quinta-feira, 29 de maio de 2008

NAMORAR

Já que o tema hj na aula foi o AMOR, e daqui a pouco é dia dos namorados, vai uma poesia que eu acho LINDA.



“... namorado necessita de adivinhação, de pele, saliva, lágrimas, nuvem, brisa ou filosofia.

Paquera, flerte, caso, envolvimento, até paizão é fácil.

Namorado não precisa ser o mais bonito, mas aquele a quem se quer proteger e quando chega, a gente treme, sua frio e quase desmaia pedindo proteção.

A proteção não precisa ser parruda ou bandoleira: basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição.

Não tem namorado quem faz pacto com a infidelidade.

Namorar é fazer pacto com a fidelidade, ainda que rápida, escondida, fugida ou impossível de curar.

... namorar é ânsia enorme de viajar junto para a Escócia, de bonde, nuvem, cavalo, tapete mágico ou foguete interplanetário...

...ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta, e do céu descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de carinho.

Se você não tem namorado é porque ainda não enlouqueceu aquele pouquinho necessário para fazer a vida parar e, de repente te parecer que faz sentido.”

Carlos Drummond de Andrade

terça-feira, 27 de maio de 2008

Como a sala é quase que na sua totalidade de mulheres, coloquei este textinho só a nível de informação... hehe Para descontrair...


MULHER QUE LÊ

Um casal sai de férias para um hotel-fazenda.
O homem gosta de pescar e a mulher gosta de ler.
Uma manhã, o marido volta de horas pescando e resolve tirar uma soneca.
Apesar de não conhecer bem o lago, a mulher decide pegar o barco do marido e ler no lago.
Ela navega um pouco, ancora, e continua lendo seu livro.
Chega um guardião do parque em seu barco, para ao lado da mulher e fala:
- Bom dia, madame. O que está fazendo?
- Lendo um livro - responde, pensando: será que não é óbvio?
- A senhora está em uma área restrita em que a pesca é proibida, informa.
- Sinto muito, tenente, mas não estou pescando, estou lendo.
- Sim, mas com todo o equipamento de pesca. Pelo que sei, a senhora pode começar a qualquer momento. Se não sair daí imediatamente, terei de multá-la e processá-la.
- Se o senhor fizer isso, terei que acusá-lo de assédio sexual.
- Mas eu nem sequer a toquei! - diz o guardião.
- É verdade, mas o senhor tem todo o equipamento. Pelo que sei, pode começar a qualquer momento.
- Tenha um bom dia, madame- diz ele, e vai embora.

Moral da história: 'Nunca discuta com uma mulher que lê. Certamente ela pensa.'

Um beijo, PokeTeta.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

O mundo de Sofia

De Jostein Gaarder
Cia. das Letras, São Paulo, 1998
Tradução de João Azenha Jr

Capítulo 31 (Excerto)
Freud
(Páginas 458-473)

(…)
Alberto e Sofia ficaram parados à porta da cabana. Por fim, Alberto disse:
— É melhor entrarmos. Hoje vou contar a você sobre Freud e sua teoria do inconsciente.
Sentaram-se à janela. Sofia olhou para o relógio e disse:
— Já são duas e meia e eu ainda preciso providenciar algumas coisas para a festa.
— Eu também. Vamos falar rapidamente sobre Sigmund Freud.
— Ele foi um filósofo?
— Podemos chamá-lo de um filósofo da cultura. Freud nasceu em 1856 e estudou medicina na Universidade de Viena. Passou a maior parte de sua vida naquela cidade, justamente durante um período em que a vida cultural vienense experimentou uma fase de apogeu. Desde cedo, Freud se especializou num ramo da medicina que chamamos de neurologia. De fins do século XIX até quase meados do século XX, ele trabalhou na elaboração de sua psicologia profunda ou psicanálise.
— Explique melhor.
— Por psicanálise entende-se tanto a descrição da mente, da psique humana em geral, quanto um método de tratamento para distúrbios nervosos e psíquicos. Não pretendo fazer uma explanação detalhada sobre Freud e sua obra, mas é preciso conhecer um pouco de sua teoria do inconsciente, se quisermos entender o que é o ser humano.
— Você já conseguiu despertar meu interesse. Vamos lá!
— Freud achava que sempre havia uma tensão entre o homem e o seu meio. Para ser mais exato, uma tensão, ou um conflito, entre o próprio homem e aquilo que seu meio exigia dele. Não seria exagerado dizer que Freud descobriu o universo dos impulsos que regem a vida do homem. E isto faz dele um legítimo representante das correntes naturalistas
[i], tão importantes em fins do século XIX.
— O que se entende por “impulso” do homem?
— Nem sempre é a razão que governa nossas ações. Conseqüentemente, o homem não é apenas o ser racional tão defendido pelos racionalistas do século XVIII. Com freqüência, impulsos irracionais determinam nossos pensamentos, nossos sonhos e nossas ações. Tais impulsos irracionais são capazes de trazer à luz instintos e necessidades que estão profundamente enraizados dentro de nós. Tão básico quanto a necessidade que um bebê tem de mamar seria, por exemplo, o impulso sexual do homem.
— Entendo.
— Talvez tudo isto não tivesse nada de novo em si. Mas Freud mostrou que essas necessidades básicas podiam vir à tona disfarçadas e tão modificadas que não seríamos capazes de reconhecer sua origem. Assim disfarçadas, elas governariam nossas ações, sem que tivéssemos consciência disso. Além disso, Freud mostrou que as crianças também têm uma espécie de sexualidade. A afirmação da existência de uma sexualidade infantil causou repulsa entre os refinados cidadãos de Viena e fez de Freud um homem extremamente impopular.
— Não me surpreende.
— Estamos falando de uma época na qual tudo o que tinha a ver com a sexualidade era tabu. Freud chegara à conclusão da existência de uma sexualidade infantil por meio de sua prática como psicoterapeuta. Ele tinha, portanto, uma sólida base empírica para fundamentar suas afirmações. Freud também constatou que muitas formas de distúrbios psíquicos eram devidas a conflitos ocorridos na infância. Aos poucos, então, Freud foi desenvolvendo um método de tratamento que podemos chamar de “arqueologia da alma”.
— O que você quer dizer com isso?
— O psicanalista pode “cavoucar” a mente do paciente, com a ajuda dele, é claro, a fim de trazer à luz as experiências e vivências que, em algum momento da vida passada, provocaram seu distúrbio psíquico. Para Freud, portanto, guardamos bem no fundo de nós todas as lembranças do passado.
— Agora estou entendendo.
— E pode ser que neste processo o terapeuta encontre uma experiência ruim que o paciente sempre tentou esquecer, mas que está bem viva e presente dentro dele e lhe rouba as forças. No momento em que tal “experiência traumática” é trazida ao consciente e o paciente tem a chance de encará-la de frente, por assim dizer, ele pode “se entender” com ela e se curar.
— Isto parece lógico.
— Mas estou avançando rápido demais. Vamos ver primeiro como Freud descreve a psique humana. Você já viu um recém-nascido?
— Tenho um primo de quatro anos.
— Quando vêm ao mundo, os bebês satisfazem suas necessidades físicas e psíquicas de forma bastante direta e desinibida. Se estão com fome, choram. E também choram quando estão com a fralda molhada ou quando querem deixar bem claro que querem um pouco de calor humano e contato físico. Freud chama de id este “princípio do prazer” que existe em nós. Quando somos recém-nascidos, quase todo o nosso ser é apenas um id.
— Prossiga.
— O id continua conosco na idade adulta e nos acompanha a vida toda. Só que aos poucos vamos aprendendo a controlar nossos desejos a fim de nos adaptarmos ao nosso meio. Em outras palavras, aprendemos a afinar nosso princípio de prazer com o princípio da realidade. Freud diz que construímos um ego e que este ego assume esta função reguladora. A partir de certa idade, embora tenhamos prazer em alguma coisa, não podemos simplesmente sentar e abrir o berreiro até que nossos desejos ou necessidades sejam satisfeitos.
— É claro que não.
— Mas pode acontecer de nós desejarmos intensamente alguma coisa que nosso meio não aceita. O que acontece é que muitas vezes reprimimos nossos desejos. Quer dizer, tentamos colocá-los de lado e esquecê-los.
— Entendo.
— Mas Freud aponta também uma terceira instância na psique humana: ainda crianças, somos confrontados com os padrões morais de nossos pais e de nosso meio. Quando fazemos alguma coisa de errado, nossos pais dizem “Não faça isto!”, ou então “Que vergonha!”. E mesmo depois de adultos podemos ouvir o eco de tais repreensões e julgamentos morais. As expectativas de nosso meio no plano da moral parecem ter se alojado dentro de nós e passado a constituir uma parte de nós mesmos. É isto que Freud chama de superego.
— Superego seria para ele sinônimo de consciência?
— Numa passagem, Freud chega a dizer textualmente que o superego se opõe ao ego como uma espécie de consciência. Na verdade, porém, trata-se do seguinte: o superego nos informa, por assim dizer, quando nossos desejos são “sujos” ou “impróprios”, e isto vale especialmente para os desejos eróticos ou sexuais. Como eu já disse, Freud constatou que tais desejos surgem bem cedo na infância.
— Me explique melhor, por favor.
— Hoje em dia sabemos e vemos que os bebês gostam de brincar com seus órgãos genitais. Podemos ver isto, por exemplo, quando vamos à praia ou à piscina. Na época de Freud, a criança de dois ou três anos que fizesse isto na frente dos outros ganhava um belo tapa na mão. Naquela época, era comum as crianças ouvirem frases tais como: “Que coisa mais feia!”, ou, “Não faça isso!”, ou ainda “Deixe as mãos para fora das cobertas!”.
— Revoltante…
— Dessa forma, as pessoas desenvolvem um sentimento de culpa. E como este sentimento de culpa é armazenado no superego, para muitas pessoas, e Freud acreditava que para a maioria delas, ele fica indissociavelmente atrelado a tudo o que diz respeito ao sexo. Ao mesmo tempo, Freud chamava a atenção para o fato de os desejos e necessidades sexuais serem uma parte natural e importante da natureza humana. E assim, minha cara Sofia, temos aqui todos os elementos de que necessitamos para um conflito entre prazer e culpa que pode nos acompanhar por toda a vida.
— Você não acha que esse conflito diminuiu um pouco desde a época de Freud?
— Certamente. Mas muitos dos pacientes de Freud viviam este conflito de forma tão intensa que chegaram a desenvolver o que Freud chamou de neuroses. Uma de suas pacientes, por exemplo, apaixonou-se por seu cunhado. Quando sua irmã morreu ainda jovem, vítima de uma enfermidade, ela pensou junto ao leito de morte da irmã: “Agora ele está livre e pode se casar comigo!”. Este pensamento naturalmente entrou em conflito direto com o seu superego. Era um pensamento tão hediondo que ela o reprimiu, como Freud diz. Quer dizer, ela o enterrou no inconsciente. Depois, aquela jovem senhora ficou doente e passou a apresentar sérios sintomas de histeria. E quando Freud assumiu o tratamento dela, ficou claro que ela tinha se esquecido completamente da cena junto ao leito de morte de sua irmã e do desejo terrível, egoísta, que sentira vir à tona dentro de si. Durante o tratamento, a paciente voltou a se lembrar da cena, reviveu aquele momento que era a causa de sua enfermidade e ficou curada.
— Agora eu estou começando a entender o que você queria dizer com “arqueologia da alma”.
— Então vamos arriscar uma descrição bem genérica da psique humana. Após um longo período de experiência com pacientes, Freud chegou à conclusão de que a consciência humana era apenas uma pequena parte da psique. A consciência seria mais ou menos como a ponta de um iceberg que se eleva para além da superfície da água. Sob a superfície, ou sob o limiar da consciência, está o subconsciente, ou o inconsciente.
— Quer dizer que o inconsciente é tudo de que nós nos esquecemos, mas que continua dentro de nós?
— Não podemos ter presente em nossa consciência, o tempo todo, todas as experiências que vivemos. Mas tudo o que pensamos ou vivemos e tudo de que nos lembramos quando pomos a cabeça para funcionar Freud chama de “pré-consciente”. A expressão “inconsciente” significa, para Freud, tudo o que reprimimos. Quer dizer, tudo de que nós queremos nos esquecer a qualquer preço porque consideramos desagradável, indecoroso ou repulsivo. Quando temos desejos e prazeres que para nossa consciência, ou para nosso superego, são insuportáveis, nós simplesmente os enfiamos no porão do inconsciente e assim nos livramos deles.
— Entendo.
— Este mecanismo funciona em todas as pessoas sadias. Para algumas pessoas, porém, o ato de banir tais pensamentos desagradáveis ou proibidos é algo tão estressante que elas ficam doentes. É que aquilo que foi reprimido desta forma continua tentando emergir para o nível da consciência, de sorte que cada vez mais energia é despendida para se manter tais impulsos longe da crítica do consciente. Em 1909, quando Freud proferiu algumas palestras nos Estados Unidos sobre a psicanálise, ele ilustrou com um exemplo muito simples o funcionamento desse mecanismo de repressão.
— Que exemplo foi este?
— Ele pediu aos ouvintes que imaginassem que no auditório havia um indivíduo que perturbava a ordem e desconcentrava o orador rindo às gargalhadas, conversando com seus vizinhos e arrastando e batendo os pés no chão. Chegaria, então, um momento em que o orador não poderia continuar a falar. Nesse momento, alguns homens fortes provavelmente se levantariam e, depois de uma breve discussão, colocariam o elemento perturbador porta afora, no corredor. O indivíduo seria “reprimido”, portanto, e o orador poderia continuar com sua palestra. Mas para evitar que o elemento perturbador tentasse forçar sua entrada de novo no auditório, os mesmos homens que o tinham colocado para fora levariam suas cadeiras até a porta e funcionariam como uma espécie de resistência para garantir a repressão. Freud concluiu dizendo que se os ouvintes imaginassem o auditório como o “consciente” e o corredor como o “inconsciente”, teriam uma boa imagem de como funciona o processo de repressão.
— Também acho que a imagem é boa.
— Uma coisa é certa: o elemento perturbador vai querer entrar novamente na sala de conferências, Sofia. Em todo caso, é isto o que querem nossos pensamentos e impulsos reprimidos. Vivemos sob a constante pressão de pensamentos reprimidos, que tentam se libertar do inconsciente. Por isso é que muitas vezes dizemos e fazemos coisas que na verdade “não tínhamos a intenção de fazer”. Dessa forma, o inconsciente também pode guiar nossos sentimentos e ações.
— Você poderia me dar um exemplo?
— Freud descreve vários desses mecanismos. Um deles é o chamado ato falho, ou seja, algo que dizemos ou fazemos espontaneamente e que um dia tínhamos reprimido. Ele fala, por exemplo, de um empregado que foi escolhido para fazer um brinde ao seu chefe, de quem ninguém gostava.
— Sim?
— O empregado se levantou, ergueu o copo e disse: “Convido todos a arrotarem em homenagem a nosso chefe!”.
— Legal!
— Não foi o que o chefe achou. Ao dizer isto, o empregado simplesmente tinha expressado o que realmente achava de seu chefe. Talvez nunca tivesse ousado dizê-lo abertamente a ele. Você quer mais um exemplo?
— Sim.
— Certo dia, o bispo foi visitar a família de um pastor, que era pai de umas meninas adoráveis e muito comportadas. Este bispo tinha um nariz enorme, fora do comum. O pastor teve o cuidado, então, de pedir às suas filhas que não mencionassem nada a respeito do nariz do bispo. É que as crianças geralmente começam a rir quando percebem essas coisas, pois ainda não têm o mecanismo de repressão muito bem desenvolvido.
— E o que aconteceu?
— O bispo veio até a paróquia e as meninas, absolutamente deliciadas com a situação, faziam todo o esforço possível para não dizer nada a respeito do nariz. E mais: elas não podiam sequer ficar olhando para o nariz. Tinham de esquecê-lo completamente. Só que elas ficavam pensando no nariz do bispo o tempo todo. E quando chegou a hora de a menorzinha oferecer ao honorável bispo açúcar para o café, ela disse: “O senhor aceita um pouco de açúcar no nariz?”.
— Putz!
— Às vezes nós também racionalizamos, quer dizer, tentamos mostrar a nós mesmos, e aos outros, que temos outros motivos para fazer o que fazemos em certas situações, e não revelamos os reais motivos que nos levaram a agir de certa maneira, simplesmente porque eles são constrangedores demais.
— Um exemplo, por favor.
— Posso hipnotizar você e induzi-la a abrir a janela. Para tanto, ordeno a você que se levante e abra a janela quando eu tamborilar com os dedos sobre a mesa, por exemplo. Quando eu faço isto, você se levanta e abre a janela. Depois pergunto a você por que você abriu a janela. Talvez você me responda que o fez porque estava muito quente aqui dentro. Mas este não é o verdadeiro motivo. Você não quer admitir para si mesma que obedeceu à minha ordem enquanto estava hipnotizada. E o que você faz? Você “racionaliza”, Sofia.
— Entendo.
— Coisas como esta acontecem quase todos os dias quando nos relacionamos com os outros.
— Eu já disse a você que tenho um priminho de quatro anos. Acho que ele não tem muitos amigos para brincar, pois ele sempre fica muito contente quando eu vou visitá-lo. Certa vez eu disse que precisava voltar logo para casa, pois minha mãe estava me esperando. E sabe o que ele me disse?
— Não.
— “Sua mãe é uma chata”, foi isto o que disse.
— Sim, este é um bom exemplo para o que entendemos por racionalizar. O menino realmente não quis dizer que sua mãe é uma chata. Ele quis dizer que achava chato que você tivesse de ir embora. Só que para ele não era muito fácil verbalizar isto. Outra coisa que pode acontecer é que nós projetamos.
— Traduza, por favor.
— Quando projetamos alguma coisa estamos transferindo a outros as características que tentamos reprimir em nós mesmos. Uma pessoa avarenta, por exemplo, gosta de ficar dizendo que os outros são avarentos. Alguém que não quer admitir que pensa muito em sexo geralmente é o primeiro a se irritar quando encontra outras pessoas fissuradas por sexo.
— Entendo.
— Freud dizia que nossa vida cotidiana está repleta de tais ações inconscientes. Muitas vezes nos esquecemos do nome de certa pessoa, ficamos mexendo numa pontinha de nossa roupa enquanto estamos falando ou então ficamos mudando de posição objetos aparentemente sem importância. Ou podemos tropeçar em nossas próprias palavras e acabar trocando letras e nomes, que à primeira vista podem parecer totalmente inocentes, mas que na verdade não são. Freud pelo menos não considera essas coisas tão inocentes e casuais como podemos achar. Ele acha que elas deveriam ser encaradas como sintomas. Para ele, esses atos falhos podem nos revelar segredos os mais íntimos.
— Daqui para frente, vou prestar bastante atenção em cada palavra que disser.
— Mesmo assim, você não poderá escapar de seus impulsos inconscientes. O segredo está em não se desgastar demais ao se empurrar as coisas desagradáveis para o subconsciente. É como querer tapar o buraco de uma toupeira. Você pode até conseguir, mas com certeza ela virá à superfície em algum outro ponto. O mais sadio é deixar só encostada a porta entre o consciente e o subconsciente.
— Se trancarmos a porta à chave podemos provocar distúrbios psíquicos em nós mesmos?
— Sim. Um neurótico é justamente alguém que despende energia demais na tentativa de banir de seu consciente tudo aquilo que o incomoda. Com freqüência trata-se de reprimir experiências bem específicas. São as chamadas “experiências traumáticas”, que eu já mencionei no início de nossa conversa, talvez um pouco cedo demais. Freud as chama de traumas. A palavra “trauma” é grega e significa “ferida”.
— Entendo.
— Em seus tratamentos, às vezes Freud tentava abrir cuidadosamente estas portas trancadas; outras vezes, procurava abrir outra porta. Com a colaboração do paciente, ele tentava trazer à tona novamente as experiências reprimidas. Isto porque o paciente não tem consciência de que as reprimiu. Não obstante, ele deseja que o médico, ou o analista, como se diz em psicanálise, o ajude a encontrar um caminho que o leve a seus traumas escondidos.
— E como o médico procede neste caso?
— Freud chamava este procedimento de técnica da livre associação. Isto significa que ele deixava o paciente deitado, bem relaxado, falando apenas sobre coisas que lhe viessem à cabeça, por mais irrelevantes, casuais, desagradáveis ou penosas que elas lhe fossem. Para o analista, as associações do paciente no divã trazem indícios de seus traumas e das resistências que impedem a conscientização. Pois são exatamente os traumas que ocupam os pacientes o tempo todo, só que não de forma consciente.
— Quer dizer que quanto mais a gente se esforça para esquecer uma coisa, mais a gente pensa inconscientemente nela?
— Exatamente. Por isso é importante prestar atenção aos sinais do inconsciente. Para Freud, o “caminho real” que leva para o inconsciente passa pelos sonhos. Por esta razão, uma de suas mais importantes obras é o livro A interpretação dos sonhos, publicado em 1900. Nele, Freud mostra que nossos sonhos não são meros acasos. Por meio dos sonhos, nossos pensamentos inconscientes tentam se comunicar com nosso consciente.
— Continue.
— Após longos anos de experiências acumuladas no trabalho com seus pacientes, e também depois de ter analisado os seus próprios sonhos, Freud afirmou que todos os sonhos são a realização de desejos. Ele dizia que podemos observar isto claramente nas crianças: elas sonham com sorvetes e cerejas, por exemplo. Em adultos, porém, acontece com freqüência de os desejos a serem satisfeitos no sonho aparecerem disfarçados. Isto acontece porque mesmo quando estamos dormindo uma censura severa continua a determinar o que podemos nos permitir ou não. Quando estamos dormindo, esta censura, ou mecanismo de repressão, é mais fraca do que quando acordados, mas ainda é forte o bastante para desfigurar no sonho os desejos que não queremos confessar nem a nós mesmos.
— E é por isso que os sonhos têm de ser interpretados?
— Freud mostra que precisamos distinguir entre o sonho, tal como ele nos vem à lembrança na manhã seguinte, e o seu verdadeiro significado. As próprias imagens oníricas, quer dizer, o filme ou o vídeo a que assistimos quando sonhamos, ele as chamou de conteúdo manifesto do sonho. Mas o sonho também tem um significado mais profundo, que permanece inacessível ao consciente. E este significado, Freud o chamou de pensamentos latentes do sonho. As imagens oníricas e seus requisitos são geralmente tiradas do passado mais próximo, com freqüência dos acontecimentos que vivemos no dia anterior. Os pensamentos ocultos, porém, vêm de um passado mais remoto; por exemplo, das primeiras fases de nossa infância.
— Quer dizer que precisamos analisar o sonho para entender do que ele trata realmente.
— Sim. E os enfermos precisam fazer isto junto com um terapeuta. Mas não é o médico que interpreta os sonhos. Ele só pode fazer isto com a ajuda do paciente. O médico entra nessa situação apenas como uma parteira socrática que ajuda na interpretação.
— Entendo.
— O ato de reformular, de converter os “pensamentos latentes do sonho” em “conteúdo manifesto do sonho” é chamado por Freud de trabalhar o sonho. Podemos falar de um “mascaramento” ou de uma “codificação” da verdadeira ação que se desenrola no sonho. Na interpretação do sonho, temos de passar por um processo inverso. Temos de desmascarar ou decodificar o verdadeiro “motivo” do sonho, a fim de podermos descobrir o verdadeiro “tema” do sonho.
— Você poderia me dar um exemplo?
— Os livros de Freud estão cheios desses exemplos. Mas nós mesmos podemos inventar um exemplo bem simples e bem freudiano. Quando um rapaz sonha que sua prima lhe deu dois balões de ar…
— Sim?
— Não espere que eu continue. Você mesma deve tentar interpretar esse sonho agora.
— Hum… Neste caso, o “conteúdo manifesto do sonho” é exatamente isto que você disse: a prima dele lhe dá dois balões de ar.
— Continue.
— E você também disse que os requisitos de nossos sonhos geralmente são tirados das experiências vividas no dia anterior. Portanto, ele deve ter ido a um parque de diversões no dia anterior, ou então viu no jornal a foto de dois balões de ar.
— Sim, pode ser. Mas também pode ser que ele tenha apenas ouvido a palavra “balão” ou visto alguma coisa que o tenha feito lembrar de um balão.
— Mas o que são os “pensamentos latentes do sonho”? Eles não são aquilo de que o sonho realmente trata?
— Quem está interpretando sonhos aqui é você.
— Será que ele simplesmente não estaria querendo dois balões?
— Não, isto é pouco provável. Num ponto, porém, você tem razão: ele quer satisfazer um desejo no sonho. Só que dificilmente um rapaz adulto desejaria assim tão ardentemente dois balões de ar. E, se quisesse, não seria necessário sonhar com isso.
— Então… acho que na verdade ele deseja a sua prima. E os dois balões são os seios dela.
— Sim, esta é uma explicação provável, sobretudo porque este desejo lhe causa certo embaraço, de modo que ele não gosta de admiti-lo quando está acordado.
— Quer dizer que nossos sonhos dão umas voltas e passam por coisas como balões etc.?
— Sim. Freud considerava o sonho a realização disfarçada de desejos disfarçados. Pode ser que o que disfarçamos tenha se modificado consideravelmente desde que Freud conversava com seus pacientes em seu consultório em Viena. Apesar disso, é possível que o mecanismo de disfarce continue intacto.
— Entendo.
— Nos anos 20, a psicanálise de Freud se tornou muito importante, sobretudo no tratamento das neuroses. Além disso, sua teoria do inconsciente foi muito importante para a arte e a literatura.
— Você está querendo dizer que os artistas passaram a se ocupar mais da vida mental inconsciente do homem?
— Exatamente, embora isto já estivesse presente na literatura da última década do século XIX, quando a psicanálise de Freud ainda não era conhecida. Só estou querendo dizer que não é por acaso que a psicanálise de Freud surgiu exatamente nesta época.
— Você quer dizer que ela já estava embutida no espírito da época?
— Freud não acreditava ter descoberto, por assim dizer, fenômenos como a repressão, os atos falhos ou a racionalização. Mas ele foi o primeiro a trazer para dentro da psiquiatria tais experiências humanas. Ele também soube ilustrar muito bem sua teoria com exemplos extraídos da literatura. Mas, como eu disse, a psicanálise de Freud passou a influenciar diretamente a arte e a literatura a partir dos anos 20.
— De que forma?
— Escritores e pintores passaram a tentar aplicar as forças inconscientes em seus trabalhos de criação. E isto vale sobretudo para os chamados surrealistas.
— O que significa isto?
— A expressão “surrealismo” é francesa e significa algo como “aquilo que está além do realismo”. Em 1924, André Breton publicou seu Manifesto surrealista. Nele, Breton declara que a arte deveria ser criada a partir do inconsciente, pois só assim a inspiração do artista estaria livre para produzir suas imagens oníricas e o artista poderia buscar um “super-realismo”, no qual as barreiras entre sonho e realidade fossem abolidas. De fato, pode ser muito importante para um artista eliminar a censura do consciente, a fim de que palavras e imagens possam fluir livremente.
— Entendo.
— De certa forma, Freud tinha dado a prova de que todas as pessoas são artistas. Afinal, um sonho é uma pequena obra de arte e a cada noite criamos novos sonhos. Para interpretar os sonhos de seus pacientes, Freud freqüentemente tinha de abrir caminho através de um denso emaranhado de símbolos, mais ou menos como fazemos quando interpretamos um quadro ou um texto literário.
— E nós sonhamos todas as noites?
— Pesquisas recentes demonstraram que vinte por cento do tempo que passamos dormindo é preenchido por sonhos. Isto significa que sonhamos de duas a três horas por noite. Quando somos perturbados durante essas fases, reagimos com nervosismo e irritação. Isto significa nada mais e nada menos que todas as pessoas têm uma necessidade inata de dar à sua situação existencial uma expressão artística. O sonho trata de nós mesmos. Somos nós quem dirigimos este “filme”, juntamos tudo o que compõe os seus cenários e requisitos e desempenhamos todos os papéis. As pessoas que dizem que não entendem nada de arte são pessoas que se conhecem mal.
— Entendo.
— Além disso, Freud deu uma prova impressionante de como é fantástica a mente humana. Seu trabalho com pacientes convenceu-o de que guardamos no fundo de nossa mente tudo o que vimos e vivemos. E todas essas impressões podem ser trazidas à tona novamente. Todas as vezes que nos dá “um branco” e, pouco depois, ficamos com o que queremos lembrar “na ponta da língua”, e quando, um pouco mais tarde ainda, a coisa “subitamente nos ocorre”, estamos falando de algo que estava no inconsciente e, de repente, encontrou uma porta entreaberta e conseguiu escapar para o consciente.
— Mas às vezes isto demora muito.
— Sim, todos os artistas sabem disso. Só que de repente todas as portas e gavetas do arquivo parecem se abrir. Tudo flui espontaneamente e então podemos escolher exatamente as palavras e as imagens de que precisamos. Isto acontece quando deixamos a porta do inconsciente entreaberta. Podemos chamar isto de inspiração, Sofia. E então temos a sensação de que aquilo que desenhamos ou escrevemos não veio de nós.
— Deve ser um sentimento maravilhoso.
— Mas com certeza você mesma já o experimentou. Podemos observar facilmente este estado inspirado em crianças que estão supercansadas. Neste estado, as crianças parecem mais acordadas do que nunca e começam a falar sem parar, tirando da memória palavras que elas ainda nem aprenderam. Só que é claro que elas já aprenderam. Acontece que essas palavras estavam “latentes” no seu consciente e só agora, quando o cansaço relaxa o policiamento e abole a censura, elas podem vir à tona. Para o artista, a situação é diferente. Mas também para ele pode ser importante que a razão e a reflexão não exerçam um controle tão rigoroso sobre aquilo que melhor pode se desenvolver espontânea, livre e inconscientemente. Posso contar uma fábula que ilustra muito bem o que estou dizendo?
— Claro!
— É uma fábula muito séria e muito triste.
— Pode começar.
— Era uma vez uma centopéia que sabia dançar excepcionalmente bem com suas cem perninhas. Quando ela dançava, os outros animais da floresta reuniam-se para vê-la e ficavam muito impressionados com sua arte. Só um bicho não gostava de assistir à dança da centopéia: uma tartaruga.
— Na certa porque tinha inveja.
— “Como será que eu posso conseguir fazer a centopéia parar de dançar?”, pensava ela. Ela não podia simplesmente dizer que a dança da centopéia não lhe agradava. E também não podia dizer que sabia dançar melhor que a centopéia, pois ninguém iria acreditar. Então ela começou a bolar um plano diabólico.
— Que plano era esse?
— A tartaruga pôs-se, então, a escrever uma carta endereçada à centopéia: “Oh, incomparável centopéia! Sou uma devota admiradora de sua dança singular e gostaria muito de saber como você faz para dançar. Você levanta primeiro a perna esquerda número 28 e depois a perna direita número 59, ou começa a dançar erguendo a perna direita número 26 e depois a perna esquerda número 49? Espero ansiosa por sua resposta. Cordiais saudações, a tartaruga”.
— Que coisa de doido!
— Quando a centopéia recebeu esta carta, refletiu pela primeira vez na sua vida sobre o que fazia de fato quando dançava. Que perna ela movia primeiro? E qual perna vinha depois? E você sabe, Sofia, o que aconteceu?
— Acho que a centopéia nunca mais dançou.
— Foi isso mesmo. E é exatamente isto que pode acontecer quando o pensamento sufoca a imaginação.
— É triste mesmo esta história.
— Para um artista, portanto, pode ser muito importante “se deixar levar”. Os surrealistas tentavam se aproveitar disso e buscavam um estado em que tudo parecia brotar espontaneamente. Eles sentavam-se à frente de uma folha de papel em branco e começavam a escrever, sem pensar no que estavam escrevendo. Era isto o que chamavam de escrita automática. Na verdade, a expressão vem do espiritismo, em que um “médium” acredita que o espírito de alguém que já morreu está dirigindo sua mão ao escrever… Mas acho melhor continuarmos falando amanhã sobre essas coisas.
— Tudo bem.
— O artista surrealista também é, de certa maneira, um médium. Ele é um médium de seu próprio subconsciente. Contudo, é possível que haja uma pontinha de inconsciente em todo processo criativo. Pois o que seria isto que chamamos de “criatividade”?
— Ser criativo não significa criar algo de novo e de único?
— Mais ou menos. E isto ocorre por meio de uma delicada interação entre imaginação e razão. Na maioria das vezes, a razão sufoca a imaginação; e isto é ruim, pois sem imaginação não é possível produzir nada de novo. Eu vejo a imaginação como um sistema darwinista.
— Desculpe, mas esta eu não entendi.
— O darwinismo explica que a natureza produz um mutante atrás do outro. Mas a natureza só precisa de alguns poucos desses mutantes. Só alguns poucos têm a chance de viver.
— E então?
— O mesmo acontece quando pensamos, quando estamos inspirados e temos muitas e novas idéias. Nesse caso, nossa cabeça produz um “pensamento mutante” atrás do outro. Quer dizer, isto se nós não nos impusermos uma censura muito severa. Acontece que só vamos usar realmente alguns desses pensamentos. E é aqui que entra a razão, pois ela também tem uma função importante. Quando temos sobre a mesa o resultado da pesca, não podemos esquecer de escolher os peixes.
— Esta é uma ótima comparação.
— Imagine se tudo o que nos “ocorre”, se cada lampejo de pensamento tivesse autorização para sair da nossa boca! Ou então para saltar do bloco de apontamentos ou sair das gavetas da escrivaninha! O mundo se afogaria bem depressa num mar de idéias e lembranças casuais. E não haveria uma “seleção”, Sofia.
— E a razão escolhe as melhores entre todas as idéias e lembranças?
— Sim, ou você não acha? A imaginação pode criar coisas novas, mas não é ela que realmente escolhe. Não é a imaginação que “compõe”. Uma composição, e toda obra de arte é uma composição, surge de uma admirável interação entre imaginação e razão, ou entre sentimentos e pensamentos. O processo artístico tem sempre um elemento de casualidade. Em certa fase pode ser importante não represar essas idéias e lembranças casuais. As ovelhas precisam ser soltas primeiro para só depois o pastor poder vigiá-las.
(…)
*Naturalismo: Corrente ou estilo literário e artístico que busca reproduzir os fatos observáveis sem pré-julgamentos morais ou estéticos. Surgido na França nas últimas décadas do século XIX. (©Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda.)
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FONTE: http://br.geocities.com/mcrost08/o_mundo_de_sofia_31.htm


quarta-feira, 21 de maio de 2008

Aprendendo

"Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar a alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se,e que companhia nem sempre significa segurança. E começa aprender que beijos não são contratos, e que presentes não são promessas. E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e os olhos adiante, com graça de um adulto e não a tristeza de uma criança. E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair meio em vão."
"Depois de algum tempo, você aprende que o sol queima, se ficar a ele exposto por muito tempo. E aprende que, não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... E aceita que, não importam quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo (a) de vez em quando, e você precisa perdoa-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais. Descobre que leva-se anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá para o resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer, mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprende que não temos que mudar de amigos, se compreendermos que os amigos mudam. Percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com que você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso, devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos."
"Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm muita influência sobre nós, mas que nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que você pode ser. Descobre que leva muito tempo para se chegar aonde está indo, mas que, se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve. Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e não importa quão delicada e
frágil seja uma situação, sempre existem dois lados."
"Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer,enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática.Descobre que algumas vezes, a pessoa que você espera que o chute, quando você cai, é uma das poucas pessoas que o
ajudam a levantar-se. Aprende que a maturidade tem mais a ver com tipos de experiências que se teve e o que se aprendeu com elas, do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais de seus pais em você do que você supunha. Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes, e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso. Aprende que quando está com raiva, tem direito de estar com raiva, mas isso não lhe dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama mais do jeito que você quer não significa que esse alguém não o ame com todas as forças, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso. Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, e que algumas vezes, você tem que aprender a perdoar a si mesmo."
"E que, com a mesma severidade com que julga, será em algum momento condenado. Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára, para que você junte seus cacos. Aprende que o tempo não é algo que se possa voltar para trás. Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores. E você aprende realmente que pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir mais longe, depois de pensar que não pode mais. E que realmente a vida tem valor diante da vida !!!"

Shakespeare

terça-feira, 20 de maio de 2008

As Psicat's!

Que turma linda, hein?!

=)

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Folha sabatina Contardo Calligaris

da Folha de S.Paulo

18/05/2008

A Folha sabatina depois de amanhã (terça-feira) o psicanalista Contardo Calligaris, colunista do jornal. As inscrições para participar do evento já estão encerradas.
A sabatina será realizada das 11h às 13h no Teatro Folha (shopping Pátio Higienópolis, avenida Higienópolis, 618, 2º piso, São Paulo). Calligaris será entrevistado por Marcos Augusto Gonçalves (editor licenciado da Ilustrada), Cleusa Turra (diretora de revistas da Folha), Marcos Flamínio Peres (editor do Mais!) e Ivan Finotti (editor do Folhateen).
Autor de diversos livros clínicos, Calligaris lançou neste ano sua primeira obra de ficção: "O Conto do Amor" (Companhia das Letras, 2008). O romance narra a história de um italiano que vive em Nova York e decide voltar para seu país de origem para "decifrar" uma conversa que teve com o pai, pouco antes de ele morrer.
Colunista da Folha desde 1999, o italiano Contardo Calligaris nasceu em Milão, em 1948. Estudou em Genebra e Paris antes de se mudar para o Brasil, em 1985.
Calligaris obteve doutorado em psicopatologia clínica pela Université de Provence (França), onde defendeu a tese "A Paixão de Ser Instrumento", um estudo sobre a personalidade burocrática. Já foi professor da Universidade da Califórnia, em Berkeley, na cadeira de antropologia médica, e professor de estudos culturais na New School University de Nova York.
Ele será o terceiro entrevistado no ciclo de sabatinas da Folha neste ano. Antes, foram sabatinados o ministro da Educação, Fernando Haddad, e o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE).

Reverência ao destino

Falar é completamente fácil, quando se tem palavras em mente que expressem sua opinião.
Difícil é expressar por gestos e atitudes o que realmente queremos dizer, o quanto queremos dizer, antes que a pessoa se vá.

Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias.
Difícil é encontrar e refletir sobre os seus erros, ou tentar fazer diferente algo que já fez muito errado.

Fácil é ser colega, fazer companhia a alguém, dizer o que ele deseja ouvir.
Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer sempre a verdade quando for preciso.E com confiança no que diz.

Fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre esta situação.
Difícil é vivenciar esta situação e saber o que fazer ou ter coragem pra fazer.

Fácil é demonstrar raiva e impaciência quando algo o deixa irritado.
Difícil é expressar o seu amor a alguém que realmente te conhece, te respeita e te entende.E é assim que perdemos pessoas especiais.

Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar.
Difícil é mentir para o nosso coração.

Fácil é ver o que queremos enxergar.
Difícil é saber que nos iludimos com o que achávamos ter visto.Admitir que nos deixamos levar, mais uma vez, isso é difícil.

Fácil é dizer "oi" ou "como vai?"
Difícil é dizer "adeus", principalmente quando somos culpados pela partida de alguém de nossas vidas...

Fácil é abraçar, apertar as mãos, beijar de olhos fechados.
Difícil é sentir a energia que é transmitida.Aquela que toma conta do corpo como uma corrente elétrica quando tocamos a pessoa certa.

Fácil é querer ser amado.
Difícil é amar completamente só.Amar de verdade, sem ter medo de viver, sem ter medo do depois. Amar e se entregar, e aprender a dar valor somente a quem te ama.

Fácil é ouvir a música que toca.
Difícil é ouvir a sua consciência, acenando o tempo todo, mostrando nossas escolhas erradas.

Fácil é ditar regras.
Difícil é seguí-las.Ter a noção exata de nossas próprias vidas, ao invés de ter noção das vidas dos outros.

Fácil é perguntar o que deseja saber.
Difícil é estar preparado para escutar esta resposta ou querer entender a resposta.

Fácil é chorar ou sorrir quando der vontade.
Difícil é sorrir com vontade de chorar ou chorar de rir, de alegria.

Fácil é dar um beijo.
Difícil é entregar a alma, sinceramente, por inteiro.

Fácil é sair com várias pessoas ao longo da vida.
Difícil é entender que pouquíssimas delas vão te aceitar como você é e te fazer feliz por inteiro.

Fácil é ocupar um lugar na caderneta telefônica.
Difícil é ocupar o coração de alguém, saber que se é realmente amado.

Fácil é sonhar todas as noites.
Difícil é lutar por um sonho.

Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata.

Carlos Drummond de Andrade

domingo, 18 de maio de 2008

ATC-O NO CIC

Na terça-feira nossa aula de ATC_O será um pouco diferente. Ela será no CIC. Temos que estar lá: entre 15hs e 15:30 hs.
*O trabalho não é para entregar nessa terça.

GABI

sábado, 17 de maio de 2008

Festa Junina *VOTE 21*

Bem pessoal! Só vou avisar, caso isto mude o percurso da votação do dia da festa!!!!
EU NÃO VOU PODER IRRRRRRRRRRRR!!!! SE FOR NO DIA 7/6!!!!!!
PQ É A FESTA JUNINA DO JOÃO VITORRRRRRR!!!!! :(
E AGORA!!!!?????? VOTEM PARA A TERCEIRA SEMANA QUEM QUER QUE EU PARTICIPE!!!!!!!! BUAAAAAAA
*vão lá na enquete e alterem a data!!!!hehehe
bjinhos :)
Katia

Sou a Miss Imperfeita , e daí ?

Por *Martha Medeiros
'Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes. Sou a Miss Imperfeita, muito prazer. Uma imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado três vezes por semana, decido o cardápio das refeições, levo os filhos no colégio e busco, almoço com eles, estudo com eles, telefono para minha mãe todas as noites, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e-mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos, participo de eventos e reuniões ligados à minha profissão e ainda faço escova toda semana - e as unhas! E, entre uma coisa e outra, leio livros. Portanto, sou ocupada, mas não uma workaholic. Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres. Primeiro: a dizer NÃO. Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO. Culpa por nada, aliás.Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero. Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros. Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho. Você não é Nossa Senhora. Você é, humildemente, uma mulher. E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-byeVida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável. É Ter tempo. Tempo para fazer nada. Tempo para fazer tudo. Tempo para dançar sozinha na sala. Tempo para bisbilhotar uma loja de discos. Tempo para sumir dois dias com seu amor. Três dias. Cinco dias! Tempo para uma massagem.. Tempo para ver a novela. Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza. Tempo para fazer um trabalho voluntário. Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto. Tempo para conhecer outras pessoas. Voltar a estudar. Para engravidar. Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado. Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir. Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossaCaixa postal. Existir, a que será que se destina? Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra. A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem. Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si. Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo! Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente. Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir. Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.. Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C. Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores. E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante'.

Um abraço... com todas as letras...

sancorpore

Olá turma se quiserem nos conhecer melhor é so dar uma olhadinha no site da academia http://www.sancorpore.com.br/

Plantas Antioxidantes: Elas previnem o envelhecimento

Por: Luiz Carlos Leme Franco*

Há mais de três milhões de anos um acaso evolutivo do seu metabolismo fez as algas verdes/azuis começarem a liberar oxigênio, que subira da superfície das águas e se acumulou na mais alta atmosfera em forma de 03.Isso formou uma camada protetora contra raios ultravioletas do Sol, propiciando que os seres do mundo subaquático, onde a incidência desta energia letal era pequena, conquistassem a superfície da Terra.Este gás oxigênio, em todas as suas formas, tornou possível a expansão da vida no planeta porque permitiu, além da proteção às radiações, uma grandiosa eficiência metabólica com produção maior e mais rápida de energia que a fotossíntese. Este gás que se tornou extremamente necessário à vida é bastante tóxico e os organismos tiveram que sofrer uma grande adaptação bioquímica para conviver com ele.
Hoje, a sua taxa na atmosfera é estável, em torno de 21 %, e se o índice fosse maior que 25% haveria no planeta enormes incêndios, porque ele é altamente inflamável. Se, por outro lado, baixar de 15% o fluxo deste gás na cadeia energética das atuais mitocôndrias não se daria de modo satisfatório. Para manter este "quantum" nesta faixa, as plantas contribuem ainda com a sua fotossíntese e os demais organismos se adaptaram para destruir o excesso de oxigênio que a própria cadeia produz como radicais livres. Altamente reativos, eles destroem outros elementos com o objetivo de adquirir elétrons para se neutralizarem (embora a grande maioria destas reações ocorram com o oxigênio, não é exclusivo dele), reduzindo-se então, e oxidando os elementos que são forçados a ceder os elétrons faltantes. Daí serem oxidantes. Os elementos oxidados necessitam, por sua vez, de elétrons e a cadeia caminha desordenando células, tecidos, órgãos, sistemas que são obrigados a, mesmo sem poderem, ceder seus elétrons.
Assim, os seres que sobrevivem às custas deste mecanismo perigoso, se não controlado, adaptaram-se e contam com mecanismos antioxidantes para coibir isto, antes que este oxigênio, em suas formas reativas destrua o próprio organismo.A poluição, a fumaça, o cigarro, o estresse, o corte indiscriminado de vegetais estão contribuindo para que o sistema entre em falência porque os organismos não conseguem mais, sozinhos, inibir esta oxidação, através das substâncias que produzem, como as enzimas dismutase superóxida, peroxidase glutationa e catalase. Assim os organismos precisam de auxílio externo, proporcionado pelas vitaminas, principalmente as A, C e E, os flavonóides, os carotenos (e carotenóides = xantofilas) e pelos minerais como o selênio e o germânio, por exemplo.Estes elementos que o organismo não tem em sua dispensa, ou os tem pouquíssimo, devem ser obtidos via alimentação, como preceituam a medicina naturalista, a trofoterapia, a medicina ortomolecular e a fitoterapia, já que as plantas são as grandes fontes destas substâncias.
Trabalhando com as vitaminas e minerais citados como exemplo, temos o seguinte:
VITAMINA A - um grupo de compostos lipossolúveis e, portanto, acumuláveis nos corpos, pode ser disponível ao organismo sob a forma de retinóides, provenientes de alimentos de origem animal e de carotenóides, de origem vegetal, que na verdade é um precursor da vitamina A, só se transformando nela conforme a necessidade orgânica. Por esta propriedade os carotenóides não são tóxicos, como a vitamina já formada, retinóides de origem animal e que são cumuláveis. É essencial para a função sensível da retina, para o crescimento e para a manutenção dos epitélios. Também aumenta o poder do sistema imunológico e é grande antioxidante por absorver a energia da espécie ativa do oxigênio chamada singlet, talvez a mais ávida por elétrons. Ajuda a recompor a vitamina C desgastada em alguns processos metabólicos, é também grande antioxidante.Pode ser conseguida, por meio de pró-vitamina A nas plantas:
alfafa (Medicago sativa L),
alcachofra (Cynara scolymus L),
abacateiro (Persea gratissima Gaertn),
urucum (Bixa orellana L,B. arborea Hubr),
trigo(gérmen) (Triticum sativum Lank)
Spirulina maxima,
urtigas (U. dioica L ou U. urens e U. pilulifera).
O abacateiro, o alho (Allium sativum L), o sabugueiro (Sambucus nigra L), a malva (M. sylvestris L), a pfáfia (Pfaffia sp), as urtigas, o dente-de-leão (Taraxacum off. Weber), a videira (Vitis vinifera), o albicoco (Prunus armeniaca L)) e as algas Macrocystis pyrifera têm vitamina A.
VITAMINA C - Também conhecida como ácido ascórbico é indispensável à manutenção das cartilagens, dentes, veias, artérias e capilares. Atua beneficamente nas glândulas e na pele, pigmentando-a; auxilia o fígado na formação do glicogênio, colabora na absorção dos hidratos de carbono, e trabalha o sistema respiratório, principalmente aí, e como antiinflamatória atuando como grande antioxidante.Acha-se presente nas medicinais:
alfafa (Medicago sativa L),
rosas (norueguesa é melhor, mas também na mosqueta rubiginosa, syn. canina L),
mirtilo (Vaccinium myrtillus),
agrimônia (A. eupatoria),
urucum (Bixa orellana)
cavalinha (Equisetum arvense L),
alecrim (Rosmarinus officinalis.),
babosa (Aloe vera L, Aloe vulgar Lank, Aloe barbadensis Miller),
bétula (B. alba),
capuchinha (Tropaeolumm majus L),
dente-de-leão (Taraxacum officinalis. Weber),
borragem (Borago officinalis L) tem 0,04%,
camomilas (Matricaria chamomilla L é um bom exemplo),
pfáfia (Pfaffia sp),
ulmária (Spiraea u. L. Filipendula u.(L)M),
castanha-da-índia (Aesculus hippocastannus L) e do Pará (Bertholletia excelsa Humb. et Bonpi),
hibiscus (H. sabdariffa D. C.),
hipérico/hipericão (Hypericum perforatum L),
losnas (v.g. Artemisia absinthium L),
quebra-pedra (Phyllantus niruri L= 0,4%),
crataegus (C.oxyacantha),
dróseras (D. rotudifolia,intermedia e longifolia),
malva (M. sylvestris L),
hortelã-pimenta (Mentha piperita L),
cavalinha (Equisetum arvense L),
sabugueiro (Sambucus nigra L),
ginseng coreano (Panax gingeng C. A. Meyer),
celidônia (Chelidonium majus- pequena quantidade),
urtigas (U. dioica L ou U. urens e U. pilulifera),
tanchagem (Plantago maior L),
videira (Vitis vinifera),
tília (T. cordata Mill),
algas Macrocystis pyrifera
e muitas ervas usadas como alimentos.
VITAMINA E - também conhecida como (alfa)tocoferol tem como principal ação regularizar a reprodução, combatendo esterilidades e evitando abortos, além de normalizar gestações. Exerce, junto com a vitamina A, importante ação antioxidante ao inibir a peroxidação lipídica. Age na cicatrização e se peroxida quando é antioxidante. Atua bem nos processos inflamatórios. Regenera-se em presença de vitaminas C, B2 e A. Entre muitas outras ações retarda o envelhecimento por nos proteger da poluição do ar. Onde encontrar:
abacateiro (Persea americana Mill, syn Laurus persea L=Persea gratissima de Gaertn),
alfafa (Medicago sativa L),
pfáfia (Pfaffia sp),
trigo (Triticum sativum Lank),
castanha-do-pará (Bertholletia excelsa Humb. et Bonpi),
algas Macrocystis pyrifera,
o alimentício agrião (Nasturtium off),
as castanha-do-pará e de caju, nozes e pistache são recursos a serem usados em sua falta.
GERMÂNIO - Abundante na natureza, parece nos ser útil apenas pela sugestão de estudos há pouco realizados (de Kazuhito Asai e outros mais recentes) que indicam o seu componente orgânico Ge-132, como estimulante da imunidade e da destruição de radicais livres do oxigênio. Russos o estudam como antitumorais. Plantas medicinais que o fornecem:
Fucus vesiculosus,
Fucus crispus,
ginseng coreano (Panax gingeng),
babosa (Aloe vera L)
alho (Allium sativum L)
SELÊNIO - As substituições de células envelhecidas por novas, processo que ocorre com freqüência em nosso organismo, depende de Ácido Desoxirribonucleico e Ribonucleico e podem ser retardadas por oxidações em excesso. O selênio, antioxidante que reduz a oxidação de pontes sulfídricas das proteínas e na desnaturação do colágeno, trabalha aí. É tido como notável protetor do coração. Há evidências de bom uso na Síndrome da Imunodeficiência Adquirida – Aids - (o Selênio é um elemento chave no sistema imunológico). Onde encontrar: ]
alho (Allium sativum L),
cebola (Allium sepa),
cogumelo (champions e outros),
levedura de cerveja (Saccharomyces cerevisiae),
castanha-do-pará,
alguns cereais integrais
Além das plantas antioxidantes citadas por possuir as vitaminas e minerais acima, há muitas que agem como tal por possuir enzimas, flavonóides ou outras substâncias não interessantes ao nosso trabalho de agora. De exemplo citamos o arroz integral que tem radical anti hidroxila e antiradical superóxido; o boldo e o açafrão que bloqueiam a peroxidação lipídica.
Para saber mais:Alimentação Naturista, de Dieno Castanho - Alvorada, SP,1983.Alimentos que Curam, de Miriam Polunin - Marco Zero, SP,1997.Atividade física e radical livre, de Prof. José Luiz e Sérgio Signorini - ícone, SP,1993.Revista Consumidor S.A. pág 8-12 - Saúde garantida ou dinheiro perdido, s.a. - IDEC, SP. set 1995. Dicas de Alimentos e Plantas para a Saúde, de Dr. Sérgio Augusto Teixeira-ediouro, RJ,1973 Dicionário de Vitaminas, de Leonard Mervyn - ground, SP,1990.Earl Mindell’s Vitamine Biblle s.a., EUA s.d.As fórmulas mágicas das plantas, de Alexandros Spyros Botsaris - nova era, RJ, 1997.O poder das plantas, s.a. - claret, SP, 1995.O poder das vitaminas, s.a. - claret, SP, s.d.Revista da Assoc. Paulista de Medicina e Cirurgia - radicais livres, dr Pedro Fernandes Lara - APMC, n 119, páginas 33-49, SP,1992.Revista de Oxidologia, vários autores e números, AMBO, SP,1997,1998.Revista da Soc. Brasil. de Radicais Livres , vários autores e números, SMBRL, SP.Saúde (revista)- Medicina Ortomolecular- ano l n. 1, , s.a. - s.e. s.l., maio/95.Suplementos Nutricionais, de Dr. Márcio Bontempo - best-seller,SP,1997.The New England Journal de Medicine, de John G. Bieri et all - Vol 508, n.18, may,1983.Vida e Saúde,-pág 4-7-O perigo das megadoses-de Winston Craig- Adventista, SP,out 1994.Vitamins & Minerals s.a - Consumer Guide, EUA, March 1989.Vitamins & Minerals s.a - Consumer Guide, EUA, March 1989.Vitaminas, de Dr. Art Ulene, Dra.Val Ulene - eko, Blumenau, SC, 1995.

Luiz Carlos Leme Franco (lemefranco@netpar.com.br) é médico fitoterapeuta e professor de fitoterapia.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Texto de Arnaldo Jabor sobre o MSN

*Arnaldo Jabor
Sempre odiei o que a maioria das pessoas fazem com os seus MSN's.Não estou falando desta vez dos emoticons insuportáveis que transformaram a leitura em um jogo de decodificação, mas as declarações de amor, saudades, empolgação traduzidas através do nick.O espaço 'nome' foi criado pela Microsoft para que você digite O NOME que lhe foi dado no batismo. Assim seus amigos aparecem de forma ordenada e você não tem que ficar clicando em cima dos mesmos pra descobrir que 'Vendo Abadá do Chiclete e Ivete' é na verdade Tiago Carvalho, ou 'Ainda te amo Pedro Henrique' é o MSN de Marcela Cordeiro. Mas a melhor parte da brincadeira é que normalmente o nick diz muito sobre o estado de espírito e perfil da pessoa. Portanto, toda vez que você encontrar um nick desses por aí, pare para analisar que você já saberá tudo sobre a pessoa...'A-M-I-G-A-S o fim de semana foi perfeito!!!' acabou de entrar. Essa com certeza, assim como as amigas piriguetes (perigosas), terminou o namoro e está encalhadona. Uma semana antes estava com o nick 'O fim de semana promete'. Quer mostrar pro ex e pros peguetes (perigosos) que tem vida própria, mas a única coisa que fez no fim de semana foi encher o rabo de Balalaika, Baikal e Velho Barreiro e beijar umas bocas repetidas.O pior é que você conhece o casal e está no meio desse 'tiroteio', já que o ex dela é também conhecido seu, entra com o nick 'Hoje tem mais balada!', tentando impressionar seus amigos e amigas e as novas presas de sua mira, de que sua vida está mais do que movimentada, além de tentar fazer raiva na ex.
'Polly em NY' acabou de entrar. Essa com certeza quer que todos saibam que ela está em uma viagem bacana. Tanto que em breve colocará uma foto da 5ª Avenida no Orkut com a legenda 'Eu em Nova York'. Por que ninguém bota no Orkut foto de uma viagem feita a Praia-Grande - SP ?'Quando Deus te desenhou ele tava namorando' acabou de entrar. Essa pessoa provavelmente não tem nenhuma criatividade, gosto musical e interesse por cultura. Só ouve o que está na moda e mais tocada nas paradas de sucesso. Normalmente coloca trechos como 'Diga que valeuuu' ou 'O Asa Arreia' na época do carnaval.Por que a vida faz isso comigo?' acabou de entrar. Quando essa pessoa entrar bloqueie imediatamente. Está depressiva porque tomou um pé na bunda e irá te chamar pra ficar falando sobre o ex.' Maria Paula ocupada prá c** ' acabou de entrar. Se está ocupada prá c**, por que entrou cara-pálida? Sempre que vir uma pessoa dessas entrar, puxe papo só pra resenhar; ela não vai resistir à janelinha azul piscando na telinha e vai mandar o trabalho pro espaço. Com certeza.'Paulão, quero você acima de tudo' acabou de entrar. Se ama compre um apartamento e vá morar com ele. Uma dica: Mulher adora disputar com as amigas. Quanto mais você mostrar que o tal do Paulão é tudo de bom, maiores são as chances de você ter o olho furado pelas sua amigas piriguetes (perigosas).'Marizinha no banho' acabou de entrar. Essa não consegue mais desgrudar do MSN. Até quando vai beber água troca seu nick para 'Marizinha bebendo água'. Ganhou do pai um laptop pra usar enquanto estiver no banheiro, mas nunca tem coragem de colocar o nick 'Marizinha matriculando o moleque na natação'.' < . ººº< . ººº< / @ e $ $ ! - @ >ªªª . >ªªª >' acabou de entrar. Essa aí acha que seu nome é o Código da Vinci pronto a ser decodificado. Cuidado ao conversar: ela pode dizer 'q vc eh mtu déixxx, q gosta di vc mtuXXX, ti mandá um bjuXX'.'Galinha que persegue pato morre afogada' acabou de entrar. Essa ai tomou um zig e está doida pra dar uma coça na piriguete que tá dando em cima do seu ex. Quando está de bem com a vida, costuma usar outros nicks-provérbios de Dalai Lama, Lair de Souza e cia.'VENDO ingressos para a Chopada, Camarote Vivo Festival de Verão, ABADÁ DO EVA, Bonfim Light, bate-volta da vaquejada de Serrinha e LP' acabou de entrar. Essa pessoa está desesperada pra ganhar um dinheiro extra e acha que a janelinha de 200 x 115 pixels que sobe no meu computador é espaço publicitário.'Me pegue pelos cabelos, sinta meu cheiro, me jogue pelo ar, me leve pro seu banheiro...' acabou de entrar. Sempre usa um provérbio, trecho de música ou nick sedutores. Adora usar trechos de funk ou pagode com duplo sentido. Está há 6 meses sem dar um tapa na macaca e está doida prá arrumar alguém pra fazer o servicinho. 'Danny Bananinha' acabou de entrar. Quer de qualquer jeito emplacar um apelido para si própria, mas todos insistem em lhe chamar de Melecão, sua alcunha de escola. Adora se comparar a celebridades gostosas, botar fotos tiradas por si mesma no espelho com os peitos saindo da blusa rosa. Quer ser famosa. Mas não chegará nem a figurante do Linha Direta.Bom é isso, se quiserem escrever alguma mensagem, declaração ou qualquer coisa do tipo, tem o campo certo em opções 'digitem uma mensagem pessoal para que seus contatos a vejam' ou melhor, fica bem embaixo do campo do nome!! Vamos facilitar!!!!

terça-feira, 13 de maio de 2008

CURSO

Oie!
Bom, quero convidar todo mundo, para participar de um curso sobre o desenvolvimento da mente e da filosofia.
O curso tem duração de 1 semana, e acontecerá do dia 02/06 (seg) ao dia 08/06 (dom).
do dia 2 ao dia 6 à noite (8:30 às 10:30h), dia 7 a tarde (2:00 às 4:00h) e dia 8 de manhã (9:00 às 11:00h).
Investimento: R$ 450,00 que poderá ser parcelado em 3x.
Vantagem: você paga 1 vez só e pode repetir o curso quantas vezes você quiser.
Caso não goste do curso o dinheiro é devolvido.
Instituição: PRÓ-VIDA
Sede: rua São Pedro, n 411
Bairro:estreito
Florianópolis, SC
Esse curso também é dado em outras cidades do país, assim como na Argentina, Chile, Portugal, Espanha e Itália.
O curso começou aqui no Brasil, mais precisamente em São Paulo com o psicanalista Dr. Celso Charuri
Haverá uma entrevista para os interessados nos dias 17 e 18 de maio (final de semana) na sede.
Qualquer dúvida falar comigo =D .
É isso. o curso vale muito a pena (na minha opinião), afinal, nada melhor do que um investimento em você próprio.
conto com você.


PS. no final vc ganha um certificado, o q tbm pd valer para ATC livre, e ai saum varias horas neh, 1 semana!

Psicologia e Ensino Médio

Veja as razões da Psicologia para formação do cidadão no Ensino Médio
1-A Psicologia, enquanto ciência, apresenta um conjunto de teorias e estudos contemporâneos voltados para uma formação humanizadora do jovem.
2- Os estudos da Psicologia permitem uma relevante leitura das relações sociais e culturais na constituição dos sujeitos sociais.
3- A Psicologia possibilita que o jovem compreenda os fatores constitutivos da subjetividade humana, do desenvolvimento da personalidade, da vida comunitária e das novas organizações familiares.
4- A Psicologia tem contribuições específicas a dar como disciplina ao discutir temas como direitos humanos, humilhação social, preconceitos, processos de desenvolvimento e da aprendizagem.
5- A Psicologia utiliza-se de metodologias interativas e compreensivas de maneira a permitir que os conteúdos tenham sentido e significado para o aluno que deles se apropria.
6- A Psicologia possibilita o uso de estratégias de aprendizagem e de auto-monitoramento do estudo cujo objetivo é o desenvolvimento de autonomia e da aprendizagem auto-regulada.
7-O número de professores licenciados no Brasil, habilitados para ministrar a Psicologia, é suficiente para atender à demanda das escolas de Ensino Médio do País.
8-A Psicologia contribui de forma direta para a concretização dos objetivos do ensino médio estabelecidos pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional-LDB favorecendo a construção de sujeitos autônomos e democráticos.
Apóie esta luta! Manifeste seu apoio convocando os parlamentares do nosso estado a lutarem pela aprovação da inclusão da Psicologia como disciplina obrigatória do ensino médio. Envie uma mensagem aos deputados e senadores por intermédio do site do Conselho Federal de Psicologia
clicando aqui:
http://www.pol.org.br/main/oito_motivos.cfm
Aos aniversáriantes do mês!!!!

Hoje é um dia todo especial...
Hoje é o seu aniversário
Um dia em que você dá mais um passo
Para novos caminhos e conquistas,

Um dia marcante em sua coração.
Saiba que você é uma boa parte da minha vida
A parte de alegrias.
Você me ajudou a sorrir

E hoje desejo não só um sorriso seu Mas um grito de felicidade.
Desejo que você

Ainda dê muitos passos
E conquiste seus objetivos,
Pois capacidade para isso
Não lhe falta.
E que você tenha sempre

A felicidade em seu olhar
Não só neste diaMas em toda sua vida.
E é com todo carinho e sinceridade Que eu te digo:
Parabéns Meu Amigo!!!

domingo, 11 de maio de 2008

sábado, 10 de maio de 2008

Também há coisas interessantes no you tube.

Caros colegas de curso, eis que esta semana encontrei vídeos muito interessantes no you tube sobre as idéias de Skinner.
Se tiverem interesse. abaixo, estão os links.

Bom final de semana a todos!!!
Atenciosamente, Jaqueline Bulin.



http://www.youtube.com/watch?v=iPZdg1S1nL8&eurl=http://psicologiaexperimental.blogs.sapo.pt/877.html

http://www.youtube.com/watch?v=9XumLBjBCaQ&eurl=http://psicologiaexperimental.blogs.sapo.pt/877.html

quinta-feira, 8 de maio de 2008

AMIZADE

...........O Pequeno Príncipe*

Andando, o principezinho encontrou um jardim cheio de rosas. Contemplou-as...eram todas iguais à sua flor.E deitado na relva, ele chorou...E foi então que apareceu a raposa.
- Vem brincar comigo, propôs o principezinho. Estou tão triste...
- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. Não me cativaram ainda.
- Que quer dizer "cativar" ?
- É uma coisa muito esquecida. Significa criar laços...Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. Eu não tenho necessidade de ti e tu não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas se tu me cativas, teremos necessidade um do outro. Serás para mim, único no mundo. E eu serei para ti, única no mundo. Minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. O teu passo me chamará para fora da toca, como se fosse música. A gente só conhece bem as coisas que cativou.
- Que é preciso fazer? perguntou o principezinho.
- É preciso ser paciente. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal- entendidos. Cada dia te sentarás mais perto...Se tu vens por exemplo, às quatro da tarde, desde às três, eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade!Assim o principezinho cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:
- Ah! Eu vou chorar...a gente corre o risco de chorar um pouco, quando se deixou cativar. E acrescentou:
- Vai rever as rosas. Tu compreenderás que a tua, é a única no mundo. É simples, o segredo: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos. Foi o tempo que perdeste com tua rosa, que fez tua rosa tão importante. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa...
- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar...
" Os homens do teu planeta, disse o principezinho, cultivam cinco mil rosas num mesmo jardim...e nunca encontram o que procuram...E no entanto, o que eles buscam poderia ser achado numa só rosa, ou num pouquinho d'água...Mas os olhos são cegos. É preciso buscar com o coração..."
(Antoine De Saint- Exupéry)


O texto (Amigos) postado pela colega Iara, logo abaixo, me fez relembrar os momentos da minha vida com os amigos, e principalmente o hoje! Dia de meu aniversário!Eu sei da importância de se ter e valorizar os amigos...hoje eu tive mais uma prova disto!!!!! Porque não estava bem para comemorar meu aniversário, mas foram tantas palavras de carinho e amizade, mesmo dáqueles que estão entrando na minha vida agora (vocês), quanto os meus antigos e grandes amigos de caminhada! Se não fossem por eles, não sei como estaria com a ausência de meu pai! Foi a força deles que me impulsionou para frente e me levou em seus colos quando tive sem pernas para continuar! Agradeço todos...e digo, e repito, "são os amigos, nosso grande tesouro"! Cative! Pois tu te tornas eternamente responsável por aquele que cativares...cuide dele com carinho...cultive...e acima de tudo: ame!!!

Katia Mafra

SEPE

Já está disponível!

EXPOSIÇÃO CORPO HUMANO

Como o Prof. Adriano falou é barbaro!!!!
Não percam!!!!


FONTE: http://www.youtube.com/watch?v=A3mYgbUaxJw&NR=1

Amigos

Um dia a maioria de nós irá se separar. Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, as descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que compartilhamos. Saudades até dos momentos de lágrimas da angústia, das vésperas de finais de semana, de finais de ano, enfim... Do companheirismo vivido.

Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre. Hoje não tenho mais tanta certeza disso. Em breve, cada um vai pro seu lado, seja pelo destino, ou por algum desentendimento, segue a vida, talvez continuemos a nos encontrar quem sabe... Nos recados trocados.

Podemos nos telefonar, conversar algumas bobagens... Aí os dias vão passar, meses... anos... até esse contato tornar-se cada vez mais raro.

Vamos nos perder no tempo... Um dia nossos filhos verão aquelas fotografias e perguntarão: Quem são aquelas pessoas? Diremos... que eram nossos amigos, ... E isso vai doer tanto! Foram meus amigos, foi com eles que vivi os melhores anos da minha vida! A saudade vai apertar bem dentro do peito. Vai dar uma vontade de ligar, e ouvir aquelas vozes novamente... Quando o nosso grupo estiver entre lágrimas, nos abraçaremos. Faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante. Por fim, vai cada um para o seu lado para continuar a viver a sua vida isolado do passado, e nos perderemos no tempo.

Por isso fica aqui o pedido desse humilde amigo: Não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades seja a causa de grandes tempestades...

Eu poderia suportar, porém não sem dores, que morressem todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Ilusão ou verdade

Confira o texto extra do Especial de Psicanálise e Filosofia: O caminho entre imagem simbólica e objeto despido de duplicidade aglutinando questões sobre arte e estética da psicanálise

Por Gilson Iannini *

A primeira pergunta que precisa ser feita a fim de abordar o problema das relações entre psicanálise e estética é a seguinte. Com que direito, ou a que título, ou ainda com que credenciais a psicanálise se investe da tarefa de emitir juízos sobre a arte e sobre os artistas? Esta primeira pergunta imediatamente se desdobra em outras. Até que ponto uma teoria do inconsciente psíquico está em condições de extrapolar seu campo primeiro de aplicação e se enveredar pelos teatros, museus, salas de concerto, bienais etc? Sendo uma disciplina eminentemente clínica, não corremos o risco de transformar a psicanálise numa visão de mundo, num sistema totalizante capaz de decifrar o sentido de tudo o que se apresente diante do olhar suspeito e da escuta atenta do psicanalista? Para dizer com todas as letras: há uma estética da psicanálise?
São bem conhecidas as incursões de Freud nos diversos domínios da arte, desde o teatro e a literatura até as artes plásticas. Comecemos por seu interesse pela tragédia clássica grega. Um conceito como o de "complexo de Édipo", que qualquer pessoa medianamente informada sabe mais ou menos o que quer dizer, é o resultado mais evidente da aproximação entre a psicanálise e o teatro grego. Mas o resultado destas incursões, à primeira vista, repercute muito mais vivamente no campo da ética do que na estética. Trata-se muito mais de fornecer coordenadas acerca da relação do desejo às normas éticas, do que de analisar a tragédia de Édipo sobre o prisma dos efeitos poéticos que ela ocasiona.
Evidentemente, um leitor da "Poética" de Aristóteles, poderia exclamar em alto e bom tom que os efeitos trágicos da peça não são desvinculados de seus recursos estético-formais. Por exemplo, a correta condução dos acontecimentos de acordo com certas leis poéticas é condição necessária para gerar terror e piedade no espectador e, conseqüentemente, atingir o efeito catártico almejado. Mas não são estas as preocupações primárias de Freud. Ele está interessado muito mais em descrever uma certa dinâmica da economia libidinal e psíquica que determina as relações triangulares com que a criança se depara, quando se trata de constituir-se como sujeito de desejo frente a estas primeiras figuras da alteridade, que são a mãe e o pai.
Tudo indica que não é aqui que encontraremos, pois, uma maneira de falar das relações entre psicanálise e estética. Para tanto, será preciso esperar a contribuição específica de Lacan, psicanalista francês que é responsável pela maior renovação da psicanálise freudiana (inclusive em termos de sua propagação entre nós). Ao abordar a ética da psicanálise em 1959-1960, o psicanalista francês vai colocar em relevo a dimensão estética da tragédia.
O mesmo se passa no terreno da literatura de língua alemã, onde Freud privilegia Schiller, Goethe e Heine, como interlocutores de maior monta. Em muitos momentos, trechos destes autores ilustram conceitos e/ou arejam a argumentação às vezes demasiado árida. Mas, sobretudo, cumprem a importante função de fornecer um ponto de apoio quando as longas cadeias de raciocínio parecem se esgotar diante de impasses teóricos e conceituais. Só isso já seria suficiente para demonstrar a importância prática que Freud conferia à arte. Em Freud e seu duplo, Moritz Kon caracteriza Freud como "doctor-poeta" (Kon, 1996, p.201). Ao confessar que seu "herói secreto" é Goethe, o próprio Freud, em carta a Giovanni Papini, fornece mais elementos para esta interpretação, ao dizer ter realizado seu sonho secreto de "permanecer um homem de letras sob as aparências de um médico".
Além disso, temos, finalmente, as conhecidas incursões de Freud na psicologia de alguns artistas proeminentes, como Leonardo e Michelangelo; como Goethe, Jensen e Dostoiévsky. Em geral, estes textos procuram desvendar mecanismos psíquicos e pulsionais subjacentes à criação artística. Sua "disposição racionalista e analítica" parece se interpor como uma espécie de anteparo entre ele e a obra em questão, fazendo ressaltar, em primeiro lugar, uma análise que privilegia o conteúdo das obras, muito mais do que aspectos formais ou mesmo materiais. Pelo menos foi assim que Gombrich o interpretou em seu trabalho "As teorias estéticas de Freud". E foi assim que apontou os limites da abordagem freudiana das obras de arte.
Talvez esta perspectiva esteja de algum modo relacionada ao diagnóstico freudiano, tantas vezes reiterado, de que "arte é ilusão". Isto significa que, pelo menos num primeiro plano, ele negava à arte qualquer valor cognitivo ou relação com a verdade. Em um texto intitulado justamente "A questão de uma visão de mundo", ele afirma que, num certo sentido, a arte está bem próxima da religião. A arte é ilusão, diria, mas tudo bem, pelo menos não pretende nada mais do que isso. Pelo menos, a arte, ao contrário da religião, não pretende erigir nenhum sistema de valores para orientação da conduta nem impor crenças em supostas verdades às pessoas. Neste sentido, a visão da arte como expressão da subjetividade desprovida de valor cognitivo parece colocar Freud na perspectiva de um certo romantismo estético.
Mas, ao mesmo tempo, sua visão do futuro das ilusões religiosas e artísticas é amplamente devedora de uma certa filosofia da história de cunho fortemente iluminista, para os mais condescendentes, positivista, para os mais críticos. Aqui, temos uma concepção segundo a qual apenas a ciência tem credenciais para produzir conhecimento qualificado e para justificar verdades, na exata medida em que se submete ao crivo da realidade. Mais do que isso, temos aqui uma vontade nada escondida de que as ilusões, principalmente aquelas produzidas pela religião, sejam deixadas para trás quando a marcha da razão triunfar.
Embora suave, a voz da razão nunca se cala, diz Freud. Por isso, ele se engaja ativamente no que parece um combate que precisa ser travado pela ciência em nome da verdade. Ao investigar as origens psicológicas do sentimento religioso e mostrar assim o caráter ilusório de suas crenças, é um trabalho crítico desta natureza que está em jogo. No entanto, ao contrário da crítica impiedosa que desferra contra a religião, Freud "salva" a arte desta necessidade impiedosa de crítica, porque a ilusão que ela engendra seria inócua para os seres humanos. O resultado paradoxal desta perspectiva é o seguinte. Ao salvar a arte, Freud é obrigado a retirar-lhe toda relação com a verdade e toda dimensão cognitiva. A arte provoca uma certa narcose, mas num grau leve, e, portanto, inócuo.
Seja como for, esta posição ambígua reservada à arte - uma ilusão, mas uma ilusão inócua -, faculta a Freud uma peculiar posição diante dos artistas e das obras que ele pretende analisar. Longe de tentar desmistificar a ilusão produzida por determinadas obras, na qualidade de um juiz ou algo do gênero, Freud se exime de emitir julgamentos estéticos sobre as obras que ele analisa. É na qualidade de um cientista dos processos psíquicos que Freud se interessou pelos mecanismos psíquicos envolvidos na produção de alguns artistas. Por que razões?
Em 1913, na página dedicada ao Interesse da psicanálise do ponto de vista da ciência da estética, afirmava que os conflitos que impulsionam as pessoas à neurose não são muito diferentes daqueles que servem como forças motrizes da criação artística. Mas logo em seguida adverte: "de onde o artista retira sua capacidade criadora não constitui questão para a psicologia" (Freud, 1987 [1913], p. 222). Como mostramos em outra ocasião (ver nosso O tempo, o objeto e o avesso, Ed. Autêntica), Freud desenha aqui um limite para sua abordagem de problemas estéticos. Seu interesse não é o de fazer uma "psicologia da criação artística", ou algo do gênero. Trata-se, muito mais, do seguinte.
Ao estudar as soluções que determinados sujeitos dão aos seus conflitos psíquicos pela via da sublimação, o que interessa quando se trata de sujeitos artistas, é justamente o que faz com que determinados objetos estéticos se prestem melhor a estas soluções. É por isso que, se avançarmos além daquele primeiro nível de leitura aludido acima, François Regnault, um especialista em estética lacaniana, pode afirmar que Freud tenha conseguido evitar, pelo menos no essencial, a "reduzir a arte a uma economia dos afetos" (Regnault, 2001, p. 83). Todo este percurso desemboca na construção de um conceito-chave não apenas para a teoria psicanalítica, mas também para a clínica: o conceito de sublimação.
Grosso modo, a sublimação é um dos quatro destinos possíveis da pulsão, ao lado da reversão ao seu oposto, do retorno em direção ao eu e do recalcamento. Nem perversão, nem recalque: eis o espaço tênue em que a sublimação se vê encantoada. Sua principal característica seria a eleição de alvos dessexualizados para satisfação de moções originariamente sexuais. Ou seja, a satisfação é obtida através do desvio da pulsão para objetos culturais.
Mas este desvio ocorreria sem a participação do recalcamento e, portanto, este não implica uma formação substitutiva. Isto é, embora o objeto de satisfação seja não-sexual (um objeto culturalmente valorizado), a forma da satisfação e da produção de prazer conservaria o modelo de satisfação próprio à satisfação sexual, ao deixar quase intacta a excitação originária. Por isso, a enorme atratividade da arte e o fascínio exercido pelos artistas. (Para abordagens mais completas ver: Tania Rivera, "Ensaio sobre a sublimação", Revista discurso, n. 36, 2006) e Vladimir Safatle, "Estética do real: pulsão e sublimação na reflexão lacaniana sobre as arte", in: O tempo, o objeto e o avesso, Ed. Autêntica).
Freud nunca se interessou em escrever uma teoria geral e sistemática da arte ou coisa do gênero. A psicanálise freudiana não se interessa pela arte como forma. Talvez nem mesmo esteja em questão algo como uma estética da psicanálise. A arte só interessa a Freud no sentido em que determinadas formas de subjetivação que encontramos na clínica parecem ser distorções ou desfigurações de obras de arte. Numa passagem célebre de "Totem e tabu", de 1913, podemos ler que "as neuroses, por um lado, apresentam concordâncias marcantes e profundas com as grandes produções sociais da arte, da religião e da filosofia; por outro, aparecem como distorções destas".
Esquematicamente, temos o seguinte quadro. A arte é uma ilusão, não tem nenhuma relação com a verdade ou com o conhecimento, mas, em compensação, não pretende ter. Desse modo, a arte é uma ilusão, porém não é uma mentira; a religião também é ilusão, da mesma forma não possui nenhuma relação com a verdade ou com o conhecimento, mas se apresenta como verdade. Por esta razão, a religião é uma ilusão e uma mentira; finalmente, a ciência não é nem ilusão e nem mentira, porque é capaz de produzir conhecimento verdadeiro sobre a realidade material e abdicar do princípio do prazer, na medida em que se deixa corrigir pela realidade, e porque se limita apenas a isso, sem dar passos maiores do que as pernas.
É claro que este quadro apresentado por Freud poderia ser atacado por diversos lados. O próprio Lacan percebeu a necessidade de redesenhá-lo e o fez em suas lições sobre a criação e o vazio no seminário sobre a Ética da psicanálise. Mas o que está em jogo aqui não é isso. O que queremos é entender o argumento de Freud, que o conduz imediatamente a afirmar o seguinte: "poder-se-ia ousar dizer que uma histeria é figura distorcida de uma obra de arte, uma neurose obsessiva, uma figura distorcida (Zerrbild) de uma religião, e uma mania paranóica, uma figura distorcida de um sistema filosófico" (FREUD, S. Totem und Tabu. G. W., Frankfurt am Main, Fischer Verlag, t. IX, 1999, p. 91).
O que Freud sublinha é exatamente o caráter a-social da neurose, o que fornece um contraponto perfeito à arte vista como produto social. Neste sentido, fica mais clara a oposição entre o recalcamento e a sublimação do ponto de vista dos modos de interação entre o sujeito e a cultura. Não se trata, pois, de uma teoria freudiana da arte, mas de como determinados modos de subjetivação podem ser pensados a partir da desfiguração (Verzerrungen) de um modelo emprestado das produções sociais. Lacan acrescentaria que o pano de fundo é sempre o modo como cada um destes três saberes lida com o vazio.
O vazio aqui é tomado como a impossibilidade de encontrar uma representação simbólica ou pictórica que dê conta da radical singularidade dos desejos inconscientes. Para entender por que o desejo é sem representação, basta pensar num indivíduo qualquer (um homem, uma mulher) que sonha obstinadamente em adquirir um determinado bem material (um carro, uma bolsa,etc) ou alcançar algum bem espiritual (um emprego, um namoro, etc) e que, tão logo consiga o que quer, já desloca todo seu interesse para outra coisa (uma namorada, um sapato; uma promoção, um casamento; para retomarmos a seqüência dos exemplos nada aleatórios dados acima). Esta experiência, tão corriqueira, demonstra que o sujeito nunca sabe exatamente o que quer quando quer alguma coisa.
Diante do vazio deixado pela impossibilidade de dar sentido à frustração do desejo, à falta de um objeto adequado à fantasia, três saídas se apresentam: a religião, a ciência e a arte (leia quadro Três vazios). Nesse contexto, Lacan introduz o problema do vazio como uma questão fundamental no tratamento da problemática da sublimação. Pensar a sublimação como um modo de satisfação libidinal caracterizado por uma "conciliação fácil entre o indivíduo e o coletivo" parece a Lacan uma verdadeira "cilada" (Lacan, 1988, p. 120). É esta a razão que o leva a denunciar o engodo de situar a sublimação na vertente do narcisismo. Pensar a sublimação segundo o modelo do narcisismo implica tomar o objeto como algo "perpetuamente intercambiável com o amor que o sujeito tem por sua própria imagem" (Lacan, 1988, p.124).
Por esta razão, a sublimação lacaniana não oferece ao sujeito um horizonte de reconciliação qualquer com o desejo cujo objeto lhe escapa. De fato, poetas, pintores, músicos, artistas em geral, não menos do que não-artistas, se matam, se auto-mutilam, se deixam devastar pelo gozo até a morte. O problema da sublimação vai apontar a diferença entre o objeto narcisicamente investido e a Coisa, este objeto que funciona como ponto limite à predicação (Lacan, 1988, p.124).
Mas o que é esta Coisa, grafada com letra capital? "Coisa" é o nome que serve para mostrar que o vazio proposto pela psicanálise não é um vazio místico nem metafísico. Em Freud, Coisa é o conceito que marca a impossibilidade radical de o sujeito encontrar o objeto contingente que em suas primeiras experiências de satisfação pôs fim a um estado de urgência. Em Lacan, Coisa designa a impossibilidade de uma resposta adequada à pergunta sobre o desejo do sujeito. Em nenhum dos dois casos, o vazio preexiste às experiências efetivamente vividas pelos sujeitos: o vazio não está na origem.
O vazio é, antes, um efeito. Um efeito da "presença de uma ausência". Mas o que é esta tal "presença de uma ausência" senão mais uma mistificação, uma contradição ou um mero jogo de palavras? Um ou dois exemplos podem ser úteis. Pense numa parede branca cravada de ponta a ponta com quadros dispostos numa série simétrica. Agora retire um quadro qualquer da série. O que você verá? A falta que o quadro retirado faz. Em outros termos, a presença de uma ausência. Outro exemplo: pense na paisagem de Nova York depois do 11 de setembro. Depois daquela ensolarada manhã de quase outono, será impossível não ver o invisível. A ausência das torres gêmeas é "vista" por todos. O problema que se coloca é, então, o que será possível criar no entorno, ou a partir deste vazio?
Assim, a estética da psicanálise, ou mais precisamente, o domínio de reflexões inspiradas no dispositivo conceitual da psicanálise que se volta para questões relativas à arte, não é uma aplicação da psicanálise à arte, mas, ao contrário, uma aplicação da arte à psicanálise (Regnault, 2001, p.20). Não se trata de submeter à interpretação analítica a obra ou o artista, colocando a arte no lugar de objeto ou o artista no divã, ainda que muitas vezes psicanalistas tenham se enveredado por esses becos. Trata-se, ao contrário, de recolher, no campo freudiano, os efeitos de verdade ocasionados pela simples existência de determinadas obras. Mas talvez fosse o caso de superar a lógica instrumental contida na fórmula "x aplicado a y", como nos alerta Célio Garcia com a idéia de interface e de "psicanálise implicada", e tentar uma modalidade de relação entre os campos que possa ser colocada sob a égide do que Badiou chamou de uma co-responsabilidade.
Uma estética à lacaniana seria uma estética que se pergunta por que certos objetos se prestam melhor a essa inadequação com a ordem simbólica. A arte, principalmente certa vertente da arte contemporânea, seria então figura de um certo excesso de real - que desnuda a precariedade do simbólico - espécie de ruína, de catástrofe das imagens da reconciliação. O caminho que vai da imagem simbólica ao objeto retirado da imagem, isto é, ao objeto extraído de toda relação de duplicidade, caracterizaria, na visão deste autor, a arte do século XX. E neste sentido, "Lacan é contemporâneo desta arte do século XX, que se singulariza por enquadrar o objeto como singularidade absoluta, sem duplo e sem imagem" (Wajcman, 2000, p. 46). Nisso residiria a co-responsabilidade entre a arte e a psicanálise.

*Gilson Iannini é professor do Departamento de filosofia da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), editor da revista Artefilosofia, mestre em filosofia pela Universidade Federal de Minas Gerais, mestre em psicanálise pela Université Paris VIII, e doutorando em filosofia pela Universidade de São Paulo
FONTE: http://www.portalcienciaevida.com.br/ESFI/edicoes/0/Artigo74764-1.asp