu interlocutor, deslocar seus pontos de apoio, possibilitar linhas de escape, sem ninguém ter que honrar a palavra dada, a sua opinião, o seu amor, o seu ódio etc. Na intimidade é mais fácil sermos incoerentes, duvidarmos, revermos. Agora, se você resolve convocar uma grande platéia, muito maior que a de um teatro, aí as proporções são outras, o jogo é outro: acabou a conversa, começou a legitimação, o popularmente dito: jogo para a torcida. A patologia do amor pode fazer que alguém, um jovem tendo perdido a sua coisa, o seu objeto, a sua mulher, e queira consagrar a presença perdida. Ele entendeu mal a lição do Romeu e da Julieta, e para expressar o seu amor doente, se ele não pode casar, para inventar a vida, que seja a morte que lhe invente a eternidade; sim, ele pode assim querer. Ele pedia insistentemente algo como: "Invadam logo esse bagulho aqui, vamos acabar logo com isso, eu insisto, eu insisto...". E o palco foi feito com muito mais câmaras de fotografia e de televisão, que em qualquer casamento de filho de político com de banqueiro. O que poderíamos esperar do policial negociador que tentou parar esse casamento trágico? Muito pouco, nada, a conversa não era com ele, era com a tela, com o estar bonito na fotografia, com a consagração do crime. O tempora, o mores! ["Ó tempos, ó costumes", em tradução livre]. E nessa dança macabra, o passo final, a imprescindível prisão do falso amante -pois entender não é desculpar- é dado pelos acordes da nossa música social. Caímos na armadilha: temos que prender quem quer ser preso.
JORGE FORBES é psicanalista, preside o Instituto da Psicanálise Lacaniana e é membro da Associação Mundial de Psicanálise

Marta com McCain

por Contardo Calligaris
16 Outubro 2008


McCain e Marta, para desacreditar o candidato oposto, contam com nossos preconceitosAS CAMPANHAS ELEITORAIS são facilmente sórdidas.Claro, os candidatos mentem inchando seus feitos, omitindo suas inércias, atribuindo-se realizações que são de outros ou dos predecessores. Mas isso dá para agüentar, é quase normal.Muito mais humilhante (para a gente) é quando as campanhas fazem apelo ao que há de pior em nós, ou seja, quando, na tentativa de desacreditar o candidato adversário, elas apostam em nossos preconceitos. Nesse caso, as campanhas supõem (com razão) que estejamos sempre prontos a transformar tal candidato em cabide de sentimentos e desejos que são nossos, mas dos quais nos envergonhamos.Funciona assim. Digamos que eu sou ávido e venal e não gosto disso; prefiro me imaginar desinteressado e generoso. Como tirar vantagem dessa minha contradição?O jeito ideal de me manipular não é denunciar um candidato porque ele se mostrou, em tal ocasião, interesseiro e cobiçoso. O método direto é o menos eficiente: ele permite, afinal, que a gente se interesse pelos fatos, verifique, concorde ou discorde.A melhor maneira de manipular passa por dois tempos: 1) evocar um fato do qual são silenciadas a causa e as circunstâncias, 2) levantar uma pergunta quanto mais genérica possível, de modo que o ouvinte projete suas próprias tendências envergonhadas no candidato atacado e ele, o ouvinte, seja, assim, o único responsável pela calúnia.Um exemplo? 1) Os judeus são quase todos comerciantes, 2) pergunta genérica: o que eles "realmente" querem da gente? A propaganda anti-semita nazista acrescentava, para quem fosse burro mesmo, desenhos de garras aduncas surgindo da sarjeta, mas não era necessário. Detalhe silenciado: os judeus eram comerciantes porque, por exemplo, não lhes era permitido comprar terra ou exercer profissão liberal que atendesse à população em geral.Na fase dois da manipulação (a pergunta), é crucial que algo nos sugira que houve a intenção de esconder uma falha, que deve ser revelada. Em "O que eles "realmente" querem da gente?", o advérbio instala em nós a suspeita de que estávamos sendo enganados. Agora, o véu será levantado. O problema é que, como nada foi dito explicitamente, será levantado não por uma denúncia, mas pela atribuição ao acusado de qualquer uma das tendências que mais receamos em nós mesmos.Esse método básico de manipulação aparece de maneira idêntica na última fase da campanha presidencial dos EUA e no início do segundo turno das eleições para a Prefeitura de São Paulo.A campanha de John McCain 1) encarregou a candidata a vice de evocar fatos "sugestivos" sem explicitar as circunstâncias (por exemplo, Barack Obama encontrou o ex-ativista e terrorista William Ayers -de fato, Ayers era tudo isso nos anos 1960, mas hoje é professor de pedagogia na Universidade de Chicago e se ocupa de programas sociais educativos); 2) logo, perguntou: "Quem é o "verdadeiro" Obama?".A campanha de Marta Suplicy apenas inverteu a ordem; criou um comercial que começa com "Você sabe "mesmo" quem é o Kassab?" e termina com a pergunta: "Sabe se ele é casado? Tem filhos?".É óbvio que as prisões do país estão cheias de indivíduos casados e com filhos (o estado civil não é garantia de nada). A pergunta só serve para que o eleitor médio pense em Kassab como diferente dele: "Não é casado? Então, tem uma vida diferente da minha". Essa pensada dá força à interrogação inicial: "Você sabe "mesmo" quem é o Kassab?". Não, não sei, visto que ele é diferente de mim. O que ele está me escondendo?A Folha de 13 de outubro relata o seguinte: a reportagem "perguntou a Marta se a propaganda não era contraditória com a sua biografia" (Marta Suplicy foi uma campeã do direito à privacidade). E Marta respondeu: "O que você está insinuando?". Mais uma manipulação: "Ninguém disse nada, o comercial só pergunta, é você que procura pêlo no ovo".As perguntas das campanhas de Marta e de McCain talvez funcionem com eleitores desavisados: eles imaginarão que Kassab e Obama sejam os perigosos porta-vozes de tendências obscuras que eles (os ditos eleitores) receiam, antes de mais nada, dentro deles mesmos.Mas, para a maioria, menos desavisada do que parece, essas perguntas assinalam que as campanhas de Marta e de McCain estão dispostas a uma boa dose de indignidade moral para se manterem em vida.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

INSTITUTO MÜLLER-GRANZOTTO

Oficinas de discussão e trabalho
Não obstante o termo ficar cunhado pelo emprego psicológico estabelecido pela Gestalt Theory, gestalt é um significante muito mais amplo presente em múltiplos discursos e práticas.

TEATRO E GESTALT
Convidado: Diogo Boccardi
Data: 17 de outubro
Hora: 18:00

Próximos temas:

CINEMA E GESTALT
DANÇA E GESTALT
MÚSICA E GESTALT
ARTES PLÁSTICAS E GESTALT
ARTETERAPIA E GESTALT
LITERATURA E GESTALT
FILOSOFIA E GESTALT
ESPORTE E GESTALT
YOGA E GESTALT
FOTOGRAFIA E GESTALT
PSICANÁLISE E GESTALT
HUMANISMO E GESTALT

Localização
Alameda Governador Heriberto Hülse, 98Centro - CEP 88.015-170 - Florianópolis - SC Fone: (48) 3322 2122 Fax: (48) 3207 1817E-mail:
instituto@mullergranzotto.com.br

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

A alma não existe

Entrevista Istoé 20/10/2004 por Darlene Menconi
*Marcelo Gleiser
Certa vez, a escritora Raquel de Queirós justificou seu ateísmo dizendo que a culpa não era sua. “Deus me deu pouca fé”, explicou. Do mesmo mal padece o físico e escritor Marcelo Gleiser, que, apesar de jovem, é uma das principais vozes da divulgação científica. Tanto que recebeu, das mãos do ex-presidente Bill Clinton, um prêmio por sua dedicação ao estudo e à pesquisa em cosmologia. De origem judaica, Gleiser frequentou a sinagoga quando pequeno, mas não achou inspiração nas tábuas divinas.

Aos 45 anos, e há 22 anos vivendo nos EUA, ele não perdeu o sotaque carioca. Muito menos o prazer em buscar respostas para os mistérios do universo, da vida e da mente. Conforto e paz de espírito ele afirma encontrar na natureza, no amor e nos filhos, de 15, 11 e oito anos. Eleitor de John Kerry, a quem doou dinheiro para a campanha, Gleiser não aposentou os planos de retornar ao Brasil. Professor de física e filosofia natural de uma das mais conceituadas faculdades americanas, a Dartmouth, em New Hampshire, ele ganhou dois prêmios Jabuti por seus livros sobre o universo e o embate entre ciência e religião, um de seus assuntos preferidos. Gleiser acaba de escrever, em inglês, um romance sobre o astrônomo alemão Johannes Kepler (1571-1630), que conviveu com o italiano Galileu Galilei, condenado pela Igreja por defender que o Sol, e não a Terra, era o centro do universo. “Sou profundamente místico”, diz Gleiser, cujo hobby é a pesca com isca artificial (fly fishing). “É uma atividade zen, em que é preciso estar em contato com a água, o céu, o peixe e o sol”, explica o físico, que falou a ISTOÉ antes de embarcar para uma série de palestras no Brasil.

ISTOÉ – Por pressão religiosa, algumas escolas do Rio de Janeiro não ensinam a teoria da evolução, na qual humanos descendem de macacos. Qual sua opinião sobre isso?
Marcelo Gleiser – É um absurdo. Em Kansas (EUA), houve muito debate sobre isso e se decidiu que a teoria da evolução seria ensinada junto com o texto bíblico, como uma alternativa. Depois de dois anos, eles reverteram a decisão e voltaram a ensinar a teoria da evolução como a única válida para descrever como os animais evoluíram na Terra. O Estado de Ohio vive discussão parecida. Não se pode apresentar religião como a descrição científica do mundo. Isso é o que se fazia há 500 anos. É justamente contra esse dogmatismo da Igreja que Galileu lutou. É perigoso usar como científico qualquer texto religioso criado para servir de parâmetro ético e moral das pessoas.
ISTOÉ – Qual a linha que divide ciência e religião?
Gleiser – Elas são complementares. A ciência se propõe a descrever o mundo natural, com a maior precisão possível. Não se propõe a ser bengala espiritual. Se alguém querido morre, ela não tem nada a dizer. Nisso, a religião é imbatível. Essa é a razão pela qual, mesmo numa sociedade tão tecnológica e científica, ainda existe tanta gente religiosa. O ser humano é um ser espiritual. As pessoas vão em massa às igrejas, sinagogas e mesquitas procurar consolo, espírito de comunidade e fraternização. Já a ciência é uma narrativa que evolui. Sua função é descrever o mundo e explicar nosso papel dentro dele.
ISTOÉ – Sendo assim, sempre haverá meias-verdades?
Gleiser – O universo em que um cara do século XVI vivia, quando a Terra era o centro de tudo, é diferente do século XVIII, quando o Sol já era o centro, e é diferente do nosso universo, que não tem centro e se expande em todas as direções. Não há verdades finais em ciência. O mundo está sempre se transformando. Acho possível encontrar espiritualidade na descrição científica do mundo. Sou do time do (Albert) Einstein, que dizia que esse questionamento sobre o desconhecido é essencialmente espiritual. Não significa acreditar numa entidade sobrenatural controlando o mundo. Ou na existência da alma e de outras coisas além das leis da natureza.
ISTOÉ – Na sua opinião, não existe alma?
Gleiser – Eu adoraria ter alma e, quando meu corpo pifasse, poder renascer em outro corpo. Histórias de espiritismo, de vida após a morte e as várias versões das religiões para isso são mecanismos que criamos para lidar com nosso problema mais fundamental, que é a mortalidade. Vários amigos espíritas dizem que a maneira científica de pensar o mundo é apenas uma. Existem outras. Usar a ciência para justificar a existência ou não da alma nunca vai dar certo. No século XVII, o que se chamava de eu, a pessoa, vinha da alma. Quando a pessoa morria, a alma ia embora e o corpo ficava. Toda a noção de ser humano era relacionada à existência ou não dessa faísca divina. Aristóteles achava que a alma ficava no coração, assim como os egípcios. Não se sabia que o centro era na cabeça. Hoje, a gente sabe que não tem alma e que o cérebro é um organismo extremamente complexo.
ISTOÉ – Como se pode ter conforto diante dessa visão?
Gleiser – Ninguém aceita a mortalidade. O que a gente faz é se contentar com explicações e se encantar mais ou menos com as possibilidades sobrenaturais. Tem aqueles que se encantam muito e vão a terreiros de macumba, recebem espírito, etc. E tem os que se encantam menos, como eu, que não acreditam nesse mundo paralelo. A questão entre ciência e religião é parte fundamental do meu próximo livro, um romance histórico baseado na vida do astrônomo alemão Johannes Kepler, que viveu no início do século XVII. Ele é famoso por descobrir que as órbitas planetárias são elípticas e não circulares. Sua vida é um dos episódios mais fascinantes da ciência. Ele tinha um pé na Idade Média e seus misticismos, e outro na modernidade e na revolução científica. O livro conta a história de sua vida, em uma Europa imersa no caos, dividida por guerras religiosas entre católicos e protestantes, bruxas sendo torturadas e queimadas, Galileu julgado pela Inquisição na Itália. De muitos modos essa realidade retrata os dias atuais, com disputas religiosas, intolerância e iniquidade social.
"Histórias de espiritismo, de vida após a morte são mecanismos que criamos para lidar com nosso problema fundamental, que é a mortalidade"
ISTOÉ – Como é possível comparar os dias atuais com a Idade Média, quando as disputas acabavam na fogueira?
Gleiser – Por volta de 1600, a Europa estava dividida entre protestantes e católicos. Entre os protestantes, brigavam luteranos e calvinistas. As pessoas morriam feito moscas. No século XVII, a Igreja Católica tinha muito poder na Itália e algum na Alemanha e na Boêmia, parte do que é hoje a República Tcheca. Quem tinha terras, dinheiro e poder eram barões e condes protestantes. Havia uma disputa de fundo religioso que na verdade era pelo controle das terras. Agora é o cristianismo contra o islamismo. Temos os EUA como potência imperialista tentando impor seus valores morais. Parece uma cruzada ideológica, mas é uma tentativa de colocar pé firme no Oriente Médio, não só em Israel, mas numa potência como o Iraque, onde está o petróleo. Por trás dos grandes conflitos religiosos há sempre o engenho político e econômico.
ISTOÉ – Qual o efeito da intolerância no pensamento científico?
Gleiser – Um exemplo importante é o que chamo das “três origens”, do universo, da vida e da mente. Todas as religiões, de uma maneira ou de outra, têm respostas para essas perguntas. A mais conhecida, que vem do Velho Testamento, é a criação do mundo e a idéia da alma, que dá consistência ao espírito. Diferentes religiões têm diferentes explicações. Todas, por natureza, são inflexíveis. Não se pode questionar a palavra divina. Isso é o dogma da religião. A informação vem de cima para baixo, não tem conversa. Os padres, sacerdotes, rabinos e monges são intérpretes da verdade divina. Na ciência, a estrutura é horizontal, o conhecimento pode ser descoberto por qualquer pessoa e, em princípio, há um fórum para discutir idéias. Quando um cientista tem uma idéia sobre a origem do mundo, ele ou ela escreve artigos e vai a conferências nas quais busca provar sua veracidade. Se for provada errada, joga-se a idéia no lixo. Existe uma evolução construtiva do saber.
ISTOÉ – Seria possível explicar fatos religiosos como o dilúvio e a Arca de Noé?
Gleiser – Acho perfeitamente razoável tentar justificar fatos bíblicos usando a pesquisa científica. Afinal de contas, os livros da Bíblia foram escritos por pessoas que relatavam uma história, carregada de simbolismo. O grande perigo é usar textos religiosos como científicos. Se alguém fala que está escrito na Bíblia que o mundo tem 6.775 anos porque ali foi a gênese e Abraão foi o primeiro patriarca, isso é um erro, obscurantismo. A Terra tem em torno de 4,6 bilhões de anos. Não há dúvida disso.
ISTOÉ – Mais de 90% do universo é composto de uma força misteriosa. Será que Shakespeare estava certo ao dizer que “há mais coisas entre o céu e a terra do que sonha a nossa vã filosofia”?
Gleiser – A chamada energia escura passou a dominar o universo há mais ou menos cinco bilhões de anos. Ela não tem um papel na origem do cosmo. Essa descoberta foi em 1998 e é um ótimo exemplo de como as coisas mudam. Foi uma surpresa para todo mundo. Não sabemos o que é essa tal energia escura, nem como será o futuro do universo. O paradoxo é que a natureza é muito mais esperta do que nós. Quanto mais se sabe, mais há o que descobrir. Outras perguntas surgem, e é isso o que torna a ciência emocionante. Não há uma reta final, só a contínua busca pelo conhecimento.
.ISTOÉ – Só que a ciência também virou um ramo de negócios, com lucratividade e retorno financeiro.
Gleiser – É importante separar ciência das aplicações tecnológicas da ciência. A nanotecnologia, a biotecnologia, a microeletrônica, o GPS, os celulares cada vez mais incríveis, a internet, tudo isso é aplicação da ciência para o mercado econômico. O mecanismo que gera esse tipo de aplicação não tem nada a ver com a exploração da natureza. São universos diferentes. Essa apropriação da tecnologia pelo mercado é um lado da ciência, e é filosófica e culturalmente menos interessante do que o lado da ciência que gera conhecimento sobre o mundo e as pessoas. Quando falo do romantismo do cientista, falo do lado explorador, de pessoas que se confrontam diariamente com o não-saber. Somos os descobridores da natureza, os que vão ampliar as fronteiras do mundo. E olha só quantas fronteiras têm sido descobertas através de telescópios, microscópios, mundos antes invisíveis. Há uma beleza, uma simplicidade e mesmo uma elegância com que a física descreve a natureza.
ISTOÉ – E por que é tão difícil entender o que dizem os cientistas?
Gleiser – O mesmo princípio usado para fazer pizza serve para descrever como nascem as galáxias. E também para explicar como uma patinadora dá piruetas no gelo. Ela começa com os braços estirados, traz os braços para o peito e gira mais rápido. É o mesmo princípio que explica como se gira a massa da pizza no dedo para ela ficar achatada nos pólos e se alongar no equador, e é assim que nasceu o sistema solar e as galáxias. Não tem poesia e elegância quando se consegue descrever tantas coisas diferentes com as mesmas idéias? O que falta no ensino da física é mostrar sua relação com o mundo em que se vive. Quando se escreve uma fórmula no quadro-negro, ninguém dá bola. Informar o público é fundamental para nossa sobrevivência em um contexto global cada vez mais dependente da ciência e suas aplicações.
"O mesmo princípiousado para fazer pizza serve para descrever como nascem as galáxias e como a patinadora dá piruetas no gelo"
ISTOÉ – Um dia vamos habitar outros planetas, como Marte?
Gleiser – Não há outra saída. A Terra tem os dias contados. Vivemos num sistema que tem uma estrela, o Sol. Como toda estrela do universo, um dia ela vai pifar e se tornar uma gigante vermelha. Vai inchar, engolfar Mercúrio, Vênus e chegar pertinho da Terra. Isso ainda demora bilhões de anos, mas em centenas de milhões de anos, o Sol vai tornar impossível a vida na Terra. A verdade é que, se a gente ainda existir até lá, de forma a preservar o que somos, temos que colonizar o sistema solar e a galáxia. O destino do ser humano é se espalhar pelo universo. Muito possivelmente, há outras regiões, outros universos, separados do nosso.
ISTOÉ – Existe vida em outros planetas?
Gleiser – São centenas de bilhões de galáxias como a Via Láctea. Pense no universo como uma bolha de 13,8 bilhões de anos-luz. Não sabemos o que existe fora da bolha. Não significa que não existam outras galáxias, estrelas e sistemas solares onde não enxergamos. Em cosmologia, se diz que vivemos num multiverso. Nossa bolha é só uma de infinitas outras. Parece até um conto do Jorge Luis Borges (escritor argentino), são milhões de mundos pululando por aí.
*Ganhador de dois Jabuti, físico diz que a ciência está em constante mutação e que é um erro buscar na religião as respostas para o mundo
• Mestre em física, doutor pelo King’s College da Inglaterra
• Professor catedrático da Faculdade Dartmouth, em New Hampshire (EUA)
• Prêmio Jabuti de 1998 e 2002 pelos livros A dança do universo e O fim da Terra e do céu
• Bolsista da NSF, fundação de ciência americana, e da Nasa, agência espacial americana
• Idade: 45 anos

Pensamentos Eleitorais

por Contardo Calligaris
09 Outubro 2008

Temos uma relação doente com a verdade: oscilamos entre o ceticismo e a paixão

NA NOITE das eleições, os comitês dos vitoriosos oferecem festas. Por sorte dos próprios candidatos, essas festas acontecem depois de a gente ter votado. Por que "por sorte"? Porque deve haver vários eleitores que, como eu, à vista do triunfalismo dos partidários exultantes, sentem vontade de votar por outro candidato.Não ficou claro? Explico. Na noite de domingo passado, na primeira festa que a TV nos mostrou, eis que um grupo de mulheres possuídas pulavam e gritavam "Ganhou! Ganhou! Ganhou!". Agüentei. Logo, alguém enfiou a cara na câmara e afirmou: "Deus está conosco". Por que não diretamente em alemão, "Gott mit uns", como estava escrito na fivela dos cintos dos soldados da Wehrmacht na Segunda Guerra Mundial? Deve ser um ranço religioso, mas, para mim, a frase "legal" é: "Que Deus esteja com vocês".Enfim, haja paciência. Mudei de canal. Mas o episódio me ajudou a pensar. Em geral prefiro as pessoas que têm o bom gosto de serem humildes e pensativas sobretudo na vitória. Mas não é só isso.Parece que, cada vez mais, o que faz a diferença entre os candidatos não são suas propostas (freqüentemente próximas), mas sua figura e seu "caráter". Pois bem, se esse for o critério, o melhor candidato, para mim, será aquele que NÃO parece estar absolutamente convencido de ser a melhor escolha. Inversamente, o pior é aquele que se acha insubstituível, superior aos outros. Não devo ser o único que pensa assim.No primeiro debate entre os candidatos nas eleições presidenciais dos EUA, quando John McCain reiterou que ele é "o cara" (aquele que tem caráter, fibra e experiência para ser presidente), logo naquela altura, despencou unanimemente a aprovação dos espectadores reunidos num grupo de foco pela CNN. Ou seja, ninguém agüenta.Na mesma linha, entendo que, nas eleições municipais brasileiras, os candidatos a vereador disponham de um fragmento muito curto do horário eleitoral. Mas o resultado é obsceno: a maioria só consegue lançar um apelo abstrato e patético -"Votem em mim, gostem de mim, confiem em mim" (mas por quê?)- e exibir o traço grotesco que os tornaria únicos, extraordinários (a barba de Bin Laden ou de Enéas, o cabelo máquina dois de Obama etc.).Talvez essas vinhetas sejam a parte mais engraçada do horário eleitoral, mas é um riso que pode tornar risível o processo inteiro.Voltemos ao meu candidato ideal, aquele que não estaria certo de ser o melhor nem o único. Alguém perguntará: então, por que razão ele se candidataria?Essa questão surge porque temos uma relação doente com a verdade: oscilamos entre um ceticismo quase cínico (cada um tem a sua verdade, portanto todas as verdades se valem) e uma paixão missionária (nós temos a única verdade; os outros, que pensam diferente, devem ser corrigidos, para o próprio bem deles). Ou seja, a verdade é uma só (a nossa) ou, então, não tem verdade alguma.É mais uma versão da patologia narcisista básica: eu sou o único, o eleito, ou, então, não sou ninguém. Assim como é difícil conseguir viver sendo "apenas" um entre outros, também é difícil considerar que a nossa verdade é uma entre outras, mas não por isso deixa de ser uma verdade. O diálogo, aliás, não é possível nem entre os cínicos nem entre os enfatuados -só é possível entre os que conseguem acreditar numa verdade que conviva com outras. Exemplo.Nos EUA, desde 1973, o aborto, como decisão autônoma da mulher, é permitido sob a condição de que o feto não seja viável fora do corpo da mãe. Entende-se: o feto viável fora do ventre materno é um cidadão, e o aborto passa a ser um assassinato.Ora, consideremos os candidatos à vice-presidência dos EUA. Tanto Sarah Palin (republicana) quanto Joe Biden (democrata) são cristãos. Para ambos, a vida começa no momento da concepção; para ambos, o embrião fecundado já é um sujeito e tem alma.Palin afirma que ela tentaria reverter a lei atual, autorizando os Estados a proibirem o aborto. Biden afirma que, apesar de sua convicção, a lei atual lhe parece ser um compromisso aceitável, numa sociedade em que convivem pessoas que pensam como ele e outras que pensam diferente. Moral da história, graças a Biden. Acreditar na verdade do que a gente pensa não implica querer impor nossas idéias a todos com ze- lo missionário. E aceitar que haja mais de uma verdade não significa ser cínico.

Vacinas contra as drogas

por Contardo Calligaris
30 Novembro 2000


Os consumidores assíduos de cocaína, heroína ou maconha que querem se livrar de sua dependência encontram hoje recursos químicos de duas classes. Existem produtos que atenuam a sensação de falta. E outros que podem substituir cada uma das drogas, oferecendo uma alternativa consolatória e -espera-se- menos nociva.Em todo caso, é fundamental que o sujeito mantenha firme a determinação de parar. Para ajudá-lo nisso, há programas de desintoxicação, grupos de interajuda etc.Ora, um artigo publicado na "New Scientist" de 10/6/2000 traz uma novidade: é possível que verdadeiras vacinas contra as drogas estejam prontas nos próximos três anos. O princípio é o seguinte: moléculas similares à molécula de uma droga são associadas a uma proteína que as torna detectáveis pelo sistema imunológico. Elas podem, assim, servir de isca para estimular a produção de anticorpos específicos.Um preparado dessas moléculas é injetado no sujeito. A partir daí, as moléculas de droga que entrarem no corpo serão "reconhecidas" pelos anticorpos e aniquiladas, antes que a droga se torne ativa no organismo. Macacos, ratos e humanos, uma vez vacinados, por mais que cheirem ou injetem, não conseguem nenhum barato. O sujeito pára de se drogar, porque a droga não faz efeito. A idéia surgiu nos anos 70, com uma vacina contra a heroína, que funcionava (em macacos), mas oferecia proteção por um tempo muito curto. Nos anos 90, chegou uma vacina contra a cocaína, que foi mais bem-sucedida e está sendo testada em humanos. Há pesquisas em curso para quase todas as drogas.À primeira vista, o projeto inspira simpatia. As vacinas podem ajudar os sujeitos que se desintoxicam e prevenir as recaídas. Quem sabe, elas ajudem a sarar as cracolândias das metrópoles mundiais.Mas a idéia das vacinas é também um exemplo da extraordinária desistência moral de nossa cultura. Logo nós, modernos, inventores da liberdade individual, parecemos confiar mais numa modificação material de nossos corpos do que em nossas livres escolhas e decisões. Pois se trata disso: alguém se injeta uma vacina que torna a droga inoperante para que a tarefa de resistir aos charmes da droga seja delegada ao corpo. O sujeito pode afrouxar sua determinação, pois os anticorpos se manterão intransigentes.Por esse caminho, imaginemos que alguém, por razões morais, decida praticar o celibato e se manter puro: em vez de disciplinar seus desejos incômodos, ele deveria se capar. Se um dia chegássemos a identificar genes ou zonas cerebrais responsáveis por comportamentos que preferiríamos evitar (violência, agressividade, mentira etc.), por que não pouparíamos nossos esforços éticos, recorrendo diretamente a alterações corporais?Alguém achará que estou exagerando: afinal, quem decide tomar a vacina é o sujeito que quer ser desintoxicado. Livremente, ele resolveria nunca mais ser exposto à tentação da droga.Certo. Mas aposto que, se dispuséssemos de vacinas contra as drogas, esqueceríamos de pedir o consentimento dos vacinados. Como evitar que um governo decida imunizar toda a população "de risco" (a começar pela carcerária)? Como evitar que os pais vacinem todos os seus rebentos? Qualquer profissional ou pai que conheça a inércia agressiva de um maconheiro adolescente concordaria com essa decisão preventiva. Em pouco tempo, a vacina contra as drogas seria obrigatória e universal.Se a imunização valesse para a vida inteira (assim como é esperado), lamentaríamos um sério empobrecimento da experiência humana. Adeus, Thomas De Quincy, Charles Baudelaire, Allen Ginsberg e outros drogados. Mas isso é o menos grave.Eis o pior: quando um caminho importante é impedido, os humanos sempre encontram outros jeitos e inventam desvios. Sobretudo comportamentos que insistem e se impõem (aparentemente) contra nossa vontade -como é o caso da toxicomania- não são escolhas de vida acidentais.Eles são peças relevantes da engrenagem da personalidade. Por isso não podem ser retirados como se fossem espinhos no pé. Torná-los fisicamente impossíveis significa obrigar o sujeito a encontrar outros comportamentos que tenham uma função análoga na engrenagem. Ou seja, quem renunciar a se drogar apenas porque seus anticorpos impedem a ação da droga achará outros jeitos de gritar sua rebeldia ou sua tristeza.Em suma, os anticorpos policiarão, talvez, um dia, o uso das drogas. Evitaremos, assim, esforços morais excessivos, e nossas vidas serão, desse ponto de vista, normalizadas. Mas não é o caso de se preocupar em demasia com a chegada de um mundo uniforme e aborrecido.De fato, as vacinas antidrogas (e remédios análogos) prometem um mundo explosivo e incerto. Eis por que: algum mal-estar psíquico e social mantém as drogas bem perto do centro da experiência contemporânea. Se formos imunizados contra as drogas, o mal-estar será silenciado sem ser ouvido. É inevitável que ele insista e volte a se dizer sob outras formas, imprevisíveis. E provavelmente com violência renovada.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Arnaldo Jabor

A BUNDA DURA

Tenho horror a mulher perfeitinha.
Sabe aquele tipo que faz escova toda manhã, tá sempre na moda e é tão sorridente que parece garota-propaganda de processo de clareamento dentário?
E, só pra piorar, tem a bunda dura!? Pois então, mulheres assim são um porre. Pior: são brochantes. Sou louco? Então tá, mas posso provar a minha tese. Quer ver?
a - ESCOVA TODA MANHÃ: A fulana acorda as seis da matina pra deixar o cabelo parecido com o da Patrícia de Sabrit. Perde momentos imprescindíveis de rolamento na cama, encoxamento do namorado, pegação, pra encaixar- se no Padrão "Alisabel é que é legal". Burra.
b - NA MODA: Estilo pessoal, pra ela, é o que aparece nos anúncios da Elle do mês. Você vê-la de shortinho, camiseta surrada e cabelo preso? JAMAIS. O que indica uma coisa: ela não vai querer ficar"desarrumada" nem enquanto tiver transando. É capaz até de fazer pose em busca do melhor ângulo perante o espelho do quarto. Credo.
c - SORRISO INCESSANTE: Ela mora na vila do Smurfs? Tá fazendo treinamento pra Hebe? Sou antipática com orgulho - só sorrio para quem provoca meu sorriso. Não gostou? Problema seu. Isso se chama autenticidade, meu caro. Coisa que, pra perfeitinha, não existe. Aliás ela nem sabe o que a palavra significa, coitada.
d - BUNDA DURA: As muito gostosas são muito chatas. Pra manter aquele corpão, comem alface e tomam isotônico (isso quando não enfiam o dedo na garganta pra se livrar das 2 calorias que ingeriram), portanto não vão acompanhá-lo nos pasteizinhos nem na porção de bolinho de arroz do sabadão.
Bebida dá barriga e ela tem HORROR a qualquer carninha saindo da calça de cintura tão baixa que o cós acaba onde começa a pornografia: nada de tomar um bom vinho com você. Cerveja? Esquece! Melhor convidar o Jorjão.
Pois é, ela é um tesão. Mas não curte sexo porque desglamouriza, se veste feito um manequim de vitrine do Iguatemi, acha inadmissível você apalpar a bunda dela em público, nunca toma porre e só sabe contar até quinze, que é até onde chega a seqüência de bíceps e tríceps.
Que beleza de mulher. E você reparou naquela bunda? Meu Deus...
Legal mesmo é mulher de verdade. E daí se ela tem celulite? O senso de humor compensa. Pode ter uns quilinhos a mais, mas é uma ótima companheira de bebedeira.
Pode até ser meio mal educada quando você larga a cueca no meio da sala, mas adora sexo. Porque celulite, gordurinhas e desorganização têm solução (e, às vezes, nem chegam a ser um problema).
Mas ainda não criaram um remédio pra futilidade. Nem pra dela, nem pra sua.

Arnaldo Jabor

domingo, 14 de setembro de 2008

Poema

"Os poemas são pássaros que chegam não se sabe de onde e pousam no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam vôo como de um alçapão.
Eles não têm pouso nem porto; alimentam-se um instante em cada par de mãos e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias, no maravilhado espanto de saberes que o alimento deles já estava em ti..."

Mário Quintana

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Crônica do Amor


Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem noódio vocês combinam. Então?Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem amenor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você amaeste cara?Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucurapor computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.Não funciona assim. Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.
Arnaldo Jabor

domingo, 7 de setembro de 2008

Qual é a idade do seu cérebro?

Este jogo japonês vai mostrar pra vc se seu cérebro é mais jovem que vc ou mais velho que o resto do seu corpo!
Como jogar:
1. Tecle 'start'
2. Aguarde pelo 3, 2, 1.
3. Memorize a posição dos números e clique nos círculos, sempre do menor para o maior número.
Nota: Comece com o ZERO se ele estiver presente.
4. No final do jogo, o computador vai dizer a idade do seu cérebro!!!
CLIQUE AQUI:
Boa Sorte!

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

A Estácio oferece nos turnos matutino e vespertino aulas gratuitas de português e matemática para os acadêmicos. As inscrições podem ser feitas das 8h às 21h na Secretaria-geral da instituição. As aulas de português serão ministradas pelo professor Paulo Scarduelli e as de matemática pelo professor Leonardo Silveira.

Os horários são os seguintes:
Oficina de Português

SALA 1405
Terça-feira : 11h45 às 12h45 horas
Quinta- feira: 17h30 às 18h30 horas


Oficina de Matemática
SALA 1308
Quarta-feira – 12h às 13h
Quinta- feira: 17h30 às 18h30
Outras informações: 3381 80 17 – Secretaria-geral

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Pesquisa mostra criança brasileira como a mais estressada do mundo


da Folha Online
Uma pesquisa realizada com crianças pela Nickelodeon, canal que existe há 27 anos nos Estados Unidos e há dez no Brasil, indicou que a criança brasileira é a mais estressada do mundo. De acordo com a pesquisa, Ela é a que mais sofre os sintomas negativos da globalização, sente-se mais insegura e, principalmente, preocupa-se mais em participar do mundo globalizado e corresponder às expectativas dos pais.A pesquisa foi realizada durante seis meses com 2.800 entrevistados de 8 a 15 anos, das classes A, B e C, em 14 países (Argentina, Brasil, China, Dinamarca, França, Alemanha, Índia, Indonésia, Japão, México, África do Sul, Suécia, Inglaterra e Estados Unidos). As crianças entrevistadas não eram necessariamente assinantes de TV por assinatura nem residentes em grandes centros.A pesquisa também mostrou que as crianças brasileiras são as mais preocupadas do mundo com a sua segurança. Das crianças entrevistas no país, 75% disseram se preocupar com o tema. A Indonésia apareceu em segundo lugar, com 68%, e a África do Sul em terceiro, com 67%. As crianças que menos se preocupam com segurança são as da Inglaterra (19%), da Dinamarca (17%), dos Estados Unidos (16%) e da Suécia (9%).Segundo os dados colhidos pela Nickelodeon, das crianças brasileiras entrevistadas, 87% têm medo de terrorismo, enquanto nos Estados Unidos, apenas 57% tem esse medo --na França o número ficou em 55% e na Inglaterra em 47%. Dos países pesquisados, a Indonésia é o país cujas crianças têm mais medo de terrorismo: 93%.Tanto as crianças brasileiras como as dos outros países entrevistados relaxam principalmente assistindo à TV e ouvindo música, diz o estudo. No Brasil, chorar também é uma válvula de escape para o estresse: 32% das crianças brasileiras dizem chorar para liberar o estresse, enquanto que a média mundial é de 25%.NacionalistasDas crianças entrevistadas, as brasileiras lideram, junto com as da Índia e da Indonésia, o ranking das mais nacionalistas do mundo: 99% das crianças da Indonésia e da Índia disseram ser nacionalistas. O Brasil vem logo depois, com 98%, seguido da Argentina, com 94%, da África do Sul, do México e dos Estados Unidos, com 92%, e, por último, vem o Japão, com 30% .

Mulheres...

Recebi, gostei e compartilho...
Um homem inteligente escrevendo com sensibilidade!

Às mulheres, para conhecimento; Aos homens, para aprendizado. O homem que escreveu o texto abaixo merece com certeza reconhecimento e umprêmio por tamanha sensibilidade. Quiçá todos colocassem em prática algumasdas sugestões abaixo, para que existissem mulheres muito mais felizes.'O desrespeito à natureza tem afetado a sobrevivência de vários seres eentre os mais ameaçados está a fêmea da espécie humana. Tenho apenas um exemplarem casa, que mantenho com muito zelo e dedicação, mas na verdade acreditoque é ela quem me mantém. Portanto, por uma questão de auto-sobrevivência, lanço a campanha 'Salvemas Mulheres!' Tomem aqui os meus parcos conhecimentos em fisiologia da feminilidade a fimde que preservemos os raros e preciosos exemplares que ainda restam:HabitatMulher não pode ser mantida em cativeiro. Se for engaiolada, fugirá ou morrerápor dentro. Não há corrente que as prenda e as que se submetem à jaula perdemo seu DNA. Você jamais terá a posse de uma mulher, o que vai prendê-la avocê é uma linha frágil que precisa ser reforçada diariamente.Alimentação corretaNinguém vive de vento. Mulher vive de carinho. Dê-lhe em abundância. É coisade homem, sim, e se ela não receber de você vai pegar de outro. Beijos matinaise um 'eu te amo' no café da manhã as mantém viçosas e perfumadas durantetodo o dia. Um abraço diário é como a água para as samambaias. Não a deixedesidratar. Pelo menos uma vez por mês é necessário, senão obrigatório, servirum prato especial.Florestambém fazem parte de seu cardápio - mulher que não recebe flores murcharapidamente e adquire traços masculinos como rispidez e brutalidade.Respeite a naturezaVocê não suporta TPM? Case-se com um homem. Mulheres menstruam, choram pornada, gostam de falar do próprio dia, discutir a relação? Se quiser vivercom uma mulher, prepare-se para isso.Não tolha a sua vaidadeÉ da mulher hidratar as mechas, pintar as unhas, passar batom, gastar o diainteiro no salão de beleza, colecionar brincos, comprar sapatos, ficar horasescolhendo roupas no shopping. Só não incentive muito estes últimos pontosou você criará um monstro consumista.Cérebro feminino não é um mitoPor insegurança, a maioria dos homens prefere não acreditar na existênciado cérebro feminino. Por isso, procuram aquelas que fingem não possuí-lo(e algumas realmente o aposentaram!). Então, agüente mais essa: mulher semcérebro não é mulher, mas um mero objeto de decoração. Se você se cansou de colecionar bibelôs, tente se relacionar comuma mulher. Algumas vão lhe mostrar que têm mais massa cinzenta do que você.Não fuja dessas, aprenda com elas e cresça.E não se preocupe, ao contrário do que ocorre com os homens, a inteligêncianão funciona como repelente para as mulheres.Não confunda as subespéciesMãe é a mulher que amamentou você e o ajudou a se transformar em adulto.Amante é a mulher que o transforma diariamente em homem. Cada uma tem o seuperíodo de atuação e determinado grau de influência ao longo de sua vida.Não faça sombra sobre ela Se você quiser ser um grande homem tenha uma mulher ao seu lado, nunca atrás.Assim, quando ela brilhar, você vai pegar umbronzeado. Porém, se ela estiver atrás, você vai levar um pé-na-bunda. (temgente que já sentiu isso na pele)Aceite: mulheres também têm luz própria e não dependem de nós para brilhar.O homem sábio alimenta os potenciais da parceira e os utilizapara motivar os próprios. Ele sabe que, preservando e cultivando a mulher,ele estará salvando a si mesmo.

domingo, 24 de agosto de 2008

REVISTA DE PSICOFISIOLOGIA

A Revista visa inicialmente a publicação das melhores pesquisas bibliográficas, em forma de monografias finais, da disciplina semestral de Psicofisiologia. No futuro poderá ser expandida para outros casos semelhantes. Os temas são escolhidos entre aqueles capazes de ou aumentar a qualidade e o prazer na vida, sabendo valorizar os lados positivos do homem, ou auxiliar a minorar o sofrimento pelos problemas inerentes à nossa condição humana, vistos pela neurociência. A seleção é feita após várias etapas de discussão professor-alunos e correção pelo Editor-chefe, visando consolidar uma nova didática, mais ativa e motivadora. Começamos este milênio com a criação de um Conselho Editorial e exigência de revisão do trabalho de no mínimo por dois editores. Estes trabalhos se, por um lado, captam a sensilibidade e a comunicação do ponto de vista do aluno, por outro lado, passam pelo crivo de nossos professores e pesquisadores para dar a base científica e ampliar a síntese. Os direitos autorais das monografias publicadas passam a pertencer à revista.

http://www.icb.ufmg.br/lpf/revista/index_revista.htm

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Aviso - PSI Vespertino

Ja foi encaminhado por email o material da prof. Claudete.
Caso alguem não tenha recebido, favor enviar um email para leiamayer@gmail.com

domingo, 17 de agosto de 2008

Psicologia e Acupuntura - Ciência e Tradição
Armando Ribeiro das Neves Neto [ArmandoNevesNeto]
30/1/08

A Acupuntura ramo da Medicina Tradicional Chinesa (MTC) vem sendo amplamente absorvida pelos profissionais da saúde ocidentais, que buscam uma compreensão e terapêutica baseadas na visão holística destas abordagens.
A partir da resolução do CFP (Nº 005/2002) a Acupuntura torna-se mais uma estratégia terapêutica no leque profissional do psicólogo brasileiro. A criação da Sociedade Brasileira de Psicologia e Acupuntura (SOBRAPA) em 28/06/2002 e seu reconhecimento pelo Fórum de Entidades Nacionais da Psicologia Brasileira (FENPB) e do Conselho Federal de Psicologia (CFP) promoveram um rápido desenvolvimento do ensino, pesquisa e extensão da Acupuntura em Psicologia. As consequências destas ações já são visíveis na quantidade de contribuições científicas que foram apresentadas no "I Congresso Latino-Americano da Psicologia (ULAPSI)" em São Paulo - SP (2005) e no "II Congresso Brasileiro da Psicologia: Ciência & Profissão - Enfrentando as dívidas históricas da Sociedade Brasileira" em São Paulo - SP (2006) que contaram com mais de 30 apresentações de psicólogos-acupunturistas. >
A Acupuntura como método terapêutico milenar é baseado nas concepções cosmogônicas da antiga cultura chinesa. Como um dos ramos da Medicina Tradicional Chinesa (MTC) com mais de 5.000 mil anos de história, a Acupuntura baseia-se em três grandes princípios: (1) o homem é estudado como indivíduo completo; (2) o homem responde ao Céu e à Terra (noção do Yin e do Yang) e (3) a vida do homem é regida pela regra dos Cinco Elementos (noção de concordância). 1- O homem é estudado como indivíduo completoA medicina grega (Hipócrates) também via o homem como um todo. O meio ambiente, a dieta e suas emoções faziam parte da avaliação e cuidados médicos. Há pelo menos 100 anos no ocidente, a psicologia influenciou profundamente a medicina atual com teorias sobre o papel das emoções, pensamentos e comportamentos no processo de saúde-doença. Diversas abordagens, tais como: psicossomática, psicofisiologia, psicologia médica, psiconeuroimunologia etc. enfatizam o modelo biopsicossocial defendido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), e a conexão mente-corpo passa a ser estudada com profundidade e através das metodologias científicas atuais.2- O homem responde ao céu e à TerraPara a Acupuntura (MTC) a energia vital (QI) é incluída na ídéia de unidade, base da filosofia e da MTC. Tanto o macro, quanto o microcosmo são regidos pelo QI (energia vital, sopro) que se manifesta em duas formas diferentes e complementares: a energia Yang (ex. positivo, forte, dinâmico, quente, claro, leve, homem) e a energia Yin (ex. negativo, fraco, estático, frio, obscuro, pesado, mulher). A MTC incorporou o princípio do Yin-Yang para explicar a fisiologia e a patologia humanas, considerando o corpo um todo organizado, composto de duas partes ligadas intimamente, porém opostas. Por exemplo, o coração, como estrutura anatômica é Yin, enquanto os batimentos e a circulação do sangue são Yang. No livro "Tratado de Medicina Interna do Imperador Amarelo - Nei Jing" (475-221 a.C.) o processo saúde-doença é resultado do equilíbrio entre as energias Yin-Yang.3- A vida do homem é regida pela Teoria dos Cinco ElementosA teoria dos cinco elementos (madeira, fogo, terra, metal e água), fundamentada na observação e interpretação dos fenômenos da natureza, em que cada órgão tem suas funções representadas pelo elemento correspondente, como, por exemplo, o coração que, relacionado ao estado mental, é representado pelo Fogo, que, por sua vez, interfere na função do baço-pâncreas; e este é responsável pela re-absorção de nutrientes do organismo, equivalendo à Terra, produtora de alimentos, e assim por diante. Desse modo, um indivíduo estressado ou ansioso registra como consequência o aumento do apetite - logo é dito como "o Fogo (coração) afeta a Terra (baço)".A acupuntura é uma modalidade terapêutica que se utiliza de agulhas, moxas, massagem e outros instrumentos nos acupontos, atualmente se descobriu que estes métodos agem por meio da liberação de substâncias químicas no organismo. Como conseqüência, produz efeito analgésico e/ou antiinflamatório, aliviando assim a dor e outros sintomas decorrentes de determinadas doenças. A ciência atual vem apenas confirmando muitas das afirmações milenares da Acupuntura, ainda existem muitos mistérios que a ciência não consegue explicar. A visão da Acupuntura tradicional chinesa, baseada nas concepções de energia vital (QI), Yin-Yang e Cinco Elementos continuam a fundamentar a prática da acupuntura no mundo.A Organização Mundial da Saúde (1979) apóia e recomenda a utilização da Acupuntura para diversas doenças, entre elas: ansiedade, depressão, insônia, neurose e nervosismo, doenças cardiovasculares, dor crônica, doenças psicossomáticas etc.Como a idéia central da Acupuntura é conseguir fortalecer a pessoa como um todo (biopsicossocial), equilibrando a energia vital, através de estímulos sobre os acupontos, a resolução do CFP (005/2002) possibilita ao psicólogo-acupunturista associar mais este recurso terapêutico para o re-equilíbrio do ser humano. A relação entre a Psicologia e a Acupuntura também é defendida por acupunturistas de renome internacional, tais como:Jeremy Ross - “Quando o acupunturista for treinado e experiente nessas modalidades, o aconselhamento e a psicoterapia podem ser integrados ao sistema, caso sejam apropriados às necessidades do paciente. O autor realmente acredita que um dos desenvolvimentos mais promissores da acupuntura é a combinação flexível do trabalho de energia, meditação e aconselhamento” (2003, p. 5).Giovanni Maciocia - "Assim, a Acupuntura apresenta uma influência profunda sobre os problemas emocionais e mentais, mas com limitações. No que se refere a problemas graves de ordem mental, a Acupuntura somente poderá auxiliá-los se combinada com o trabalho de um psicoterapeuta adequadamente treinado” (1996, p. VIII).
http://www.redepsi.com.br/portal/modules/smartsection/item.php?itemid=1033

sábado, 16 de agosto de 2008

Orçamento dos Livros

Os valores são da livraria Catarinense - Centro
Contato: Fabioloa -32716042

  • Um psicanalista do Divã - 37, 00
  • Neuroanatomia funcional - 107
  • Fisiologia do comportamnto - 229,00
  • Introdução a psicologia (Davidoff) - 104, 00
  • Introdução a psicologia (Morris) - 104.

Condições de pagto

a vista 20% de desconto

parcelado em 4x - desconto de 15%

parcelado em 6x - desconto de 10%

Esso se refere indiferente da quantidade.

Como professora tenho desconto só de 10%, ou seja não algo diferencial.

Um abraço a todos e bom final de semana.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

oi pessoal..já estou com saudades de vocês!!!
Como foi o primeiro dia de aula? Vocês estão planejando dar trote nos calouros??? hahah...se forem me chamem que eu quero ver!!!!
Adorooo vcsss....
um beijão...e assim que der passo ai pra visitá-los!!! hehehe
;)

Iarinha

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Fies abre inscrições para alunos bolsistas do ProUni

Os interessados podem se inscrever até o dia 3 de setembro no site do Fies, sendo que a data final para entrega do protocolo de inscrição à instituição de ensino superior em que o bolsista estiver matriculado é dia 4 de setembro. A lista de bolsistas contemplados com o financiamento será anunciada no dia 8 de setembro. Os não beneficiados podem entrar com recursos nos dias 8 e 9 do mesmo mês.
Assim, a divulgação definitiva dos candidatos que tiveram a inscrição aceita no programa será feita no dia 11 de setembro. Os contratos com a Caixa Econômica Federal (CEF) deverão ser assinados até o dia 19 do mesmo mês.

O programa
O Fies é um programa de financiamento do Governo federal. Para os contratos assinados a partir de 1º de julho de 2006, a taxa anual de juros foi fixada em 3,5% para cursos de licenciatura, pedagogia, normal superior e cursos superiores de tecnologia e em 6,5% para outros cursos. Para os contratos do Fies antes de 1º de julho de 2006, aplica-se a taxa de 9% ao ano.


http://www3.caixa.gov.br/fies/

domingo, 27 de julho de 2008

PROGRAMAÇÃO


---------Psicanálise Vai ao Cinema



Felicidade
Happiness - 1998EUA / 134 min / Comédia / Legendado
Direção: Todd Solondz.
Elenco: Jane Adams, Jon Lovitz, Philip Seymour Hoffman, Dylan Baker.
No centro de uma família tipicamente americana, três irmãs de comportamentos distintos põem à prova valores familiares, o conceito de felicidade e discutem a sua sexualidade.

Sexta-feira (1/8) às 19h.


Cheiro do Ralo
- 2007 -Site OficialBrasil/ 16 anos / 112 min / Comédia
Direção: Heitor Dhalia
Elenco: Selton Mello, Paula Braun, Lourenço Mutarelli e Flávio Bauraqui
Lourenço é o dono de uma loja que compra objetos usados. Aos poucos ele desenvolve um jogo com seus clientes em que passa a ver as pessoas como se estivessem à venda. Incomodado com o permanente e fedorento cheiro do ralo que existe em sua loja, Lourenço vê seu mundo ruir quando é obrigado a se relacionar com uma das pessoas que julgava controlar.

O longa ganhou o Prêmio especial no júri e o de melhor ator no Festival do Rio.Haverá um debate com a participação da psicóloga e associada do CEPSC Mabel Franco Pinto.

Quinta-feira (14/8) às 18h30.
Programação Rumos Itaú Cultural – Cinema e Vídeo


Histórias de Morar e Demolições
- 2008 São Paulo / 54 min / Documentário
Direção: André Costa
Quatro famílias paulistanas estão de mudança.
Suas casas foram vendidas para um incorporador imobiliário e serão demolidas. Para fixar as histórias guardadas sob esses tetos, os moradores resolvem registrar objetos, cômodos e recantos preferidos, iniciando videografias domésticas ou contratando uma pequena empresa de vídeo.

Terça-feira (19/8) às 19h.


Eu Vou de Volta
- 2008.Pernambuco / 54 min / Documentário
Direção: Camilo Cavalcante e Cláudio Assis.
Duas viagens são realizadas simultaneamente em ônibus clandestinos: a ida de Caruaru (a maior cidade do agreste pernambucano) até São Paulo e a volta de São Paulo a Caruaru. Os fluxos e refluxos desses passageiros migrantes refletem, em suma, as movimentações da vida, as pequenas vitórias e derrotas de cada um, além da vontade de que algo aconteça e mude o que está estagnado.

Quarta-feira (20/8) às 19h.


Procura-se Janaína
- 2007. São Paulo / 54 min / Documentário
Direção: Miriam Chnaiderman.
Há crianças sem lugar no mundo. São crianças entregues a instituições e que não se desenvolvem nos padrões esperados: não são portadoras de deficiências, mas também não têm um desenvolvimento dito normal. Assim era Janaína, negra, pobre e institucionalizada na Febem dos anos 1980. Ela se debatia no berço e se machucava, ficava com a mão espalmada, não falava e não se relacionava com outras crianças. Hoje, duas décadas depois, onde estará Janaína?

Quinta-feira (21/8) às 19h.


Diário de Sintra
- 2007Rio de Janeiro / 54 min / Documentário
Direção: Paula Gaitán.
Filme composto de registros do presente e do passado, como fragmentos de filmes Super-8 e fotos realizadas em 1981, época em que Glauber Rocha se encontrava em exílio voluntário, em companhia da família, em Sintra, Portugal. A artista visual e cineasta Paula Gaitán, mulher do diretor, reúne esse material, por ela produzido, e retorna à cidade portuguesa, onde cria imagens em movimento, percepções, fluxos mentais. Sobreposição de tempos, imagens, memória afetiva. Camadas ficcionais, documentais fundidas; camadas da memória superpostas.

Sexta-feira (22/8) às 19h.


*Local: MIS - Museu da Imagem e do Som de Santa Catarina - Av. Irineu Bornhausen, 5600 - Centro Integrado de Cultura - CIC Valor: gratuito. Informações: (48) 3953-2301 ou 3247-5409.

sábado, 26 de julho de 2008


FELIZ ANIVERSÁRIO PARA A GABI, ROSA E ALLISON!!!!
PARABÉNS, MUITA SAÚDE E MUITO SUCESSO!!!!



Escolhas de uma vida
A certa altura do filme Crimes e Pecados, o personagem interpretado por Woody Allen diz: "Nós somos a soma das nossas decisões".Essa frase acomodou-se na minha massa cinzenta e de lá nunca mais saiu. Compartilho do ceticismo de Allen: a gente é o que a gente escolhe ser, o destino pouco tem a ver com isso.Desde pequenos aprendemos que, ao fazer uma opção,estamos descartando outra, e de opção em opção vamos tecendo essa teia que se convencionou chamar "minha vida". Não é tarefa fácil. No momento em que se escolhe ser médico, se está abrindo mão de ser piloto de avião. Ao optar pela vida de atriz, será quase impossível conciliar com a arquitetura. No amor, a mesma coisa: namora-se um, outro, e mais outro, num excitante vaivém de romances. Até que chega um momento em que é preciso decidir entre passar o resto da vida sem compromisso formal com alguém, apenas vivenciando amores e deixando-os ir embora quando se findam, ou casar, e através do casamento fundar uma microempresa, com direito a casa própria, orçamento doméstico e responsabilidades.As duas opções têm seus prós e contras: viver sem laços e viver com laços...Escolha: beber até cair ou virar vegetariano e budista? Todas as alternativas são válidas, mas há um preço a pagar por elas.Quem dera pudéssemos ser uma pessoa diferente a cada 6 meses, ser casados de segunda a sexta e solteiros nos finais de semana, ter filhos quando se está bem-disposto e não tê-los quando se está cansado. Por isso é tão importante o auto conhecimento. Por isso é necessário ler muito, ouvir os outros, estagiar em várias tribos, prestar atenção ao que acontece em volta e não cultivar preconceitos. Nossas escolhas não podem ser apenas intuitivas, elas têm que refletir o que a gente é. Lógico que se deve reavaliar decisões e trocar de caminho: Ninguém é o mesmo para sempre.Mas que essas mudanças de rota venham para acrescentar, e não para anular a vivência do caminho anteriormente percorrido. A estrada é longa e o tempo é curto.Não deixe de fazer nada que queira, mas tenha responsabilidade e maturidade para arcar com as conseqüências destas ações.Lembrem-se: suas escolhas têm 50% de chance de darem certo, mas também 50% de chance de darem errado. A escolha é sua...!